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sexta-feira, 27 de junho de 2025

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Sobre novamente não ter uma nova mente

 Parece que minto
quando digo que não quero mais
e depois passo a querer novamente.

Mas, sem lamento,
considero difícil 
construir uma nova mente.

Há verdade no não querer,
o meu desejo não mente,
só, depois, o corpo esquece.

A repetição do erro,
sim, é a mentira.

Desejar vitória 
e não vencer,
faz parte de toda competição.

E viver é uma corrida
de cem metros,
onde a linha de chegada
é morrer.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Sempre escrevo. Nunca está bom

 E se eu pudesse 
escrever pra sempre?
Será que sempre
teria o que escrever,
de volta pra mim?

E se sempre
não me gostar?
Será que sempre
me evitaria?

Ou talvez,
se sempre
me evitasse,
seria eu
um escritor
que sempre escreve
do mesmo jeito?

domingo, 15 de junho de 2025

Texto bem confuso que nem eu entendi

 A minha própria decepção, de ter me tornado quem estou sendo hoje, envergonha o jovem sonhador que fui ontem. Mas talvez, o que serei amanhã, também se envergonhe de não ter sido, por um tempo, o que quis ser. E pode acontecer de sentir orgulho, por ter superado o vale que estou passando.

sábado, 14 de junho de 2025

Tentativa de ver o porquê não me gosto

 Talvez a solidão não seja tão ruim, caso eu aprenda ser uma boa companhia pra mim mesmo. 
Eu me cobro como fui cobrado. 
E a verdade é que, demasiada cobrança, me estressa, entristece e eu evito contemplar minhas atitudes positiva.
A validação externa que sempre procuro, é resultado de boa parte da vida, nunca, as coisas que faço, estar bom o suficiente. 
Toda vez eu poderia ter feito melhor. Eu poderia ter feito diferente. Eu poderia ter me dedicado mais.
A falta de perfeição me acompanhou desde cedo. E agora que faço pouco, por estar cansado, penso que nunca conseguirei me orgulhar de alguma atitude minha.
Eu consigo identificar meus problemas, meus erros, o que estou fazendo de errado no agora da minha vida desistida. Mas quem não erra? Quem, no período de experimentação, de aprendizado, de teste, não comete erros até conseguir fazer direito?
Não é fácil aprender. Mas desde sempre, nunca ter chegado nem perto de ser um pouco bom, me traz desgosto desse eu dentro de mim.

Dualidade interior

 A insignificância que há em mim,
às vezes esbarra num, eu, gigante.

Minha passagem pelo tempo

 Eu fui de hoje à amanhã,
desde antes de nascer.
Mas no futuro,
serei de ontem.

Quando fui nunca,
estava em paz.
Entretanto, ser por enquanto,
até que me satisfaz.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Gratidão e tristeza

 Agradeço por ter o que comer.
Agradeço por ter água pra beber.
Agradeço por ter casa pra morar.
Agradeço por ter roupa pra vestir.
Agradeço por ainda ter pai e mãe vivos.
Agradeço pelo amor e cuidado que recebo.
Me entristeço por não conseguir retribuir.

Cansaço insuficiente

 Infelizmente meu cansaço não foi suficiente para me fazer parar com a autodestruição. Segui me entorpecendo e não sei mais o que fazer comigo. Eu não me aguento. Eu não quero mais. Mas sempre mais eu busco.
Estou preocupado com quando isso cessará. E se um dia esse excesso terá fim.

Primeiro cansaço real

 Sinto que, pela primeira vez, em todos esses anos de drogadição, cheguei num ponto que a compulsividade teve um limite. Já são vários dias de 2g. E hoje não tenho mais "corpo" que aguente toda a quantidade comprada.
Me sinto cansado. Mesmo sem ter feito nenhuma atividade física.
Sei que me veem e não acreditam nesse cansaço que sinto. Mas ele é real. Pois é muito tempo estimulando e acelerando o pensamento.
Cheguei em um lugar que o querer mais já não existe. Entretanto tenho ciência de que após dormir, ao acordar desejarei de novo. Porque esse cansaço, esse esgotamento de desejo, não estará mais presente em mim. 
É sempre assim. Usa, fica com pensamento frenético, acaba, dorme, acorda e usa novamente. Rotina que me destrói.
Só que hoje, não acabei. Cheguei no limite, antes do fim. E espero que eu tenha esse sentimento de não aguentar mais, no próximo acordar.

domingo, 8 de junho de 2025

Insegurança e autorreferência

 Tudo que escrevo,
bom ou ruim,
dos meus neurônios partiu.

