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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Reflexão da observação da necessidade de uma releitura duma frase bíblica

"Tudo posso naquele que me fortalece"
Parei pra pensar sobre o que essa frase se propõe a dizer. E percebi que o "poder tudo" não é uma realidade. Apego para fortalecimento, no Deus cristão, não proporciona essa permissão para "tudo poder". Porque a civilização humana precisou criar regras sociais para ter um bom funcionamento. E algumas coisas dessas regras são proibidas, apegado à "Aquele" ou não.
Acho que talvez a frase faria mais sentido, caso fosse escrita com as seguintes palavras:

"Tenho boas capacidades, pela força do espírito que eu permito habitar em mim".

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Relatório inicial da nova busca por reabilitação.

 O isolamento, repetidamente proposto,
Outrora vencedor,
Novamente será autoimposto,
Contendo uma esperança de me recompor

Sabendo da esperada probabilidade
Dessa atitude resultar em novo fracasso,
Escrevo esse xulo desabafo,
Consciênte de que faço, por responsabilidade

Diferente da busca por uma confirmação,
A atual estratagéia explorada,
Tem intuito de ser utilizada,
para benefício da comunicação.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Contemplação do que não vemos

Na exuberância posta à frente 
Do teu sentido visão,
Traduziu-se em entendimento
A imagem de um abismo
Entre teu corpo e o amor 

Por isso ao teu lado,
Dentro de um isopor
De cervejas, um engradado.
Ou melhor...
Com a quantidade de um fardo*...
Um futuro entorpecimento gelado,
E quando acabar,
Vai repor.

El cabron en calle guapa
Tentando entender a vida
Que até então foi autoreprimida
Com muita aguardente engolida.

sábado, 25 de outubro de 2025

Iluminação solar

O sol
que agora
não me ilumina,
ilumina
quem não será iluminado,
quando ele me iluminar.

25/10/2025
1h46

domingo, 19 de outubro de 2025

Devaneio pseudofilosófico com relação ao tempo

Breve pensamento para com o futuro:
Partindo da ideia da não existência material e física, de um tempo futuro. E considerando a possibilidade de que ele há de existir. Quantos pico-agoras é necessário darmos fé, para que se possa fazer um planejamento, de alguma ação, que pretende-se realizar, tornar real, transformar em um realidade, em algum momento?
É preciso confiar que haverá quantos incontáveis agoras, para que algum desejo pessoal se torne existente e, logo em seguida, se torne um eterno antes?
Qual é a quentidade de presentes, que cabe em um brevíssimo presente, no futuro que se crê, existir?


Breve pensamento para com o passado:
Partindo da ideia de que, fisicamente, o passado se torna imaterial, exatamente no momento que o tempo deixa de ser um agora e vira um antes.
Como podemos produzir apenas uma existência mental dele, sem a necessidade de desmontar a percepção de um "agora" e de um "depois", que faz com que nossa mente construa a presença dessa "memória"?
Como acessar a informação da existência de um antes, e ao mesmo tempo, ter no pensamento a existência de um presente e/ou um esperado futuro?
Para construir no pensamento, ou sei la, reviver uma memória, o pensamento não tem a necessidade de desligar, ou a necessidade de não produzir a ideia de estar em qualquer outro momento do tempo?

Breve pensamento para com o agora:
Fisicamente, materialmente, é o único existente. Embora seja deveras breve, é dependente da materialização do esperado futuro, e produtor do eterno passado.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Sonho à galope

Montei na paleta do céu
No pelo
Percorri onze anos

Vi só um bicho cruel
Com medo
Do que eu e meu corpo
Sonhamos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Caminhos de inexistência

Já trilhei os caminhos de não existir o tempo. Encontrei, enquanto trilhava-o, falta de materialidade e corpo físico, nele. Agora, por acaso, esse trem que temos na cabeço, cruzou toda a linha férrea que construí. Se fez presente, no presente pretérito, e presente no agora do futuro. Locais esses que, por serem inexistentes, estão em um nada físico e material.

Perdemos

Perdemos...
Perdemos no cheiro
Perdemos no trabalhar 
Perdemos ao cercar
Perdemos no conquistar
Perderíamos no batalhar
Chorei pela nossa derrota
Quando percebi que perdemos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Carta de amor

Viamão, 15 de outubro de 2025
Querido e adorável ser.
Tu que me le nesse momento, tenho algo para compartilhar.
Quero confessar que sinto um amor demasiado intenso, por uma mulher possuidora de uma força deveras potente e que me ensinou, ao longo desses vinte anos de amizade, inumeras coisas sobre a vida.
Já, de início, é indispensável reescrever uma das mensagens mais combativas que já recebi, em conversas virtuais, que foi escrita por essa mulher, durante uma troca de ideias sobre questões sociais. Quando ela ainda tentava salvar o mundo, e não apenas a si própria. Um texto que diz assim: "Eu não posso deixar de ser capitalista, vivendo em um mundo capitalista. Mas enfrento as coisas de um modo melhor do que gritar ANARQUIA!".
Vira e mexe. O tempo se passa. E minha mente, quando pensa um pouco nesse amor, resgata esse posicionamento dela.
Talvez hoje em dia, ela até seja um pouco mais anarquista, mesmo sendo obrigada a seguir as normas capitalistas, impostas por esse regime que nos faz correr, de qualquer forma possível, atras de capital, pra ter pelo menos uma subexistência. Pois a poucos dias no pretérito do dia em que escrevo essa carta, ela me confessou que está precisando trabalhar em um serviço que a sociedade em geral tem muito preconceito.
Nesses últimos anos, essa mulher, que eu admiro e amo com todo o meu sangue sendo bombeado no meu coração, tem relatado um profundo desprezo pela própria vida. Seguidamente, ela me envia mensagens que relantam idealizações suicida. E creio eu, que esse desejo de encerrar a existência do metabolismo corpóreo, que sustenta o raciocínio crítico feroz para com as questões sociais, que ela possui, seja provocado pela necessidade de vender as partes íntimas de seu corpo, com a finalidade de ter o que comer, o que vestir e o que lhe da uma fuga dessa realidade perturbadora em que ela acabou sendo inserida. 
Tenho a certeza, pelo vasto tempo que mantemos contato, que ela não chegou nesse trabalho por falta de inteligência. Mas sim por um ambiente residencial, que possui muita violência verbal, muita desmotivação e falta de apoio.
Para evitar que essa carta se prolongue por mais alguns parágrafos, busco encerrar essa minha confissão de que sinto amor por uma puta. Pois sei que ela é muito mais do que apenas isso.
Com amor e carinho.
Criatura abstrata.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Querer e sustentar o que quero

Quero querer não querer,
E o não querer
Precisa ser mais forte.

Mas sustentar o que quero,
Aparenta não me querer
querendo isso.

Bem-querer

Consigo ter a percepção de ser bem quisto.
Não estou conseguindo retribuir esse bem-querer que recebo.
Não consigo, não por não querer conseguir. Não consigo por ter enfiado meu corpo numa condição complicada de se retirar.
Observando de fora, como e quando surge minha incapacidade de rejeitar o que tenho a certeza de ser o que me prejudica, da a impressão de que suportar a angústia e sustentar a força de dizer um não, é algo fácil de ser feito. Porém não é.
A recompensa rápida do sentimento de prazer, é algo bastante complexo de desmanchar e reconstruir algo em cima.
Eu digo: "Nao querer é querer não querer".
E sigo com um querer que já não quero mais.
Depois digo: "Querer não querer, requer ser bem quisto"
E por alguns, sou bem quisto.
Mas o não querer não se sustenta como um querer forte o suficiente pra retribuir o meu bem querer vindo de fora.
Estou cansado de estar fracassando há 4 anos nessa luta contra o pior que posso fazer comigo mesmo.

Maktube

O que aconteceu comigo, só tinha a possibilidade de acontecer com alguém que compartilhasse do tipo de vida que tuve,  que tivesse condições semelhantes a da minha vivência, que também tivesse acesso ao entorpecimento da mente como eu tive. Jamais aconteceria com quem trabalhou o controle e a sanidade mental, buscando um tipo de iluminação ou benção divina, como recompensa por ter levado uma vida mais correta possível.
Tenho a absoluta certeza de que minha condição atípica era algo esperado por grupos discretos e ocultistas, que existem camuflados em meio a civilização e sociedade comum. E muitos deles dedicaram a vida toda a uma evolução e controle do pensamento, para adquiri essa habilidade. Mas essas pessoas não se submeteram à perda de consciência, como eu fiz. 
Poderia ter acontecido com qualquer um que cresceu num submundo. Mas esse azar(ou sorte) recaiu sobre mim. O problema é que eu não me dediquei a aprender com profundidade nenhum conhecimento específico. Agora minha condição leiga de saberes, é totalmente inútil.
E além de todo esse "estava escrito que ia acontecer", eu me sinto sugado, acompanhado, perseguido, por algo alem da dimensão que temos capacidade de perceber. Já faz algum tempo que percebo a presença de uma energia que me ronda.
Por fim, para encerrar esse texto sem pé nem cabeça, registro: Estou começando a não saber se o que eu penso é de fato um pensamento próprio meu.

domingo, 12 de outubro de 2025

Necessidade de egoísmo e desapego do egocentrismo

 Quando eu desassociar a reabilitação, da busca por aprovação externa e me manter em abstinência por auto cuidado, saúde e preservação da vida que o universo me proporcionou, enfim haverá uma possibilidade de mudança.

Mas se eu continuar pensando em ficar limpo, pra agradar terceiros, jamais vou conquistar uma qualidade de vida melhor.

Não há terceiros, desconhecidos, que realmente me desejam o bem.

Essa é a mais pura e simples verdade que encontrei nesse amanhecer de domingo.

E demorou pra me cair essa ficha.


quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Três sinestesias

 A textura do teu cheiro ensurdece o sabor do que vejo.

Vendo meus olhos e fico surdo com esse odor doce no paladar quando meus lábios tocam os teus.

