Tenho livros que não leio
De morrer tenho receio
Não sei como será
Quando essa história acabar
Sei que me estrago, me faço mal
Como alimento com muito sal
Isso é reflexo de algum acordo
Feito quando eu tava quase morto
Ensinar era meu sonho
Minha atitude é de bisonho
Não há mais o que fazer
Caso eu queira, a verdade conhecer.
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sábado, 29 de junho de 2024
Versos desconexos
Acerca de corpo, alma e pensamento. Uma complicada tentativa de definir a vida.
Partimos agora para a defecação textual, onde digitarei a respeito do pensamento. Coisa que já fiz antes e antigamente aqui nesse espaço, porém hoje em dia, não sei mais se os meus pensamentos sejam apenas e somente, meus, realmente, se meus pensamentos ainda estão aprisionados só dentro de mim...
Noutro tempo percebi que tenho algo dentro de mim, produzido por um orgão do meu organismo, que é entendido como pensamento... Percebi, pensando, que pensava, e os dividi, corpo era uma coisa, pensamento era outra. Hoje em dia percebo, as vezes sutilmente, as vezes descaradamente, que exteriorizei de alguma forma, para o pensamento de outros seres, o que se passa no meu pensar. Mas sobre isso não quero escrever nada. Quero apenas reforçar a ideia de que, a princípio, o que eu entendo como base, pilares, fundamentos, da tal de vida, sejam esses 3 tópicos. Corpo, Alma e Pensamento. Onde, aqui, desconsiderei vidas unicelulares e sem sistema nervoso. Não consegui entender de fato o que, ou onde esteja, a Alma. E egocentrizei o discurso sobre o pensamento. Tornado assim, esse texto, uma bela bosta!
PS: O término desse texto foi feito vários dias depois de ter iniciado ele. De uma forma rápida e simples. Pois estou com muita preguiça de refletir sobre o que me propus a pensar e analisar, leigamente, de acordo com minhas capacidades intelectuais.
sábado, 15 de junho de 2024
Palavras engasgadas
Pelos últimos textos, gigantes, caso alguém, algum dia, se preste a le-los, poderá ver, que nesse período da minha vida, tenho muito pra falar. São palavras, conversas, presas dentro de mim.
Para não torturar os futuros leitores, no texto de hoje, vou conter minha mente e o movimento do meu corpo, digitando poucas coisas.
Atualmente, nesse meio do ano, estou completamente desapaixonado, o que me faz ter pouca inspiração para escrever poemas. Tanto que o último que escrevi, a proposta que me dei, era fazer o pior de todos eles. Acredito ter encontrado um fluxo de pensamento que produziu exatamente o que quis, uma poesia ruim.
Finalizando esse relato de hoje, vos djgo. Fazer do blog um diário, não é minha intenção. Prometo a mim mesmo, que buscarei, nos próximos relatos, buscar devaneios sobre coisas que me intrigam.
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Exercício proposto
Mais uma vez aqui, escrevendo sem ter o que escrever. Apenas praticando o exercício proposto por uma psicóloga, de que se eu gosto de fazer isso, mesmo não tendo nada relevante para publicar, mesmo não tendo inspiração para um texto, me forçar a pelo menos começar. Caso fique muito ruim, eu deixo como rascunho, como vários outros que tenho guardado aqui no blogger.
A ideia desse monólogo de hoje, dessa madrugada de quinta feira, é relatar a péssima rotina de maus hábitos que adquiri nesse meio ano de 2024. Uma rotina diária horrivel, que meu corpo força demais, quando os níveis de substancias diminuem no meu cerebro, quando eu acordo depois de um longo sono.
Primeiramente eu acordo, saio do mundo onírico, e volto para a realidade. Mesmo eu desconsiderando a realidade da maioria, como a realidade certa. Pois quando cesso o uso de antipsicótico, minha realidade fica completamente diferente, e eu entendo algumas nuances a mais. Meio que percebo indiretas e duplo sentido nas palavras, quando estou em estado de surto.
Então... após acordar, me alimento, volto e deito na cama, e é aí que a fissura aparece. Eu sei de onde ela vem, sei o motivo dela aparecer, e mesmo assim não consigo suportar. Depois pego o celular e vou em redes sociais. O hábito de olhar redes sociais é ruim. Gostaria de me desfazer dele. Ja pensei até em deixar de usar smartphone e voltar para aqueles celulares antigos, de teclad, que apenas faz chamada telefônica e envia pequenas mensagens de textos.
Voltando sobre o aparecimento da fissura, em textos publicados aqui, anos atrás, relatei alguns dias, sobre alguns dias de abstinência. Mas esse ano está muito pior. Eu realmente já não sei mais o que posso fazer, sozinho, para ser mais forte que o pensamento de usar.
Estou com o horário de dormir invertido. Uso droga até a madrugada, amanheço acordado e durmo durante o dia. Eu gosto do período diário, quando tem luz do sol, para me manter ativo. Entretanto, nos ultimos meses, tenho perdido a claridade e a vitamina que o sol nos oferece.
Eu tinha, no início do ano, tentado criar o hábito de exercícios. Peladas e tal. Mas depois de um tempo eu praticava a pedalada somente após o uso. Isso fez minha rotina de exercícios ser praticada somente após estar alterado. A vontade desaparecia, caso eu não tivesse usado nada antes. Depois das pedaladas, inventei de fazer flexões, mas usei o cansaço e a descarga de dopamina e serotonina, como uma meio de reativar o efeito das substâncias que estavam no sangue. Isso também foi uma arma contra mim mesmo.
