Translate

sábado, 30 de agosto de 2025

Lista de necessidades desse atual período

    É extremamente necessário evitar que esse retorno às atitudes nocivas seja novamente interminável e diária.
    E de algum jeito preciso ter a capacidade de usar meus equipamentos de uma forma produtiva e satisfatória.
    Também é desejoso encontrar uma maneira de suportar as coisas que me causam incomodação psicológica.
    Problemas todas as pessoas tem. Conseguir lidar com os meus é atividade particular e própria da minha existência.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Rotina do cigarro e do fumante

     Sempre estive preso dentro de alguma coisa. Antes era uma caixa de papel. Agora por lástima estou preso dentro desse pedaço de lata quadriculado. Digo que é uma lástima porque, por estar aqui, logo serei destruído. E talvez seja pelo cheiro que impregno em quem me destrói, que eu possuo bom olfato. Consigo daqui, de dentro dessa lata, sentir o cheiro do orvalho, sobre a grama, do lado de fora desse quarto. Consigo também sentir, por cima desse cheiro de orvalho, sentir o cheiro da podridão desse lugar. Como pode, eu, ser tão desejado a essa hora? Horas antes do sol voltar a começar a iluminar o dia, haviam irmãos meus aqui comigo, do meu lado, me fazendo companhia. Mas, um a um, foi sendo removido e incinerado. Agora só, resta eu, e em breve eu cumprirei meu destino, matar um pouco mais o corpo desse ser, que ali, ronca, dormindo profundamente.
    Ele entrou em vigília. Não dou dez contagem de sessenta segundos até eu estar por entre os dedos, com minha ponta em brasa e sendo transformado em fumaça. Queria eu poder ficar pra sempre dentro dessa lata. Mas sou muito mais forte do que aquele aglomerado de células, que se considera um ser vivo. Posso ver nos pensamentos dele, o desejo por mim, surgir. É magnífico.
    - Venha logo, me tire daqui, seu verme em forma humana.
    - São recém 6:30h. Eu deveria ser mais forte do que isso.
    - Venha logo, me queime, me faça te tirar dias do teu futuro, parasita planetário.
    A lata foi aberta. Os olhos estão fixos no bastão branco. O dia fica diferente após o primeiro cigarro.

Eu partido

 Fui embora sem mim.

Em 2011 escrevi sobre a internet. E hoje em dia, está um pouco pior.

 Olá, senhoras e senhores, do futuro.

Venho por meio deste documento, relatar alguns causos.

Vivi no fim do século XX, sem muito entendimento sobre o mundo, o que vi realmente foram os anos iniciais do século XIX. E esse início de um século de grandes avanços tecnológicos, não foram dos mais agradáveis. Sou de uma geração que viveu sem a conectividade da internet. Não teria, em hipótese alguma, meio de alguém do mato, feito eu, ter contato informal, com um cidadão comum, que morasse em outros lugares do planeta, durante a minha infância. Mas assim que entrei na rede mundial de computadores, tive acesso a venezuelanos. E conversamos muitas vezes, conheci muito de lá e compartilhei muito da miséria cultural que eu tinha sobre a região a qual pertenço. Ao longo dos anos, foram aparecendo outras e outras pessoas de outros e outros lugares. Mas agora, já há pessoas adultas que não sabem de que forma era a limitação comunicativa que o mundo tinha antes desse advento revolucionário, mal usado, que temos neste século em que estou produzindo energia vital no corpo.
O curioso mesmo, é ver a falta de organização coletiva, para a menor coisa que seja, entre as pessoas, buscando produzir melhorias de convivência. Ao dizer isso, parece hipocrisia da minha parte. Pois também não busco me coletivizar organizadamente com algum grupo. Mas digo para vocês que não tenho capacidade de organizar, ou participar de organização alguma.
Apesar de pensar muito sobre o uso da comunicação global que possuímos nos dias de hoje, primeiras décadas do século XXI. Vejo que a maioria das pessoas à usam apenas superficialmente. Redes sociais, que viraram vitrines. Cinema, que entretém, para anestesiar o cansaço da hiperprodutividade que nosso tempo demanda, entre outras coisas voltada para consumo e não para produção de algo. É necessário educar tecnologicamente os usuários, para que não pensem que a internet é apenas 3 ou 4 aplicativos onde vemos as pessoas que conhecemos, e o que alguém está vendendo. Pois a juventude dos tempos de agora cresce utilizando essa ferramenta, dessa maneira. E as gerações anteriores a minha, passaram a utilizar esse meio, junto com esses jovens. Há uma pequena parcela de pessoas, intermediárias de idade, que conhecem a mecânica e potencial dessa tecnologia.
Mas essa geração intermediária que passou pela transição de não ter e ter comunicação imediata globo, está bem cansada de tudo. Cansada dos novos idosos que usam a rede sem entender que a maioria do que é publicado, é piada ou mentira. E cansados das crianças e adolescentes pedantes, que sonham em ter alguma fama, mesmo que apenas em um pequeno círculo social que vivem, mas que depois lhes dê riqueza.
Há um conflito de 3 gerações dentro desse meio de comunicação. E não há maneira, talvez nunca tenha tido, de unir diferentes gerações. Pois refletindo dias desses, percebi que apenas 5 anos de diferença, já gera algum ruído de comunicação entre as pessoas.
Mas enfim, a respeito da comunicação nesse início de século XXI, que temos, isso que escrevi para vocês, é o que mais me toma o pensamento, quando paro para pensar em como estamos utilizando de maneira errada esse presente tecnológico que cientistas desenvolveram. E não sou eu, que vejo isso, que terei a solução para a desorganização do momento.