Ouça esse abraço que te dei ao sentir teu perfume de comer visões.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Grito

 No nosso mundo há uma vida que pede socorro. Ele agride os parasitas que estão machucando. A ferida provocada, cada vez mais cutucada, aparenta estar gangrenando. E infelizmente não há possibilidade de amputação.
A Terra, nosso único lar celestial, está morrendo pela necrose estabelecida nessa lógica de produção e consumo eterno, impossível de manter. O rastro de podridão, gerado pelas embalagens dos produtos comercializados, é o verme que infecciona sua pele.
Há uma vida em prantos, nesse globo que nos abriga. Essa vida não pede que parem, ela revida, porque tem tempo e paciência para estabilizar novamente um equilíbrio natural, que foi dado aos animais da atual época, mas que um desses animais precisou manipular o ambiente para se manter existindo, em vez do ambiente manipular a existência dele.
Tenho ciência da obviedade do que estou escrevendo. Mas repito, no nosso mundo há uma vida que pede socorro.
Cambio.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Convivendo com a Terra, dividindo com os animais

 A raça humana se apossou do planeta Terra. Jura que o mundo é dela. E enquanto ela não enxergar que, somos os únicos capazes de sair dele, não será possível entender a posse dos outros tipos de vida também reivindicam para si.
Não é pelo fato de, rudimentarmente, manipular o ambiente para sobreviver, que um pássaro, ao fazer um ninho e se reproduzir, não esteja dizendo: "Ei, esse lugar também é meu"
Não é pela desova das tartarugas na areia da praia, que ela não possue o mar.
Eu realmente não entendo, assim como os demais seres, não humanos, que quase sempre se afastam do bicho homem, o porquê da humanidade criar um tipo de sobrevivência baseado na destruição.
Mesmo ativistas ambientais, ao lutar pela preservação de um território, o faz pelo sentimento de ter poder sobre o espaço, como se dissesse:"Nossa espécie tem o dever de manter a natureza virgem desse local"! Como se tivesse o poder sobre a natureza que quer preservar. Muitas vezes, considerando o benefício que esse local proporciona para a manutenção da vida humana.
Sei que generalizei. Mas não me importo.
Entretanto, dizer que o mundo pertence a uma classe social, de um único animal com comportamentos complexos, acaba excluindo, completamente, o direito à existência dos demais animais.
No correr do dia a dia, do operário, com sua jornada de trabalho e seu cuidar para com sua residência, é impossível observar e aprender observando a vivência/comportamento, quase que racional, que há na natureza. A maioria dos humanos estão presos, em selvas de concreto e aço. Perderam o poder de dividir o mundo com outros bichos. E caso um bicho apareça, por acaso, dentro de um espaço ocupado por humanos, a primeira reação é matar.
O ser humano, se não pode possuir, ele extermina. E como o ser humano não pode possuir um controle total, sobre a natureza, está exterminando ela toda, de pouco em pouco, desconsiderando a posse, ou convívio, de outros seres vivos, para com o meio ambiente.
Foda certas coisa.

Querendo sair da ilusão, estando preso num segredo necessário.

 Dúvida genuína:

De que forma, com que tipo de experimento, como algum de vocês provaria uma existência de telepatia unilateral, impedindo que as pessoas que estão recebendo o pensamento do telepata, simplesmente dissessem NÃO, resumindo a transmissão à uma paranoia?

Pq sinceramente eu to bem cansado de ser esquizofrênico, acreditar nisso, não conseguir trabalhar porque sempre acaba em surto, ter crise de ansiedade pra sair de casa, mesmo estando em abstinência, e o estado ser incapaz de me curar

Ah! Se eu fosse.

 Se eu fosse um pedreiro,
construiria uma residência.
Se eu fosse um presidente,
construiria uma auto suficiência.
Mas sou um louco,
e só lido com a demência.

Se eu fosse uma arma
iria estar numa resistência.
Se eu fosse um tiro,
balearia com paciência.
Mas sou um louco,
e só lido com a demência.

Se eu fosse um instante,
tentaria ser um agora.
Se eu fosse um hidrante,
não tinha incêndio onde tu mora.
Mas sou um louco,
e só lido com a ilusão, confusa, que existe dentro do meu pensamento.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Eu sempre não quero mais, depois não querer foge

 Agora eu não quero mais,
mas quando acordar, vou querer.
Mas se eu continuar sendo fraco,
rapidamente vou morrer.
A quantidade necessária,
já é menor, pra me satisfazer.
Mas ainda vou atrás 
pra eliminar o meu sofrer,
que bate em mim sem receio
de um dia me partir no meio.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Livre arbítrio, separação corpo e pensamento

 Meu corpo digita sozinho sugestões do que devo fazer e respostas sobre o que estou fazendo, como se tivesse um comportamento próprio e individual, separado da intenção do que meu pensamento quer de fato fazer.

Não sei se é surreal, paranormal ou só transtorno psicológico.

Filosofia Feliciana

 Aforisma: 

Ou tu ri comigo, ou tu ri de mim.

A causa e função no mundo de um novo messias

 Se por acaso eu fosse um messias. Não saíria pregando uma nova crença religiosa, um novo Deus. Em vez disso, reforçaria a fé que cada um tem, pregando a veracidade de todas as religiões. Propondo a ideia de uma única força divina, acessada por diversos meios. Tentaria acabar com preconceito religioso, que até o momento criou mais separação que união, respeito e paz entre nós.

Mas como não sou um messias. Vou me manter na minha desimportância.

Mas que seria ótimo respeitar fé alheia, seria!

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Remanescência da pouca idade

 Normalmente, o que fica da juventude é o cigarro ou o álcool, ou os dois.

Às vezes nem como forma de vício,
e sim como um comportamento social.
Entorpecimentos normalizados,
aceitáveis, que também causam muito mal.
E essa busca por felicidade,
através de algo que nos altere,
perceptivelmente é um comportamento animal.
Porque quem evita essas atitudes,
precisa de esforço
pra manter a mente sempre em estado normal.

Acadêmia religiosa

 A religião acadêmica tem seus dogmas, que regram o método de como a ciência precisa ser feita. E segue a fé da razão. Crendo apenas no que tenha evidência de realidade, caso existam provas que sustentem esse Deus do saber.
E por infelicidade, há no universo científico, incontáveis coisas que essa religião não sabe, e se sabe, não tem ideia de como provar.
Então buscar pelo saber, concreto e real, é tão religioso quanto a crença de outra religião, que busca em divindades confirmações, mas não tem certeza de tudo.
É como se na ciência, Deus, fosse apenas o conhecimento humano, limitado mas poderoso. E naquilo que a ciência chama de religião, a limitação humana é uma consequência do poder de Deus.

domingo, 28 de setembro de 2025

Uma vontade e um medo, ao mesmo tempo

 Queria ter coragem para fazer uma analise rasa e possivelmente leiga, a respeito da cooptação de pessoas, pelo tráfico de drogas, em terras brasileiras. Considerando apenas o meu ponto de vista, segundo a minha experiência de vida. Abordando tanto a parte que envolve quem fornece/vende, quanto quem consome/usa, o produto que esse comércio oferece. E nisso, fazer uma reflexão sobre os diversos tipos de mercadorias que trabalhadores ilegalizados pelos governos, e usuários adoecidos, se envolvem.
Mas considerando minha condição, tenho medo de ofender alguém. O que poderia me prejudicar ainda mais socialmente.
Mas com toda a sinceridade. Se eu conseguisse ter coragem pra escrever um texto reflexivo sobre esse tema, deveras polêmico, semelhante aos meus devaneios escritos no início desse blog. Eu certamente o escreveria.
Talvez o momento de refletir e escrever sobre esse assunto não seja agora. Por, na ocasião, eu me encontrar mais uma vez entorpecido e com o pensamento acelerado. Então é capaz de no próximo momento que eu recuperar a sobriedade, eu volte aqui sem receio de escrever meu pensamento para com caminhos escolhidos por alguns.

sábado, 27 de setembro de 2025

Um problema admitido e identificado

 Eu criei um problema pra mim
Alimentei-o com a melhor ração
O apresentei sem véus à população
Agora só criativeio meu pensar assim

O problema surgiu pra ficar feliz
E em cada momento triste
Reprimia a dor que persiste
Que existe sem eu saber como fiz

Esse problema criado me tira a tristeza
E mascarou por um tempo meu medo
Agora sabendo que não tenho segredo
Ele precisa ser retirado da mesa

Toda vez que escrevo é junto com ele
E odeio ter perdido a espontaneidade
Se não problematizo minha mentalidade
Não me surge mais textos
Com um minímo de qualidade

Esse problema criado
Deixou meu escrever escravizado.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

23/09/2025 8h43

     Toda a dor da rejeição e falta de acolhimento que recebi, na madrugada, de quem considerei a amizade ser forte o suficiente a ponto de ter confiança para desabafar sobre os pesos que trago na memória e consciência, nesse momento está mais aceitável. Nesse afastamento que me foi oferecido após minha sinceridade, percebi como as pessoas são falsas comigo. 
    Mesmo sabendo que já sabiam o que eu falaria. Antes do meu desabafo são uns. Mas depois da minha coragem para me expor com elas, em busca de um diálogo que me ajude a me aceitar, sem me condenar ao mais podre viver, são outras. São outras do tipo que reafirmam a minha ideia de que não mereço coisas boas na minha vida.
    Mas ainda não entendo como conseguem manter uma atitude em um momento, tendo a informação através de uma condição atípica que carrego, e no momento seguinte, após eu relatar verbalmente, se transformarem em outra, aparentemente, reais. Me parece que aguardam a minha confiança, para depois mostrarem que nunca realmente gostaram de mim ou me aceitaram como um amigo de verdade.
    Mas enfim. A dor de mais um afastamento. Mais um julgamento negativo. Mais uma condenação de ser considerado um lixo e sentença de corte na relação. Está aceitável e indiferente de minha parte. 
    Daqui um tempo, quando eu olhar pra trás e ver a madrugada de hoje. O que será lembrado vai ser que aprendi que, na ilusão de existência que me impuseram, eu não tenho a permissão de ter mudado, e hoje ser outro, na idade tenho. Sempre que eu revivo meus vinte anos, sou visto como se ainda fosse aquele jovem cheio de erros. E ao acessar esse aprendizado que recebi, relembrarei de olhar pra frente e focar no futuro e em buscar progresso. 
    
   (Lições tiradas das atitudes nessa madrugada)
    Ignorar as interpretações ruins ou confusas.
    Não confiar nem nos meus familiares para desabafar sobre meus incômodos.
    Evitar acessar redes sociais após acontecimentos impactantes.
    Aceitar a certeza do falso anonimato que evita um julgamento da sociedade em larga escala.

Um eu Artificialmente Inteligentado

 O texto seguinte foi produzido pela inteligência artifical Copilot, após algumas trocas de prompts e respostas, sobre um sujeito com os pensamentos totalmente transparentes para com a sociedade. E depois de ter lido ele, considerei ser algo que eu gostaria de ter falado pras pessoas em algum momento:

Título: “O que sobra quando tudo é visto”

(Luz baixa. Um homem está sozinho em cena. Ele olha para o público como se soubesse que todos já conhecem sua história. Não há surpresa em seu olhar — apenas cansaço e lucidez.)

