Perder a amizade de alguém, para mim, é como arrancar um pedaço do meu corpo.
Ultimamente tenho parado para pensar sobre os corpos materiais dos seres, tanto que minha última publicação foi a respeito destes corpos, mas ainda não tenho uma conclusão sobre o conceito de um corpo de um ser vivo.
Mas para não me perder no assunto. Seguimos...
Pensando nos corpos, vi que penso, pensando que eu penso, pensei que o pensamento faz parte do meu corpo, pois a mim pertence, e caso queira, morro e não conto o que pensei, e ninguém tirará de mim as minhas ideias.
Quando nos relacionamos com alguém, trocamos ideias, pensamentos, compativeis e incompativeis, que nos fazem criar uma ligação chamada amizade.
A amizade nos meus pensamentos consiste em doar parte de minhas ideias e minhas opiniões à algum outro corpo e retirar deste outro corpo, outras ideias e opiniões. Lembrando que as ideias e opiniões parte dos pensamentos e que os pensamentos fazem parte dos corpos.
No caso do fim de uma amizade, essas ideias e opiniões ainda podem estar em nossas lembranças, mas não existirão mais no dia-a-dia dos corpos. Assim quando perco a amizade de alguém, sinto um pedaço de mim ser levado embora.
O pior dos casos de fim de amizade, não é aquele provocado pela inexistência de impulsos elétricos em um corpo, deixando o outro só, pela força incontrolável da natureza, e sim pelo mal entendimento ou conflito entre as ideias dos seres, causando não a morte de um dos dois seres em questão, mas apenas o afastamento dos pensamentos.