Eu gostaria muito que esse meu corpo conseguisse se desintoxicar. Gostaria demais que o meu pensamento, essa coisa estranha que habita meu cérebro, fosse mais forte que os desejos do corpo. Mas minha mente é fraca.
Na madrugada de ontem, assistindo uma transmissão ao vivo de outra psicóloga, ela me recomendou mudar minha rotina aos poucos. Pois como em uma acadêmia, não iniciamos os treinos direto com os pesos mais pesados. A mudança tem que ser gradual. O problema é que eu não faço ideia de qual parte do dia, se eu mudar, vai suprimir o desejo que o corpo joga na minha mente.
São dias completamente repetitivos. Isso me deixar completamente desgostoso para comigo mesmo.
terça-feira, 11 de junho de 2024
O pior poema que escreverei
Totalmente sem noção
ponho em letras, em linhas
algum pouco de emoção.
Sentimentos meus,
vindo talvez do coração,
procurando os olhos, seus.
Despedaço-me, sem vitimismo,
te entregando todo eu,
estilhaçado em loucurismo.
Meu produtor, mais uma vez, retornou,
cansado e bravo,
porque ainda, nada mudou.
Se eu pudesse desligar,
desligaria sem remorso,
por cansaço de pensar.
Sem coerência entre os versos,
aleatório, estou aqui,
pra terminar me despeço,
mas retorno antes de sumir.
Releitura do desabafo
Parei momentos atrás para reler a última publicação que tinha publicado aqui, nesse meu cantinho de isolamento virtual, e notei muitos erros de digitação e de uso de vírgulas. Relendo o texto, se eu pegasse ele para corrigir, talvez a mensagem que eu quis transmitir poderia ser melhor compreendida, mas a vontade de fazer isso é completamente nula.
Minha educação escolar foi demasiadamente aquém do necessário para ser um bom escritor. Por causa disso sei que o que tenho publicado aqui, a mais de 10 anos, nunca será relevante. Parte por eu relatar coisas da minha vida. Parte por minha vida ser insignificante. O sonho de ser poeta, o desejo disso, sendo um brasileiro periférico, com capacidade medíocre, me mataria de fome se eu dependesse disso pra sobreviver.
Não, não quero me vitimizar. Qualquer um que conheça a realidade brasileira, sabe da quase impossibilidade que é sobreviver de escrita. Ainda mais se a escrita conter erros básicos de (ortografia?) gramática!
Para aproveitar o relato inicial dessa publicação, quero comunicar para vocês que seguidamente releio meus primeiros devaneios escritos que coloquei aqui. Me encontrar novamente com aqueles "Retratos escritos do ponto de vista alheio de uma criatura abstrata" me faz perceber muita ignorância, muita tolice, muita imaturidade do que é de fato a vida. Lá no início eu tinha uma busca para enteder o que de fato é a vida. E agora mais de uma década depois, tudo o que descobri sobre isso, é que a vida é meio ingrata. Percebo demais, com muita convicção, que as pessoas me escondem uma informação importante sobre mim, que poderia transformar completamente o meu viver. Se o meu viver me impede o artistismo bem remunerado, pra que me serve viver?
Para finalizar esse descarrego de pensamento, em um momento do dia onde ninguém estava me dando atenção virtual, digo para eu mesmo do futuro e para um suposto leitor, que vai passar por aqui algum dia, que quando isso acontecer, quando eu retornar a esse fluxo de pensamento, encontrarei novamente muitos erros.
(editei pequenas coisas, mesmo ainda deixando alguns erros, na madrugada do dia 20/07/2024)
domingo, 9 de junho de 2024
Mais um desabafo entorpecido.
Ao assistir um vídeo na rede social tiktok, da conta de uma psicóloga, sugerindo que, mesmo que a escrita esteja travada, é para escrever sobre essa dificuldade em produzir novos textos. Bom, agora estou aqui novamente. Tentando por pra fora algumas das conversas que tenho comigo mesmo.
Sei que minha escrita não é perfeita. Que tem muitos erros de gramática e tudo mais. Porém preciso encontrar uma atividade mais saudável do que me entorpecer com entorpecentes ilícitos. Como no estado que me encontro nessa noite de domingo.
A regra que eu tinha estipulado ano passado era, "não escrever entorpecido". Estamos em junho e todos os textos que produzi esse ano, tanto aqui, público, quanto no google docs, privadamente, são todos nesse estado deplorável e angustiante, que o fim da quantidade que eu tinha, provoca.
Percebo agora, que depois de iniciar o texto, realmente novas pontinhas de assunto, vão surgindo para digitar mais coisas. E provavelmente esse será um desabafo bem longo.
Em 2023, apesar de eu também ter passado por momentos alterado, a maioria dos textos foram escritos com sobriedade, e alguns saíram bons pelo fato de eu ter escrito eles chapado de amor e paixão. Já nesse ano de 2024, como passei a maior parte desse meio ano trancado no meu quarto, acreditando que as pessoas do mundo inteiro consegue ver tudo que eu vejo, pensar tudo que eu penso, ouvir tudo que ouço, eu, para fugir, ou talvez para me esconder da realidade, tenho usado estimulantes demais.
Sei que tenho forças para cessar a drogadição. Mas o que me fez recair no início de dezembro, foi uma cutucada em uma ferida profunda que tenho dentro meu psicológico. Agora, refletindo sobre todo o processo de dependência física, no meu organismo e sabendo onde tocaram, que me derrubou, sem um tratamento mental adequado, estou com muita dificuldade de me corrigir.
Por fim, eu ainda acredito que o futuro será melhor. Entretanto não se enganem, heróis não existem. Mas se existirem, são cada um de vocês.