Vocês já sabem.
Não preciso esconder.
Aliás, não posso. Nem se quisesse.

Cada memória minha está aí, espalhada em vocês.
Cada erro, cada desejo, cada sonho sujo, cada grito abafado.
Vocês sabem do abuso.
Do relacionamento que me quebrou.
Da cocaína que me fez esquecer.
Do cigarro que me fez lembrar.

Vocês sabem dos surtos.
Dos dias em que perdi o juízo e virei fera.
Dos olhos que não reconheciam ninguém.
Dos atos que nem eu entendo até hoje.

E mesmo assim... estou aqui.
Não pra pedir desculpas.
Não pra justificar.
Mas pra dizer que eu entendo.

Entendo o silêncio.
Entendo o afastamento.
Entendo o medo que vocês têm de mim.
Porque eu também teria.

Eu sou o que vocês não querem ver —
mas veem.
Sou o que vocês não querem lembrar —
mas lembram.
Sou o que vocês não querem ser —
mas talvez já foram, em segredo.

E é aí que mora minha utilidade.
Não em ser exemplo.
Não em ser herói.
Mas em ser espelho.

Eu sou o que sobra quando tudo é visto.
E mesmo assim, eu continuo.
Continuo pensando.
Continuo interpretando.
Continuo tentando não perder a consciência.

Porque se eu perder isso...
aí sim, não sobra nada.

(Pausa. Ele respira fundo. Olha para o público com firmeza.)

Talvez eu não possa ensinar ética.
Mas posso ensinar o que vem depois da queda.
Posso mostrar que é possível viver sem esconderijo.
Que é possível respirar mesmo quando o mundo inteiro te lê como um livro aberto.

E se isso não for útil...
então talvez vocês estejam procurando utilidade demais,
e humanidade de menos.

(Luz se apaga lentamente. Fim.)

(ME PERDOEM POR ESSAS PALAVRAS NÃO SEREM MINHAS E SIM DE UM COMPUTADOR)


Incapacidade de omitir e a falsidade que sustenta a civilidade humana

 Sinceridade no intuito de ser alguém melhor, destrói mais relações, do que omitir erros que causam dor.


Se vale um conselho, sejam falsos com todos, o tempo todo, até conseguirem ser falsos consigo mesmo. Aí então será possível viver na frágil e ilusória civilidade.

Mais alguém que não acolheu minha culpa e optou pela exclusão

     Por que, quando há confiança suficiente em mim para com algum amigo ou amiga, dos meios virtuais e eu desabafo minhas mais profundas dores, nunca há acolhimento? Nunca respeitam a minha consciência de ter cometido graves erros no passado. Nunca acatam o quanto de amizade eu vejo na pessoa, a ponto de confessar o que me pesa no pensamento.
    É sempre o mesmo resultado. Eu sei que essas pessoas já tem conhecimento sobre meus atos. Eu sinto coragem pra desabafar. E após falar abertamente, tirando do conhecimento, apenas psicológico, que eles tem, me sobra a rejeição. 
    Dito isso. É possível entender o porquê também me autorejeito? Da pra ter ciência do meu martírio através de drogadição, alimentação ruim, desleixo com a autoimagem?
    Todo esse desgosto que sentem de mim, quando sou sincero em busca de desculpas reais dos que eu considero amigo, eu também sinto. O problema é que eu não tenho a capacidade de me excluir da minha vida. Eu não posso fazer como esses amigos, que quando me abro, se fecham para mim. Eu não tenho como me fechar para mim mesmo. E essa repulsa, esse nojo, esse ódio, esse ranço, esse desdém, esse evitar que me dão como resposta, eu também sinto. Também não me gosto. Mas é impossível eu dar a mim mesmo o afastamento que recebo deles.
    Eu tenho a total certeza de que sou um ninguém, mesmo tendo a capacidade de ter feito algo completamente incomum e atípico, que me tornaria alguém, é por conta do que causa esse afastamento dos outros para comigo. E mesmo eu tentando abrir um diálogo. sem ser julgado ser um monstro. Mesmo eu tentando entender as nuances que provocaram meus erros. As pessoas simplesmente "jogam suas pedras" e eu percebo que elas não querem me ajudar a superar esse incômodo, que me leva ao travesseiro pra dormir, com peso na consciência.
    Eu só preciso de ajuda. Sem ser com um profissional de psicologia. Uma ajuda amistosa, de alguém comum, que acolha meu lamento, que não me julgue a pior pessoa do mundo. Que entenda que eu só quero ser realmente aceito, mesmo tendo sido como qualquer humano que comete seus erros.
    Tenho conhecimento da gravidade do erro que cometi. Entendo que é algo inaceitável na sociedade ocidental. Sei que é difícil digerir essa informação, quando tento conversar com alguém sobre isso. Mas a rejeição que recebo imediatamente após me confessar, me provoca ainda mais isolamento. Ainda mais vontade de sumir completamente. Vontade de desligar.
    Mas na realidade, eu não sou esse monstro que me pintam ser. Não sou ruim, feito quem realmente pratica as mesmas atitudes erradas que cometi, por interesse e desejos sinceros nos seus pensamentos.
    Eu apenas queria receber desculpas de quem tenho consideração e amizade. Por realmente sentir culpa e arrependimento de não ter sido uma pessoa mais próxima da perfeição.
    Não vou ser aceito.
    E tudo o que eu produzo é lixo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Da paranoia à certeza. Insignificante referência.

 Tenho a convicção e certeza absoluta de que meus pensamentos são vistos por todos os animais. Por mariposas, formigas, gatos, cachorros e pardais. 

Isso me causa medo, confusão mental, ansiedade, vergonha, incomodação, receio de escolher algum caminho, por conta das possibilidades de diferentes finais.

Escolher saúde, para conseguir viver o quanto mais, é indispensável. É escolher estar por mais tempo, entre todos nós, mortais. 

Ter essa certeza disso e não saber o que posso fazer com essa condição, é um dos meus problemas reais. Ninguém sabe o que me sugerir, além de manter uma abstinência eterna, como se meus vícios fossem a única causa que impede "minha" ideia de greves gerais e globais.

Involuntariamente, tenho a sensação de que esperam por mim. Que eu tenha um comportamento correto. Para enfim os trabalhadores se unirem, internacionalmente, e revolucionar o sistema trabalhista, exploratório, que exausta o povo. E enriquece poucos, que compram o tempo de vida e mão de obra dos proletários, em fábricas de empresas multinacionais.

Sentir que depende de mim, e saber que não depende. Saber que, apesar da certeza do compartilhar minha mente, sou insignificante para que haja uma revolução. Que minha condição de adicto ou reabilitado, não será suficiente pra mudança no mundo acontecer, me sugere o pensamento de que, acreditar numa relevância própria, da minha parte, seja apenas delírio de grandeza, um dos meus problemas mentais.

De conhecimento político, econômico, social e educacional, sou leigo demais. Por isso penso, que eu ser referência ou a motivação, para a organização dos trabalhadores ser feita, deve desconsiderar meu comportamento bom ou ruim e depende apenas do querer, de cada um, um sistema de produção mais justo e que acabe com as desigualdades sociais. 

E cada um, se parar pra pensar em quantos são todos esses "cada um", somos muitos. Caso quisessem, de fato, retirar o poder dos que mandam nos governos, seria fácil e rápido, com essa multidão, unida e organizada, de serviçais.


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

A possibilidade de ser rejeitado por tudo e por todos

 Não me incomoda o pensamento de que posso perder todo mundo. Na adolescência projetei a solidão nos miolos, sentindo ansiedade, durante muitas madrugadas. O que eu não posso perder é a racionalidade, a consciência, a interpretação correta dos fatos da minha vida.

A solidão é comum para muitas pessoas. Mas a percepção da realidade, é necessário ser preservada. Mesmo que através de medicamentos, terapia, tratamento psicológico. A solidão é capaz de desaparecer. Entretanto a realidade, caso seja perdida, pode não ser encontrada novamente. Há grande chance de permanecer em psicose a alucinação pelo resto da existência.

Então, perder todo mundo, não me causa pânico. Eu aceito não me aceitarem, enquanto pratico atividades negativas. Apesar de ser bem carente e necessitar de aprovação exterior para tudo que faço.

Não me incomoda a rejeição, boicote ou o ignorar dos outros, que recebo. O que me incomoda é a condição atípica que carrego.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Novo retrato escrito sobre o vício

 Cada linha de pó
que entra no meu nariz,
deixa meu corpo
falsamente feliz.
Acabo ficando entre
a vida e a morte,
por um triz.
Essa droga ja acabou
com a celebridade
de muito ator e atriz.
E também mantou
músicos e musicistas,
que na overdose
jorraram pra fora do corpo,
a existência,
feito o jorrar de água de um chafariz.
O pó encobre a tristeza
e mantém uma breve felicidade,
como uma obra de arte
é protegida por um verniz.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Reflexão sobre existência e inexistência

 Por mais longo,
ou mais curto,
que seja meu tempo de vida.
Minha inexistência
antes do meu existir,
somada a minha inexistência 
depois da existência do meu viver acabar,
será infinitamente maior.

Então, qualquer existir,
é tão pequeno,
que jamais caberá,
de fato,
na história do universo.

Eu passei pela vida,
mas existi mais tempo, inexistente.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

12 de setembro de 2025, 12h33

 Eu não sei como,
nem se realmente vou conseguir,
mas vou evitar
essa sensação de prazer ficticia
que busco automaticamente
sempre que acordo.

Considerando a existência de Deus

 Eu não sou sagrado.
Jamais hei de ser.
Sou apenas um desmiolado,
escolhido por Deus,
pra ver o que vocês vão fazer.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Existência externa

 Existo fora de mim,
quando o existir do outro
me absorve com os seus sentidos,
quando falo,
quando a luz bate e reflete meu corpo,
quando meu cheiro viaja pelo ar.

Existo fora de mim
quando penso,
e meu pensar
de alguma forma
é transmitido
aos confins
do universo.