Às vezes é meu desejo,
outras só de mim,
qualquer texto saiu.

É triste um poeta usar
uma IA para se expressar.

Escrevo e logo publico,
para meus pensamentos, guardar.

Polimental


 

Jogo das músicas de mais de dez anos atrás. E hoje.

 Sabe essa música que toca,
é diferente das que nós ouvíamos.
As nossas eram estadunidenses,
essa é uruguaia.

Ainda é rock mas,
não terá a próxima,
escolhida por ti,
como naquele jogo que fazíamos.

Essa, é na minha solidão.
Aquelas, do passado,
eram apresentadas com paixão.

Agora, aqui sozinho,
cada vez que acaba,
a droga mostra uma nova
sem nenhum carinho.

sábado, 7 de junho de 2025

Um devaneio chapado

 Resolvi tirar a madrugada de hoje parar escrever. Sinto que muitas pessoas ao redor mundo podem estar prestando atenção às palavras que estou digitando. E por isso resolvi escrever sem medo.
Estou mais uma noite entorpecido e sem ter com quem conversar. Então vou escrever aqui para conversar comigo mesmo, sobre qualquer assunto que me passe pela cabeça. E no momento me veio a vontade de dar meu parecer, insignificante, que ninguém pediu, a respeito do conflito entre Israel e Palestina.
Do meu ponto de vista, bem leigo sobre relações internacionais, concordo com a opinião pública de diversos países, que o que está acontecendo em Gaza, é um genocídio. Pois além dos palestinos terem um poder bélico completamente inferior ao de Israel, eles tambem estão sem mantimentos de sobrevivência básicos, como água e comida.
Não entendo o motivo exato de Israel estar destruindo e ocupando territórios palestino a décadas. E nem o porquê exatamente os israelenses não estão sendo criticados/reprimidos por líderes de outras nações.
Diferente do que a mídia tradicional faz, categorizando o Hamas como uma organização terrorista, eu tenho a opinião de que eles são um grupo de resistência. Pois acredito que se não existisse o Hamas, toda a palestina já não existiria mais.
Sim, eu sei, esse texto é completamente sem importância alguma. Mas eu estou entediado e quero deixar um registro do que eu acho sobre esse assunto, que está sendo muito falado nas redes sociais.
Continuando... 
Também não entendo o silêncio internacional dos presidentes ou diplomatas nessa questão da Palestina. Qual o medo de se posicionar contra o que Israel está fazendo. 
Egocentrificando agora, o que estou escrevendo. Lembro que nos primeiros dias, no meu primeiro surto psicótico, onde acreditei que as pessoas podiam ver meus pensamentos, pensei, desejando, paz mundial. Eu era jovem e sonhador demais pra entender que, acabar com todos os conflitos do mundo, é algo impossível. Mas chegar ao ponto que Israel está chegando, é repugnante.

Agora cansei de pensar e escrever sobre isso. E encerro meu texto aqui.
Um abraço e Vida Longa!

Um grande desabafo, sobre o cansaço que sinto por ser alguém vergonhoso.

 Sinceramente, sendo bem franco, me pergunto frequentemente. Quem diria que seria eu a maior vergonha do mundo?
Estou numa situação que não me reconheço mais. Quando me olho no espelho, o que reflete é a imagem que ofereço aos outros mas, que não transmite a luta que preciso enfrentar dia após dia, tentando entender o porquê de eu ser eu. Há vezes que reflito e dentro de mim me incentivo. Vejo meu rosto e penso, "tu fez algo excepcional", "Tu é (foda)". Sim, tento me por pra cima. Porém, ao sair do reflexo, todo esse orgulho de mim mesmo, vai embora, desaparece.
Quem diria que seria eu, a pessoa que mostraria ao mundo os problemas desse país explorado, sufocado e atrasado, onde nasci.
Quem poderia imaginar que eu, um zé ninguém, insignificante, criado no meio do mato, desenvolveria uma condição inexplicável para a ciência? E precisaria aprender a lidar sozinho com a situação, por não haver, na história, alguma referência que tenha passado por isso também.
Agora eu sei. E depois de sabido, não há mais como não saber. E sabendo, sei quais seriam os melhores caminhos a trilhar. Entretanto, não consigo. Pelo menos, não agora.
Confesso que a vergonha alheia que sentem de mim. Vergonha que sentem da maneira como levei a vida. Eu também sinto.
Confesso também que, faço o meu melhor possível mas, percebo que o meu máximo é demasiado insuficiente.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

*Sociedade complicada*

Racista é a plateia

que ri

com a dor do outro.