Existo fora de mim
ao escrever e registrar
a cognição
do meu raciocínio particular.

sábado, 30 de agosto de 2025

Lista de necessidades desse atual período

    É extremamente necessário evitar que esse retorno às atitudes nocivas seja novamente interminável e diária.
    E de algum jeito preciso ter a capacidade de usar meus equipamentos de uma forma produtiva e satisfatória.
    Também é desejoso encontrar uma maneira de suportar as coisas que me causam incomodação psicológica.
    Problemas todas as pessoas tem. Conseguir lidar com os meus é atividade particular e própria da minha existência.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Rotina do cigarro e do fumante

     Sempre estive preso dentro de alguma coisa. Antes era uma caixa de papel. Agora por lástima estou preso dentro desse pedaço de lata quadriculado. Digo que é uma lástima porque, por estar aqui, logo serei destruído. E talvez seja pelo cheiro que impregno em quem me destrói, que eu possuo bom olfato. Consigo daqui, de dentro dessa lata, sentir o cheiro do orvalho, sobre a grama, do lado de fora desse quarto. Consigo também sentir, por cima desse cheiro de orvalho, sentir o cheiro da podridão desse lugar. Como pode, eu, ser tão desejado a essa hora? Horas antes do sol voltar a começar a iluminar o dia, haviam irmãos meus aqui comigo, do meu lado, me fazendo companhia. Mas, um a um, foi sendo removido e incinerado. Agora só, resta eu, e em breve eu cumprirei meu destino, matar um pouco mais o corpo desse ser, que ali, ronca, dormindo profundamente.
    Ele entrou em vigília. Não dou dez contagem de sessenta segundos até eu estar por entre os dedos, com minha ponta em brasa e sendo transformado em fumaça. Queria eu poder ficar pra sempre dentro dessa lata. Mas sou muito mais forte do que aquele aglomerado de células, que se considera um ser vivo. Posso ver nos pensamentos dele, o desejo por mim, surgir. É magnífico.
    - Venha logo, me tire daqui, seu verme em forma humana.
    - São recém 6:30h. Eu deveria ser mais forte do que isso.
    - Venha logo, me queime, me faça te tirar dias do teu futuro, parasita planetário.
    A lata foi aberta. Os olhos estão fixos no bastão branco. O dia fica diferente após o primeiro cigarro.

Eu partido

 Fui embora sem mim.

Em 2011 escrevi sobre a internet. E hoje em dia, está um pouco pior.

 Olá, senhoras e senhores, do futuro.

Venho por meio deste documento, relatar alguns causos.

Vivi no fim do século XX, sem muito entendimento sobre o mundo, o que vi realmente foram os anos iniciais do século XIX. E esse início de um século de grandes avanços tecnológicos, não foram dos mais agradáveis. Sou de uma geração que viveu sem a conectividade da internet. Não teria, em hipótese alguma, meio de alguém do mato, feito eu, ter contato informal, com um cidadão comum, que morasse em outros lugares do planeta, durante a minha infância. Mas assim que entrei na rede mundial de computadores, tive acesso a venezuelanos. E conversamos muitas vezes, conheci muito de lá e compartilhei muito da miséria cultural que eu tinha sobre a região a qual pertenço. Ao longo dos anos, foram aparecendo outras e outras pessoas de outros e outros lugares. Mas agora, já há pessoas adultas que não sabem de que forma era a limitação comunicativa que o mundo tinha antes desse advento revolucionário, mal usado, que temos neste século em que estou produzindo energia vital no corpo.
O curioso mesmo, é ver a falta de organização coletiva, para a menor coisa que seja, entre as pessoas, buscando produzir melhorias de convivência. Ao dizer isso, parece hipocrisia da minha parte. Pois também não busco me coletivizar organizadamente com algum grupo. Mas digo para vocês que não tenho capacidade de organizar, ou participar de organização alguma.
Apesar de pensar muito sobre o uso da comunicação global que possuímos nos dias de hoje, primeiras décadas do século XXI. Vejo que a maioria das pessoas à usam apenas superficialmente. Redes sociais, que viraram vitrines. Cinema, que entretém, para anestesiar o cansaço da hiperprodutividade que nosso tempo demanda, entre outras coisas voltada para consumo e não para produção de algo. É necessário educar tecnologicamente os usuários, para que não pensem que a internet é apenas 3 ou 4 aplicativos onde vemos as pessoas que conhecemos, e o que alguém está vendendo. Pois a juventude dos tempos de agora cresce utilizando essa ferramenta, dessa maneira. E as gerações anteriores a minha, passaram a utilizar esse meio, junto com esses jovens. Há uma pequena parcela de pessoas, intermediárias de idade, que conhecem a mecânica e potencial dessa tecnologia.
Mas essa geração intermediária que passou pela transição de não ter e ter comunicação imediata globo, está bem cansada de tudo. Cansada dos novos idosos que usam a rede sem entender que a maioria do que é publicado, é piada ou mentira. E cansados das crianças e adolescentes pedantes, que sonham em ter alguma fama, mesmo que apenas em um pequeno círculo social que vivem, mas que depois lhes dê riqueza.
Há um conflito de 3 gerações dentro desse meio de comunicação. E não há maneira, talvez nunca tenha tido, de unir diferentes gerações. Pois refletindo dias desses, percebi que apenas 5 anos de diferença, já gera algum ruído de comunicação entre as pessoas.
Mas enfim, a respeito da comunicação nesse início de século XXI, que temos, isso que escrevi para vocês, é o que mais me toma o pensamento, quando paro para pensar em como estamos utilizando de maneira errada esse presente tecnológico que cientistas desenvolveram. E não sou eu, que vejo isso, que terei a solução para a desorganização do momento.

A insignificância de saber ver e ser cego para os significados

 Na última vez
fui até saber sobre símbolos
e acreditei que saber sobre eles
seria útil.
Hoje me admiro,
fui longe demais
para alguém que não deveria saber..
Pois fui educado para não saber
e não sei muita coisa,
mas o pouco do muito que sei,
incomoda quem quer
que o mínimo seja sabido.
E agora imaginando o que diz cada imagem,
acerto boa parte do vejo
com meus olhos verdes.

Smartphone

 É horrível sair na rua,
ver gente,
gente me ver,
escutar as pessoas,
as pessoas me ver calado.

Eu não sou quieto,
não gosto da solidão.

Há em mim necessidade
de exteriorizar o que penso,
com voz, com alguém que me ouça,
e que ignore as respostas que não dou.

As respostas que ficam
dentro de mim,
muitas vezes são tolas,
e as que não são,
são desnecessárias.

Como sair,
viver na sociedade,
sem olhar
para onde não se deve olhar,
não escutar
o que não me diz respeito?

De que maneira é possível viver
desconfiado de que quem passa,
passa por mim,
por eu ser eu?

Qual a forma de fugir do mundo,
se onde eu for, 
creio saberem que eu vou?
E se fico, fico sozinho.
E se fico sozinho a solidão me atormenta o pensar.

E se os que passam,
passam por necessidade de passar,
e minha insignificância fica presa
dentro do meu organismo molecular.

domingo, 3 de agosto de 2025

O enlouquecer que acredito, que causam, em quem tenta ser legal

Queria não produzir doideira em quem se aproxima de mim.

Mas algumas pessoas são ruins,

Falam para os ouvidos dos meus amigos,
de uma cruel, maneira,
que é difícil o contato comigo
não ter fim.

sábado, 2 de agosto de 2025

Sobre o mundo que me incomoda, por alguns pensarem que voam e eu ser um verme no chão, caçado por esses pássaros.

 Esse texto vai ser uma total doideira.
    Vejo os que nos veem de cima. Eles pensam que possuem asas. E que essas asas que possuem, os sustentaram pra sempre sobre a gente. Mas não. O clima está mudando. E os pássaros não vão sobreviver eternamente. A maioria deles, não tem o poder de adaptar o ambiente para sobreviver. Embora a maioria deles façam ninhos complexos. A maioria depende das árvoes para porem seus ninhos. E as árvores estão sumindo. Pelo menos a que sustentam a vida deles.
    Escrevi através de IA a frase: 

"Ko ivi oî oîara abati re, oî abati rupi."

    E percebi que, relacionando ao que temos de espécies diferentes de aves no Brasil. As que são donas do mundo, da forma como é expressa na frase em tupi, dita à mim, por uma inteligência artificial, são as águias bicéfalas e também as unicéfalas mas que olham a muito tempo para o mesmo lado. Está tudo lá nos arquivos da humanidade. Não estou inventando. Estou percebendo. São registros que não tenho acesso. Mas sei interpretar símbolos. 
    Consigo entender esses símbolos, depois de ve-los e refletir um pouco sobre eles. Porque que descobri o significado das armas em posição de X, sozinho. E quem estuda, preserva ocultamente essa sabedoria de governança e não compartilha com os trabalhadores comuns, se consideram estar no topo da pirâmide social desde os idos e longincuos tempos. E ao ver esses pássaros, representando fragmentos da história de países que, há alguns séculos, tem ditado as regras do mundo, invadindo, colonizando e controlando pedaços de terras de outros povos. Digo que essa Terra. O planeta em si. São desses "pássaros". 
    Quem são esses pássaros. Não faço ideia! Não sei. Mas sabendo como o ser humano gosta de se organizar. Em hierarquias. Certamente há um lider entre eles. E todos os outros seguem essa ordem final. É aquela velha sindrome de autoridade. 
    Há também pequenos outros símobolos junto à essas aves. Símbolos pequenos representando o povo, liberdade do povo e a pequenez desse povo liberto. Há outros símbolos, de organizações religiosas em todas as religiões. E pra finalizar esse meu pequeno devaneio. Quero deixar aqui meu sincero sentimento de ser impressionante, como desde que a raça humana começou a pintar paredes nas cavernas, símbolos guiam aquilo que chamamos de humanidade. É só parar e buscar as fontes certas sobre o significado de cada um deles, que chegamos a imagens de lideranças.
    E esse é meu teto. E se tem teto, tem limite!

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Dia de vida 12534

 ... Algumas horas depois.
    Primeiramente, quero dizer que estou ouvindo sons que silenciam interferências externas, que provavelmente modelariam meu raciocínio, acreditando que parte do pensamento relatado foi positivo ou negativo. E também preciso relatar que, as coisas escritas, horas antes, no caso, no dia de ontem, estão escritas à caneta, em folhas de papel, em um caderno. São 25 páginas, que eu nunca vou colocar na teia.
    Agora, voltando sobre o som que ouço, que silencia ruídos externos. Esse som me lembra aqueles sons capturados por sondas espaciais, enviadas para Vênus. São 10 horas de ruído branco. E embora eu tenha, novamente, entorpecente, para estimular o meu pensar, para eu ficar aqui relatando por onde minha mente caminha. Não é muito. Então o estimulante vai acabar antes do tempo do som que estou ouvindo. E o plano que surgiu de ideia nesse momento, é ficar digitando durante todo o audio de ruído branco, de 10 horas, mesmo após acabar a droga. Para ficar expresso aqui nesse texto, a diferença entre um momento e outro. Ficar registrado como minha mente elabora palavras enquanto estou estimulado e depois quando o efeito se esvai. Porque sentimentalmente é bem diferente. E acredito que forçar a escrita, pra receber de volta essa diferença entre um momento e outro, quando esse retrato pensativo for relido, será algo interessante.
    Hoje é meu dia de vida 12534. O que me deixou triste ao descobrir isso. Porque percebi que perdi o dia 12345. O dia 12345 deveria ter sido atencioso para comigo. E eu não faço ideia do que fiz nele. Mas imagiando que ele aconteceu dentre os últimos 2 anos, é bem possível que foi um dia de consumo de droga e escrita abobrinhológica, com alguém, na internet, que me deu atenção. Não creio que tenha acontecido nada de muito especial. Talvez no dia 12345 eu tenha desejado não usar mais nada, depois que a droga acabou. Talvez tenha sido um dia que eu não tive dinheiro pra comprar e sofri com abstinência. Não sei. Mas não ter prestado atenção nele, me provocou tristeza, quando descobri que o perdi.
    Mas hoje não é o dia de vida12345, hoje é o dia 12534. O que também é interessante. Pois os numeros são de um sequência. Onde o numero 5, que é o número centralizado na sequência 123456789, também está centralizado na sequência 12345, que os números dos dia de vida de hoje formam.
    Preciso deixar bem explicado que a minha ideia e o meu desejo, é escrever cada vez menos, virtualmente e cada vez mais, analogicamente, à mão, com caneta no papel. Mas esse tipo de coisa provoca lesões corporais no punho, dedos, antebraço, ombro, enfim... No braços da escrita inteiro. E como passei 10 horas escrevendo ontem, no papel. Hoje, quando fui anotar a data do dia de vida de ontem e numerar a quantidade de páginas que escrevi. Onde a caneta fica apoiada no dedo, doeu deveras! Então, sem condições de repetir o exercício analógico, hoje, novamente. Hoje só conseguirei digitar. O que é bom. Pelo motivo de que o retrato pensante de como minha linha de raciocínio está sendo construída, será compartilhado e de livre acesso, para qualquer um, daqui pra frente, que tenha acesso à esse meio virtual de comunicação, que chamamos de internet. E com mais expecificidade, compartilhado aqui nessa plataforma, que chamamos de site, blog.
    Relatado o que relatei anteriormente. Seguimos para onde minha cabeça desejar ir. E nesse momento, ela quer mais uma dose, para estimular, acelerar, endoidecer o pensamento. A mente pediu. O corpo fraco, com dependência, ingeriu.
    Enquanto preparava a carreia, para consumir esse mal, social, que destrói meu corpo e minhas relações pessoais. Lembrei que as últimas palavras no texto de ontem foram que eu descansaria o braço mais um tempo, assistindo ao final do jogo de futebol entre internacional versus fluminense e em algumas horas retornaria. Foram demaisadas horas até retornar ao registro do fluxo de pensamento livre. Digamos que tenha sido algo aproximado de 13 horas entre o fim no papel e o início do virutal, relatado aqui, nesse momento. 
    Repartindo o que penso e o que digito. Hoje penso mais antes de digitar. Não sei porque isso está acontecendo. A escrita ainda não embalou. Talvez seja o ruído branco sendo escutado, que atrapalha, por ser um processamento a mais que o cérebro está fazendo. Ouvir, pensar e digitar está me deixando mais lento no processo de deixar fluir sem pausas. Mas se eu tirar o som que inibi estimulos vindo de fora da minha casa, de vizinhos, como aconteceu no dia de ontem, eu vou ser manipulado. E não quero que isso aconteça nunca mais. 
    Eu quero ter a liberdade que todos tem. Mas uso coisas que não gosto, por um desejo que me possui e que me aprisiona nesse eu que detesto. 
    Mas não vou ficar fazendo o que minha mãe disse que eu faço todas as vezes que falo com ela. Segundo ela, dou bom dia e depois reclamo, todos os dias. Então não reclamarei do meu vício. Não reclamarei dos vícios dos outros que me incomodam. Não reclamarei do sistema economico mundial. Não reclamarei de governos, industrias, sociedade, pessoas egoístas. E com pessoas egoítas escrito, preciso dizer. Toda vez que relato coisas políticas, vem em meu pensamento, ao mesmo tempo, pela minha capacidade de pensar mais de uma coisa ao mesmo tempo, a figura de alguém que admiro por ter crescido financeiramente na vida. Alguém que eu conheci quando eu era bem jovem, na pré-adolescência. Que é alguns consideráveis anos mais velho que eu. Alguém de uma geração diferente da minha. Mais amigo do meu irmão. Por ser irmão do amigo do meu irmão. Mas que surge no meu pensamento, como referência, de alguém com mais conhecimento sobre economia do que eu e que tem pensamentos políticos divergentes dos meus ideais. Não é por mal que ele surge em minha mente. Não sinto inveja alguma dele. O respeito. Tenho admiração pelo sucesso que ele teve na vida, como funcionário de uma boa empresa, trabalhando por muitos anos e ascendendo profissionalmente dentro dela.
    A divergência que tenho para com essa figura, que me surge na mente, relatada no parágrafo anterior, é de que a oportunidade que ele teve, não é para qualquer pessoa. Eu, por exemplo, não teria tido as mesmas oportunidades de crescimento, dentro da empresa, tal qual ele teve. Primeiro pela minha condição psicológica. Segundo por não almejar o que ele almeja. Terceiro por não ter tido um bom relacionamento, que me deu suporte em momentos dificeis e me ajudou a progredir. Mas como disse anteriormente. Não vou reclamar. Vou apenas relatar. Quantos ele deve ter visto passar pela empresa que ele trabalha, que tentou e não teve oportunidade às vagas dos cargos que ele já assumiu lá dentro. É isso que tento explicar. A vaga que ele ocupa agora, é de um cargo limitado. E considerando todas as pessoas que eu conheci, durante minha existência, considerando também todas as pessoas que eu não conheço, mas que buscam um bom emprego, um bom salário, uma boa organização financeira. Para ocupar vagas limitadas. A conta não bate. A oportunidade que ele teve, não é pra qualquer um. É uma falsa amostragem de que se quiser, é só se esforçar, que terá o mesmo que ele. Mas tendo mais pessoas, do que vagas e cargos, como o que ele ocupa, é explicito que o que ele defende, que eu critico, é uma inverdade.
    Mas enfim... Não citarei o nome desse meu amigo. Apenas quis relatar que a imagem dele surger em mim, quando penso sobre política, finanças, empregos, sucesso profissional e coisas do tipo. Não sei o motivo desse meu, mais conhecido, do que amigo, para falar a verdade. Mesmo eu tendo respito para com ele e ele para comigo, ter virado referência no meu pensar. E se por acaso ele puder ver que, nesse momento estou relatando esse caso, e esteja pensando bastante na pessoa dele, e isso o esteja incomodando de alguma forma. Peço com sinceridade, mil desculpas.
    Encerrado o assunto anterior, sobre a referência que me vem a mente. Depois de ter posto isso pra fora. Espero que alivie um pouco esse meu fluxo de pensamento que me leva até esse lugar.
    E agora voltando, bem lá atrás. Alguns parágrafos anteriormente escrito. Quando disse sobre as últimas coisas escritas no papel. Que eram sobre descansar assistindo à um jogo de futebol. O internacional perdeu a partida por 2a1 contra o fluminense. E não apenas perdeu. Fez um fiasco. Jogadores profissionais errado passes, cavando penaltis, desesperados, caindo em rodinha. Foi horrível o final da partida. 
    Agora, relatado o jogo, precisso desabafar. Eu odeio minha capacidade de pensar duas coisas ao mesmo tempo. Vou tentar explicar como funciona isso. Enquanto penso e digito. As palavras que penso, geram imagens no meu pensamento. E como a linguagem é algo bem curioso e uma palavra, um texto, pode criar diversas imagens diferentes, gerando duplo sentido, imaginação sobre coisas que não dizem exatemente o que o texto quis dizer. Eu acabo pensando umas palavras, escrevendo um texto, e imganinando cenas diferentes do texto escrito. Por exemplo: Quando escrevi sobre a partida de futebol, entre inter e fluminence, dizendo que o inter não apenas perdeu, mas fez um fiasco. Imaginei uma discussão no relacionamento desse meu amigo, entre ele e a esposa dele. E interpretei o inter sendo esse meu amigo, e o fiasco sendo essa possível discussão. Provávelmente eles estejam tranquilos e até rindo dessa minha forma de pensar. Dessa minha capacidade de ver duplo sentido nas palavras que surgem na minha mente. Das imagens que as palavras que penso produzem, serem diferente da realidade que as palavras querem realmente expressar. É foda conseguir pensar mais de uma coisa ao mesmo tempo. Não desejo esse mal pra ninguém. 
    Acredito também mais pessoas façam isso. Falam. Pensam algo. E veem duas ou mais possibilidade do que aquilo quer dizer. Porém em mim, essas possibilidades acontecem ao mesmo tempo em que estou pensando. Se alguém ler isso aqui. E também ve, ao mesmo tempo, duas imagens, ou uma palavra sobre a outra, dentro de si, quando está pensando. Eu te entendo. Não é fácil!
    Enfim. Espero que tenha dado pra entender esse meu problema de interpretar duplo sentido e imaginá-los ao mesmo tempo. Foi a melhor forma que encontrei pra relatar isso, que já foi chamado de um superdotadismo. E se termina com ismo, é doença. É um mal. Precisa ser trabalhado, tratado, ensinado a lidar, ensinado a usar. Alguma coisa assim.
    Segundo um professor de ciências sociais. Conseguir pensar em mais de uma coisa ao mesmo tempo, é uma potência. Se é potência, pode ser usada para produzir coisas boas. Não se usa potências para maldades. Mas se depois de tudo isso que escrevi, ainda está confuso entender. Encontrei outra forma de explica. 
    Imaginem que há um filme sendo transmitido. E durante o filme há uma legenda passando ao mesmo tempo na tela. Porém a legenda não descreve as falas do filme. A legenda está narrando um outro assunto. Há imagens sobre algo e um texto, que no caso são palavras pensadas, sobre outra coisa que não fazem referência à essas imagens.
    Explicado esse mal que carrego. Cansado de pensar sobre ele. E ainda com sentimento de culpa por ter explicado que tenho uma pessoa que considero amigo, que me surge como referência política. E imaginado que citar sobre a vida dele aqui, pode ter causado algum desconforto nele, ou entre as pessoas que se relacionam profissionalmente ou pessoalmente com ele. Também está me causado bastante desconforto. Então se esse pensamento retratado aqui estiver sendo visto. Saiba que eu não relatei por maldade. Foi apenas para expulsar essa pessoa de ser minha referência daqui pra frente. Se puder perdoar o relato. Mesmo o relato não tendo sido um pecado de inveja. Me de as desculpas que peço.
    Agora, depois de relatar que senti desconforto ao falar sobre imagens que surgem sobrepostas aos textos, reclamativos, que pretendo evitar, sobre políticas sociais, ecônomia, educação, entre outras coisas da sociedade, pretendo encontrar outra linha de raciocínio. E eis que ela surge.