Capacitista é plateia

que sabe o nível baixo

das piadas ruins 

e mesmo assim se diverte.


Etarista é plateia

que sustenta

o comediante

medíocre.


Mas quem sou eu

pra julgar,

tendo, eu, também,

meus preconceitos

para descontruir?

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Investigação mental sobre idolatria

 Sobre a vida, cansei de pensar. Parto agora, depois de mais de uma década escrevendo aqui, para a investigação sobre quais são os problemas que idolatrar alguém, pode causar nas pessoas.
Primeiro, egocentricamente preciso falar sobre mim. Nesses meus 34 anos, desde que saí de minha mãe, jamais desejei ser idolatrado. Desejei ser lembrado, sim. Porém, como ídolo de alguem, não.
Dito isso, parto para minha investigação mental, sobre esse assunto que me perturba. Sem medo de falar em texto uma grande bobagem ou, mais do mesmo.
A idolatria, para mim, é prejudicial. Colocar pessoas em pedestais, nos faz nos diminuir perante a outra pessoa. Embora haja pessoas que busquem serem idolatradas, que busquem ter fama, para que sua voz, ideias e comportamentos sejam replicadas por incontáveis fãs, esse desejo, para mim, também é prejudicial. Pois, coordenar um rebanho, inferioriza o outro.
Apontando brevemente os males da idolatria, podemos ver que o mais certo a se fazer é, ser fã d si mesmo. Por que digo isso? Porque gostar de si mesmo, numa potência de imagem ideal, é elevar-se.
Não importa se teu ídolo é político, músico, influencer, etc... Coloca-lo em um pedestal, inferioriza-te de uma maneira tão grande, que jamais tu conseguirá se ver maior ou melhor do que ele. Sendo que muitas pessoas tem potencial para a grandeza.
Mas como seria uma grandeza sem fama? Não sei!
outro dia, após refletir mas sobre esse assunto, volto aqui e desembucho, meu leigo raciocínio, sobre isso.

domingo, 1 de junho de 2025

1 de junho de 2025

 Vila Elza - Viamão 
00:57h

Desabafo noturno, com o pensamento entorpecido por entorpecentes.
Venho aqui relatar a mais nova abençoada que me foi dada, após rogar à um Deus, para que minhas necessidades fossem sanadas positivamente.
Igualmente como nas vezes passadas que entrei na Igreja Matriz, do centro de Viamão, e fiz pedidos para eu próprio me beneficiar, a algumas semanas atrás pedi mais uma coisa egoista e, aparentemente Deus me atendeu da melhor forma possível.
Já é a terceira benção que me foi concedida na minha vida. E isso me faz pensar o quão poderosa essa força que me atende é.
O ultimo pedido que fiz foi para que minha pericia medica fosse positiva e me garantisse algum dinheiro pra nao morrer de fome no futuro. Deus me concedeu a oportunidade de fazer um tratamento e receber algum dinheiro durante esse período.
Agora, depois de dias que uma prece simples foi abençoada, penso o quanto minha recuperação da doença que tenho, pode fortalecer esse poder superior que me atende. 
Pensei: "e se eu começasse a pedir pelos outros, pelos mais necessitados?" Teria também, esse Deus, força pra contemplar desejos humanos unificados?
Eu nao tenho dúvida de que há uma energia forte naquele templo que vou orar. Mas quanta potência essa energia tem realmente?
Se novas preces depender apenas da forma como vou retribuir, após elas serem atendidas. Me comprometeria de verdade com o cuidado da minha saúde e atitudes. 
Eu sei que esse texto está bem confuso e, claramente da pra perceber meu raciocínio alterado. É que ele está assim porque é algo que estou escrevendo para o eu mesmo do futuro.