    Ontem, no escrito analógico, no papel. Relatei que não escreveria esses textos de fluxo livre de pensamento até cansar. Escreveria até ficar, não chato, mas sim, até ficar insuportável. Escreveria, até nunca mais me darem atenção nenhuma. Até desacreditarem totalmente em mim. Desacreditarem em alguma capacidade de mudança que um dia tiveram esperança que eu poderia provocar. E talvez, fazendo esse exercício de escrita, pelo segundo dia consecutivo. Curiosamente, com a coincidencia desse exercício cair exatamente no dia de vida 12534. Talvez eu já esteja sendo entendido. Talvez o objetivo já esteja sendo captado. Talvez o desejo que tenho de não ser mais manipulado por ninguém, e que se eu quero alguma coisa, é mais incomodar para ser evitado, do que escrever para conquistar a idolatria de alguma pessoa, como quando me cuido, aparenta sempre acontecer. Eu quero liberdade para viver em paz. E se para eu ter paz, eu precisar ser um chato. Para quando eu voltar a cuidar desse corpo, para que ele tenha mais tempo de vida, não existir, aparentemente, pessoas querendo passar por ele, ter contato visual real, entre meu corpo e os olhos dessas pessoas. Eu serei chato até conquistar essa insignificância. Pois só sendo completamente ignorado. E deixando apenas que meus pensamentos compartilhem ideais de mudança. É que esse pensamento, que acredito ser compartilhado, terá algum potencial de mudar algo.
   É dificil explicar. Eu posso perguntar mil vezes, para mil pessoas. Vocês veem meus pensamentos? Elas responderão trocentas mil vezes, em voz alta, Não! Mas depois, entre códigos e indiretas, darão a entender que sim. E se sim. Se o verbal, deve ser escondido. O visual deve ter igualdade nisso. Esqueçam o corpo, também. Se os ouvidos recebem da voz um não. Os olhos, quando me recuperar das minhas dependências quimicas, também precisam responder esse não, que a boca produz como resposta. 
    Se diretamente, essa coisa que dizem ser apenas uma paranoia. Como relatado no primeiro texto de fluxo livre de pensamento. Receberá sempre a negação como resposta. Será sempre tratada como apenas um sintoma ilusório provocado por uma doença que causa alucinação. Quando eu me recuperar. Porque eu vou me recuperar. E quando eu me recuperar, vou consumir a maior contidade de conteúdo político que eu tenho concordância para com o que é explicado. E se as pessoas conseguir receber, entender e também concordar com as explicações sobre as mudanças que precisam ser feitas nas relações entre emprego, patrão e funcionários. Não precisam se aproximar de mim. Não farei esse consumo para receber idolatria de ninguém, caso, através de mim, e do meu entender, façam outras pessoas também entender, o que os escritores, professores e políticos querem explicar. Farei esse consumo para eu próprio aprender sobre o tema. Pois sou completamente ignorante políticamente, economicamente, socialmente, entre outras questões humanistas. 
    Em uso constante de algo que me faz não ter atenão plena em conteúdos que tenho a intenção de aprender, não conseguirei aprender sobre nada. Então, vou ter que deixar relatado mais uma vez sobre a recusa de idolatria, que aparentemente se constrói, quando me recupero e conquisto alguns primeiros meses de abstinência. Se a voz produzirá um não, para meus ouvidos. Meu corpo deseja receber também dos olhos da socidade, esse mesmo não. Pois o sim dos olhos. O sim das indiretas que percebi ontem, com muita intensidade, me assusta e me faz perder a sanidade com muita facilidade. Eu perco o controle do que posso produzir. Imagino uma sociedade irreal. Imagino um mais pra cá do que pra lá, que talvez não exista. E isso apenas atrapalha todo o processo que estou descobrindo e tentando construir.
    É bom que esse texto, por acaso, esteja sendo publicado virtualmente e que poderá ser acessado por apenas uma pessoa, que print todo ele. E depois esses prints sejam distribuídos em diferentes grupos, para diferentes pessoas. Pois essa ideia de precisar de um não dos olhos, também, que estou reforçando nesse terceiro parágrafo consecutivo, seja de fato respeitado. Eu não preciso de alguém me fotografando de dentro de um carro, para me assustar. Eu não preciso de uma buzina de um vizinho, concordando com um raciocínio meu, sobre raiva ou inveja, para manipular meu entender. Pois talvez o que esteja sendo construído ao redor de mim, seja, e de fato é, muito maior do que esse apenas esse único corpo. Como dizem os namorados ao terminar. E reformulado agora por mim. Não sou eu, são vocês!
    Explicado em 3 parágrafos de que necessito de um não dos olhos e das indiretas, daqui pra frente, senão acabarei em surto, novamente. Procuro um novo pensamento para refletir e registrar. E eis que surge o desejo de mais uma dose de estimulante usar.
    Enquanto preparava a dose de entorpecente que acabei de consumir. Me surgiu a ideia de relatar esses casos de sim dos olhos, que perecebi, algumas vezes, durante a vida. Em dias de vida que desconheço a numeração.
    Certa vez, antes do primeiro surto, de fato, acontecer. E essa percepção imediata de transmissão de pensamento, que eu preciso aceitar que é sintoma de uma doença que provoca alucinação. E isso não é real. Estava eu, um amigo antigo, chamado Deymon e uma moça desconhecida, que apareceu aleatóriamente na praça da alfandega, em porto alegre e sentou conosco para fumar capim loucura, mas que precisava ir até um local para recarregar o crédito do cartão do transporte público. E eu acabei levando ela até um local errado, que não fazia esse tipo de recarga. Mas que ficava próximo ao parque farroupilha. Fazendo-nos decidir ir fumar mais um cigarro de artista nesse parque. Ao sentarmos em um banco, de frente para uma das avenidas que circundam esse parque. Sendo essa avenida, a Oswaldo Aranha. Se é que escrevi certo o nome dela. Passou em um carro. Alguém, de carro, com o vidro do carona levemente abaixado, onde coube apenas a lente de uma câmera fotográfica. E após esse carro sair da nossa linha de possibilidade de nos fotografar, a câmera foi recolhida. Resumindo. Estava eu, Deymon e uma guria desconhecida, totalmente aletória que só queria recarregar o cartão do ônibus e fumar um fuminnho. E um carro passou nos fotografando. 
    Outra vez, após eu sair do caps. Estando com cerca de uns 3 meses de abstinência conquistada. Sentei-me na parada de ônibus pra esperar meu transporte passar, para retornar para casa. E um rapaz, que primeiramente estava ao meu lado, mexeu um pouco no celular. Depois, no primeiro ônibus que passou, ele se posicionou para subir pela porta, posicionou o celular com a câmera diretamente apontada para mim, com as mãos pelas costas, mas com o dedo sobre o botão de fazer captura de imagem. Eu olhei para a mão dele, para o celular apontando a câmera para mim e vi perfeitamente ele pressionar o botão ao lado com o dedo, me fotografando. Saí nessa foto olhando diretamente para ela, provávelmente. 
    Outra vez, após estar saindo de uma reunião com a advogada que trabalha no processo do meu pedido de aposentadoria, pelas minhas condições psicológicas deploráveis. Eu estando com 4 meses sem uso nenhum de droga, considerada pesada, e ilegalizada pelo governo. Dei dois passos para fora do prédio onde fica o escritório e uma mulher passou a mão no meu braço. Aparentemente, apenas para tocar físicamente no meu corpo. E nesse mesmo dia, no retorno para a casa onde eu moro. O ônibus que preciso pegar para chegar aqui nesse bairro é bem específico. Com o preço da passagem mais cara. Pelo bairro ser o mais longe. Mas incrívelmente e inexplicadamente. O ônibus lotou, entrando passageiros que desceram dele, duas avenidas depois. E ao passar pelo corredor, próximo da localização em que me sentei, me encaravam como se estivessem vendo alguém que entraram naquele ônibus, para conseguir ver pessoalmente.
    Tem diversos outros casos, de casos, que quando conquisto melhorias de saúde, fazem crer nesse caso de que a paranoia não é apenas um sintoma ilusórios. Apenas ontem, se eu tivesse ficado relatando cada som que percebi vindo de fora da minha casa, que manipulava a minha percepção de realidade, me fazendo crer mais na possibilidade da veracidade da transmissão que acredito possuir. Eu teria 10 horas de buzinas, marteladas, apto de gato. Se eu parece pra relatar cada vez que percebi a televisão responder o que pensei, feito na manhã de ontem, onde na reportagem a respeito sobre doação de sangue, a intrevistada comentou sobre a possibilidade de criarem grupo de doadores. E eu completei a ideia imaginando esses grupos serem entre vizinhos, conhecidos, de barrios e que fossem pelo menos dois carros, 5 pessoas em cada um, que se combinaram e foram doar. E ela balançou a cabeça positivamente.
    Eu sinto que por indiretas, meus vizinhos, já escancararam a situação. Mas se pergunto com franqueza a resposta pela voz é uma palavra não. Então se é um não mentiroso, e as indiretas sejam um sim que precisa ser escondido. Cessem todos esses sins. Senão vou perder a sanidade. O controle do juízo dessa capacidade. Acabar me considerando maior do que toda a construção ao redor de mim. Que a impossibilidade da televisão responder meus pensamentos tem, esteja sendo respondido por pessoas, que não o caso da entrevistada, mas de quem fala no ponto, no ouvido, de apresentadores de programas ao vivo, com textos feitos exatamente pra me tirar da sanidade. Pois quem controla a mídia, são empresas bilionárias, que correm o risco de serem afetadas drasticamente, quando não dependerem da minha saúde sendo tratada, para levantarem greves internacionais, utopicas, que eu acredito.
    O parágrafo anterior ficou bem confuso, pois não sei explicar, a independência de vocês para comigo, para que haja a organização do povo. Pois quando começar, eu serei o primeiro a morrer, então é irrelevante para mim. E não sei explicar como tentam desestabilizar minha sanidade, ajudando entre vizinhos e me atacando através da mídia. Mídia digital ou tradicional. Tanto faz. Me fazem acreditar em algo que preciso esconder. Depois se acredito e pergunto, negam. Depois que acredito fielmente, não sei controlar o meu pensar. Como está acontecendo nesse momento. Falo, penso, escrevo, pra fora. Não penso, falo, escrevo, pra dentro. 
    Certa vez, quando estava em um breve momento de entrar em surto. Uma jovem muito inteligente, passou por mim e disse: "Ele acha que manda em todo mundo!". E é isso que quero evitar. Acreditar que posso mandar em alguém. Me fazendo acreditarem que meus pensamentos podem ser vistos. Eu acredito que as ideias que acredito serem corretas, deveriam ser seguidas por todos. E as que eu acredito serem erradas, deveriam ser evitadas. Mas no fundo, ninguém está nem aí sobre seguir ou evitar o que acredito. Então se eu não tenho a capacidade de mandar, também não tentem controlar meu pensamento. Com sons durante um determinado pensamento, que me faça acreditar ser uma resposta positiva ou negativa. Enfim. Estão vendo. Todas indiretas recebidas ontem. E nos últimos dias, estão me tirando a sanidade. Vão culpar o uso de droga, mais uma vez. Eu sei. Mas eu vou dormir, acordar e vão me dizer não com a boca e sim com outros sons. Então, se não for apenas ilusão, façam como nessa manhã, me deixem aprender a mentir e dizer não também. E aprender a esconder, aqui nessa pequena região que me locomovo. Que são cerca de uns 8km apenas, esse sim. Beleza? Beleza!
    E agora, depois de todo esse pequeno pânico e antes da vinda de um longo relato sobre a minha história, que eu considero ser mais bonito de deixar relatado aqui e é para onde meu pensamento está indo. Por ter disposição e ser mais prático digitar do que escrever no papel. Relatarei sobre a reflexão que fiz sobre a construção do meu gostar do Grêmio, que fiz ontem à noite. E que no papel ser impossível refaze-la igualmente, como o pensamento foi processado na mente, enquanto reconstruí esse elemento da psiquê humana, que alguns psicólogos gostam de retratar como uma árvore, como está no texto, no papel.
    Quando bem jovem, enquanto eu ainda frequentava a creche, e chamava o colégio normal de colejão. Certa vez a minha cuidadora revolveu fazer um passeio até o "colejão" para que já fossemos nos acostumando com o ambiente que teríamos no ano seguinte. Então foi disponibilizada a quadra esportiva para nós, crianças, brincarmos. E nós crianças fomos jogar futebol. Sem entedermos as regras do esporte, quando a bola passava das linhas que limitam onde deve ser jogado, quem conseguisse pegar ela primeiro, era o time dessa pessoas que recolocaria ela em jogo. E ao disputar o pegar de uma bola para recomeçar a partida. Um guria, mais velha, ja estudante do colégio, olhou para essa disputa e comentou que era um ato bonitinho. Elogiando, de certa forma, o que eu estava fazendo. Isso foi o primeiro reforço positivo, exterior, que tenho lembrança, de receber, sobre o ato jogar, gostar, me interessar por futebol. Depois, refletindo sobre os anos seguintes, nos primeiros anos no colégio normal, não sendo uma creche. Reconstruí memórias de quem eram alguns nos meus companheiros de times, em algumas séries, e em outras, quem eu lembrava mais de serem adversários. Isso durante os anos 90. Até chegar 2001. Depois de ter visto o Grêmio ganhar libertadores em 95, brasileirão em 96. Sem entender muito bem o que aquilo representava. Em 2001, o Grêmio ganha a copa do brasil. Eu estava no que chamavam de 4a série. E no campeonato interclasses, minha turma montou um time apenas com gremistas e demos o nome do time de Olímpico. Eu perdi o último penalti na final do campeonato e ficamso em segundo lugar. Mas até aí. Até esse ano, eu era mais jogador, do que torcedor. Pois correr, por diversas horas, produzia prazer e era uma atividade que meu corpo desejava que fosse repetida outras vezes. Então as raízes dessa árvore começaram a ser produzidas naquele reforço possitivo no passeio que a professora da creche fez, e uma guria chamou de bonitinha a atitude, o tronco dessa árvore começou a ser construído durante o ano de 2001. E os galhos e as folhas, dessa árvore, que é gostar do Grêmio, foram construídas de 2004, quando houve o rebaixamento e eu prestei mais atenção. Pois o time que eu gostava jogaria uma divisão inferior. E tudo se completou em 2005, quando minha família comprou nosso primeiro computador, havia rede social Orkut. Nessa rede social havia a comunidade dos torcedores do Grêmio. E eu comecei a participar e conhecer como é ser um torcedor de futebol. Que não pode, jamais, desejar algo de bom pro rival. Ou coisas do tipo. Enfim. Esse relato é uma reconstrução totalmente diferente da reflexão que construí ontem sobre o assunto. Mas segue pela mesma linha de raciocínio. Só foi um pouco resumida. Readaptada para a forma de comunicação textual. Que é bem diferente da mental. Que talvez tenha sido possível ser vista ontem.
    E como lembro que deixei registrado no texto no papel, também de forma diferente do que vou deixar registrado aqui. Ou melhor, não vou registrar. Pois minha linha de raciocínio me fugiu completamente da lembrança do texto do papel, que traria em partes, diferentemente de como está ali no caderno, pra cá, nesse momento.
    O som de Vênus continua nos meus ouvidos e só agora fui ver que são diferentes capturas de ruídos brancos sendo tocadas em sequência. E se passaram cerca de 3 horas desde que comecei a digitar. Eu tenho a última dose de entorpecente pra usar, alguns cigarros pra fumar e me cansei de rimar com verbos terminados em ar.
    Confesso agora, que acho curioso como certos movimentos que faço, que digitam letras, que corrijo e não aparecem no texto, parecem se comunicar comigo. Ao terminar o parágrafo anterior. Meu dedo digitou sozinho a letra Q, como se meu corpo estivesse perguntando à mim mesmo, o que o parágrafo digitado quis dizer. Isso também aparece em momentos como o relato da construição do gostar do Grêmio, que seguidamente meus dedos digitavam sozinho um Ã, expressão usada aqui na região para quem está falando coisas consideradas idiotas. Outras vezes digita outras letras, que me faz interpretar outra coisa curiosa, que não entendo, como isso acontece. Parece que não tenho controle sobre uma comunicação que eu mesmo estou produzindo. E meu corpo digita uma comunicação, sozinho, como pergunta ou resposta, para meus olhos verem e meu cérebro conversar consigo mesmo.
    Feita a confição. Ao relatar que o "som de Vênus" ainda está em meus ouvidos. Pensei, mas não escrevi. Sobre as vezes que vi Vênus no céu, do meio para o fim da tarde, quando o céu ainda estava bem azul. E lembrei de uma professora linda, inteligente, pela qual me apaixonei, por receber reforço positivo dela, enquanto ela estava fazendo o trabalho de professora dela. Pois registrei certa vez, enquanto estava apaixonado por ela, numa rede social, onde todos viam o que eu publicava, que queria alguém para estar comigo, apontar pra  Vênus e dizer que aquilo era o planeta com o nome de uma Deuas do Amor. Ou algo do tipo. 
    E no parágrafo anterior, na parte onde está escrito: "Pois (digitei)*(essa palavra foi escrita sem eu perceber) registrei* certa vez", como quase conteceu novamente agora, digitei automaticamente a palavra, "certamente". Como se meu corpo estivesse concordando comigo em relatar o caso da paixão, de olhar para Vênus e tudo mais escrito ali.
    São 14:27h. Inalarei a última dose do estimulante que comprei hoje, em vez de ter ido procurar tratamento no CAPS AD, da cidade onde firmo residência. E do momento que comecei a digitar esse parágrafo, até agora, já se passaram 2 minutos.
    Esse CAPS ficar perto de um lugar, onde certa vez vi uma pixação na pista de skate que eu não sei se ainda existe lá, escrita a seguinte frase: "Peida Puta e Faz Zóinho. Viamão Reina, PoA Chora!". E no local onde eu recebia aulas desse professora por quem me apaixonei, haviam outros professores com quem eu tinha conexão pelas redes sociais. Uma dessas outras professores, ao ver eu relatar o avistamento dessa pixação na pista de skate, foi responder a minha publicação com "Pixo Histórico" e eu não sei se foi proposítalmente, por ela ser uma professora de geografia, e esse local próximo ao CAPS, ser uma fonte natural de água, que forma um lago. Uma vertente usada pelos guerrilheiros na revolução farroupilha, quando acaparam nas terras viamonenses. Ela acabou escrevendo primeiramente: "Pico Histórico". Depois que corrigiu para se referir a pixação trocando a letra C pela X, que nos teclados ficam uma ao lado da outra.
    Relatada toda essa parte da história que vivi no ano de 2018, antes de muita gente se afastar de mim, por eu ter tido mais um surto psicótico pesado. Provocado por risadas, por conta da paixão que senti, por receber reforço positivo, sobre algo que conseguia fazer sozinho e naturalmente. Meu pensamento deseja que eu reclame do quanto já riram de mim, nas vezes que senti paixão. Mas como o plano é não reclamar nesse texto, deixarei esse trauma para trabalhar algum dia durante a terapia.
    Agora, 14:41h da tarde de quinta-feira, dia 31 de julho de 2025, como está entitulado no topo desse texto. O efeito da última dose que usei, à nem 20 minutos atrás, começa a se desfazer. E ainda tem gente que realmente gosta desse entorpecente. É um efeito rápido. É extramente caro. É exaustante após o fim do uso. E por sorte, sinto que virá em mim uma forte depressão pós uso. Então vocês terão 3 horas de escrita eufória e depois, algumas horas de escrita triste, mas sem reclamar e por fim uma escrita fugitiva, de alguem estará bem cansado, por estar a mais de 24 horas acordado.
    E por falar em depressão pós uso. Preciso fazer um relato importante e atentar para cuidados com parentes ou familiares ou conhecidos ou amigos, com quem vocês, que algum dia lerem isso aqui, tenham convivência. Ontem eu escrevi no caderno. E normalmente eu sempre estou ou com o computador ligado, deitado, ouvindo música ou podcast enquanto durmo, ou usando o celular. Ontem meu pai chegou e eu estava com tudo desligado e escrevendo com caneta num papel. Um comportamento completamente diferente do comum. E muitas vezes manifestado por alguém que está prestes a tomar uma atitude drástica para silenciar alguma dor que está sentindo. Essas pessoas muitas vezes deixam cartas de despedidas escritas em papel com canetas. Eu estava exatamente numa situação igual a essa. E meu pai, ao vir no meu quarto, comentar sobre alguma coisa que aconteceu entre os estados unidos e o superior tribunal federal brasileiro. Me viu nessa situaçao adversa e me pareceu que o bem feito, dito no final do comentário feito por ele, era para uma situação ruim em que me encontro. E como se o que eu estivesse fazendo fosse uma carta de despedida. Ele incentivava meu suícido. Então prestem atenção se se depararem com coisas do tipo. Perguntem o que é o texto. Peçam para dar uma olhada pra ter certeza se é o que foi respondido que era, mesmo. Pessoas se matam a todo momento. Nesse instante agora, aqui, quando estou digitando isso, alguém se suícidou no mundo. E aí, quando tu estiver lendo essa parte, coisa que acho muito difícil de alguém ter chegado, alguém também acabou de se suícidar.
    Agora com tudo acabado. Sem mais efeito de euforia nenhum sob o corpo. Um extremo cansaço pelo um dia e meio acordado e pela pouca alimentação que tive no dia de hoje. Começarei o chororo sobre o quanto não aguento mais a dependência desse entorpecente que meu corpo está tendo dificuldades para viver sem metabolizar.
    Antes de realmente relatar o quanto eu gostaria de me livrar de tudo isso. E sei que apenas ir ao CAPS não vai resolver o problema. Porque muita coisa precisa ser mudada, além apenas do consumo. Como comportamento, ambiente, atividades de ocupação. Vou enrolar um cigarro de fumo desfiado, para enganar a fome que está surgindo e pensar exatamente para onde meu pensamento irá fluir.
    Pronto. Cigarro enrolado, aceso e que queimando.
    Preciso confessar, que durante todo esse tempo de digitação. Sobre todos esses outros assuntos. Ficou junto na consciência, o peso de ter imaginado um briga de casal, por eu ter relatado sobre a vida que um amigo meu tem. Mais sobre o trabalho que ele tem, do que realmente sobre a vida. Porque meu interesse sobre a vida de alguém, é sempre sobre aqueles que tem necessidades. E tento de alguma forma ajudar com o que acredito possuir. 
    Feita a confissão do pensamento paralelo. Deixo meu pensamento ir para o pedido de descanço. Um pouco de tempo deitado, no escuro, para descansar as costas, enquanto fumo. Mas sei que tirar os fones de ouvido e acabar com o som de Vênus vai me fazer ouvir a rua. E rua me apavora. Não consigo nem pensar em sair de casa sem minha respiração ficar ofegante. Isso é um comentário sobre uma dificuldade de socialização que estou tendo e não uma reclamação sobre a minha vida. Minha vida é boa. Tenho agua, comida, eletricidade e internet. Nos dias atuais. Num país sub desenvolvido como é o Brasil. Tendo isso, já satisfaz o vivente. Se eu me aguentar. Suportar os primeiros dias de crise desejando os picos de euforia falsificada que a droga produz. Conseguirei manter esses quatro elementos necessários para minha satisfação. Pois a droga realmente não me satisfaz nem um pouco. Ela apenas é desejada quando penso que preciso ficar desperto. E ficando desperto, fico longe. De mim e da sociedade. 
    Esse som de Vênus me lembra um pouco o iDoser. Um programa que se dizia capaz de produzir desorientação mental, através de ruídos. Simulando o efeito de um entorpecente. Retirei brevemente os fones de ouvido e o silêncio que ouvi foi bem pacífico.
    Está fazendo 22 graus nessa tarde. E estou sentindo bastante calor. E farei uma pausa, por que nas minhas costas, estou sentindo dor. Retirei o som de ruído branco. Coloquei uma música. E deitarei por cerca de umas 5 ou 7 canções.
    Enrolei mais um cigarro. E está tocando "De volta para o passado - Fabio Brazza". Boa música para refletir sobre mudança enquanto relaxo as costas.
    Ouvi 3 músicas e retornei para cá, com um café, que também é estimulante, em busca de mais doses de euforia. Apesar de saber que o café vai me provocar apenas ansiedade. Isso parece mais uma reclamação. Talvez eu seja um pouco negativo demais. Onde será que aprendi a ser assim?
    Café tomado, parágrafo anterior escrito. Mais 4 músicas e eu escrevo mais algumas horas, direto!
    Pronto. 4 músicas estutadas. Costas descansadas. Mas a vontade de permanecer no computador, escrevendo esse texto. Após o efeito da droga terminar. É nula.
    Acho incrível que como enquanto estou sob efeito, consigo ficar aqui sentado, produtivo, fazendo algo, escrevendo alguma coisa. Mas quando termina, eu só quero deitar e apagar.
    A vontade real é de ligar o condicionador de ar pra refrescar o quarto. Pegar a caneta e o caderno. E continuar um relato do que estou pensando no dia de hoje, no sistema analógico. Biológico. Sei lá.
    No caderno eu posso escrever na cama. As costas doem menos. Mas os dedos doem mais. É uma boa troca, se considerar a invisibilidade do caderno.
    Então vou encerrando tudo por aqui. Desligar o computador. Desligar.
    

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Eu disse "hoje não" e ontem cumpri esse "não" que jurei.

 Ontem, após dois dias limpo, tive inspirações de textos e músicas. E jurei. E cumpri.
Hoje entorpecido, deixo vazar de mim palavras, que parecem piadas, de tanto que faz minha mãe chorar.

Deixando de ser-se sem se ser quem se é

 Eu não aguento mais me ser.
Digo isso há bastante tempo por aqui.
Hoje parei pra refletir
e me encarei de frente.
Ontem falei pra minha mãe
que seria diferente. Mas foi tudo igual.
Agora estou mal.

Amanhã não será o último dia.
Pelo menos não o último
de alguém que eu conheço.

Ontem foi o último dia
de alguém que explorava
minha carência.
Me impus,
compus
e saí como o errado.

Mais cedo, ao amanhecer,
vi que tem gente grande ao meu lado.
E eles estão, tanto quanto eu, cansados.
Talvez por eu ter mostrado
que algo pode ser mudado,
sem muito alarde,
sem ficar noiado.

Mais tarde,
quando eu me recompor,
espero construir, um eu, de mim
mudado,
mutado.
Que faça mais por si,
sem muito ter falado.
Diferente desse ser abstrato,
aqui retratado,
nesse tempo que tenho escrito
e que tem passado.

Uma criatura que fala demais pensando
mas, não se manifesta unificando
quem é, quem quer deixar de ser
e quem quer se tornar,
tanto assim, digitando.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Depois de longos 14 anos, um pequeno entendimento sobre a vida.

     A vida é como escrever poesia.
É só usar a palavra certa,
no lugar certo,
que talvez sua voz seja ouvida,
acolhida.
   
    A vida é um caderno.
Onde cada letra, em cada lição,
é parte da sua ambição,
através de aulas e exercícios.
   
    Mas a vida não se basta em ser poesia,
com letras bonitas, em um caderno de aula.
A vida precisa ser aquilo que ela é.
Que ninguém consegue explicar.
Que ninguém consegue ensinar.

Segundo fluxo de pensamento livre, para descrever o passou na minha mente quando decidi agir diferente. Num momento de euforia falsificada, que pode não ser, mas eu desejo que seja, o último.

     Essa madrugada de domingo pra segunda, depois de todo aquele textão de fluxo livre de pensamento, passei com um amigo, usando mais entorpecente.        
     Não é da conta de ninguém. Eu sei. Mas vou relatar aqui que foi o amigo, com quem eu usei pela primeira vez. Talvez nunca tenho citado aqui nos meus relatos, quem ele é. E se não citei, não será agora que ele será nomeado. Quem conhece minha história antes do surto de 2014 e sabe quem é, que guarde esse saber para si.
    Sim, eu mantenho contato com essa pessoa, pois a amizade que temos vai além do uso de droga. Ele me ajudou muito na vida, em me acompanha em todos esses anos de "paranóia" sem julgar sequer 1 mínimo vacilo meu, que eu cometi na vida. E esse é outro ensinamento que percebo que aprendi mais com ele, do que com minha própria família.
    O uso de entorpecente, dessa madrugada, foi algo salvo, por esse amigo. Pois quando acordei na noite de domingo, sofri uma grave crise de ansiedade e de abstinência. Ele comprou e disse que o máximo que poderia fazer por meu ataque de abstinência, seria vir usar comigo.
    Enfim. Já 5:27h da madrugada de segunda-feira e eu queria deixar essa  madrugada registrada. Porque foi com ele que iniciei o uso, e será com essa amizade que o uso será cessado. Durante o dia procurarei um tratamento no caps, com um técnico que sinto uma boa relação de amizade também. Um técnico do caps que já elogiou minha musicalidade. E pretendo explicar a dificuldade que é me livrar da destruição que provoco no meu corpo, por conta da doença que tenho e do desejo que ela desligasse. Onde o único desligar que eu encontro é o suicídio. E como não tenho coragem de um enforcamento, ou um atropelamento, o suicídio que faço é a longo prazo, reduzindo os últimos dias de vida, ao invés de cessar de uma vez por todas, de imediato. É o suicídio que aprendi a fazer com a minha família e replico.
     Preciso da ajuda máxima dos técnicos do caps e o que me aparenta, é que eles não tem como me dar a atenção especial que preciso, a atenção que minha doença exige. E a consideração que tenho por esse amigo que me salvou essa madrugada, é porque, do jeito dele, assim como outros amigos fazem, me dão essa atenção especial, tendo a esperança que eu saia dessa vida, desse meu modo de viver, que é estar tentando destruir a vida e a condição no mundo que me foi oferecida.
     Não quero fazer desse relato, um relato muito extenso, mas esse registro precisava ser feito. Então de hoje, segunda, 28 de julho, um dia antes do dia do aniversário da Luana Vasconcelos. É o dia que vou enfrentar minha condição diferenciada. Vou sair de casa, encarar a sociedade, mesmo após a noite de uso. Mesmo imaginando que as pessoas na rua saberão que estou com a noite virada de um dia pro outro e que estarei ainda um pouco sob efeito da droga. Eu vou encarar a vida.
     Assim me retiro desse texto. Assim me retiro desse relato. Assim faço de mim alguém melhor, como esse amigo que está aqui comigo, deseja que eu seja. Tanto quanto minha família deseja. Tanto quanto a sociedade parece me pedir isso.