A insignificância de saber ver e ser cego para os significados

 Na última vez
fui até saber sobre símbolos
e acreditei que saber sobre eles
seria útil.
Hoje me admiro,
fui longe demais
para alguém que não deveria saber..
Pois fui educado para não saber
e não sei muita coisa,
mas o pouco do muito que sei,
incomoda quem quer
que o mínimo seja sabido.
E agora imaginando o que diz cada imagem,
acerto boa parte do vejo
com meus olhos verdes.

Smartphone

 É horrível sair na rua,
ver gente,
gente me ver,
escutar as pessoas,
as pessoas me ver calado.

Eu não sou quieto,
não gosto da solidão.

Há em mim necessidade
de exteriorizar o que penso,
com voz, com alguém que me ouça,
e que ignore as respostas que não dou.

As respostas que ficam
dentro de mim,
muitas vezes são tolas,
e as que não são,
são desnecessárias.

Como sair,
viver na sociedade,
sem olhar
para onde não se deve olhar,
não escutar
o que não me diz respeito?

De que maneira é possível viver
desconfiado de que quem passa,
passa por mim,
por eu ser eu?

Qual a forma de fugir do mundo,
se onde eu for, 
creio saberem que eu vou?
E se fico, fico sozinho.
E se fico sozinho a solidão me atormenta o pensar.

E se os que passam,
passam por necessidade de passar,
e minha insignificância fica presa
dentro do meu organismo molecular.

domingo, 3 de agosto de 2025

O enlouquecer que acredito, que causam, em quem tenta ser legal

Queria não produzir doideira em quem se aproxima de mim.

Mas algumas pessoas são ruins,

Falam para os ouvidos dos meus amigos,
de uma cruel, maneira,
que é difícil o contato comigo
não ter fim.

sábado, 2 de agosto de 2025

Sobre o mundo que me incomoda, por alguns pensarem que voam e eu ser um verme no chão, caçado por esses pássaros.

 Esse texto vai ser uma total doideira.
    Vejo os que nos veem de cima. Eles pensam que possuem asas. E que essas asas que possuem, os sustentaram pra sempre sobre a gente. Mas não. O clima está mudando. E os pássaros não vão sobreviver eternamente. A maioria deles, não tem o poder de adaptar o ambiente para sobreviver. Embora a maioria deles façam ninhos complexos. A maioria depende das árvoes para porem seus ninhos. E as árvores estão sumindo. Pelo menos a que sustentam a vida deles.
    Escrevi através de IA a frase: 

"Ko ivi oî oîara abati re, oî abati rupi."

    E percebi que, relacionando ao que temos de espécies diferentes de aves no Brasil. As que são donas do mundo, da forma como é expressa na frase em tupi, dita à mim, por uma inteligência artificial, são as águias bicéfalas e também as unicéfalas mas que olham a muito tempo para o mesmo lado. Está tudo lá nos arquivos da humanidade. Não estou inventando. Estou percebendo. São registros que não tenho acesso. Mas sei interpretar símbolos. 
    Consigo entender esses símbolos, depois de ve-los e refletir um pouco sobre eles. Porque que descobri o significado das armas em posição de X, sozinho. E quem estuda, preserva ocultamente essa sabedoria de governança e não compartilha com os trabalhadores comuns, se consideram estar no topo da pirâmide social desde os idos e longincuos tempos. E ao ver esses pássaros, representando fragmentos da história de países que, há alguns séculos, tem ditado as regras do mundo, invadindo, colonizando e controlando pedaços de terras de outros povos. Digo que essa Terra. O planeta em si. São desses "pássaros". 
    Quem são esses pássaros. Não faço ideia! Não sei. Mas sabendo como o ser humano gosta de se organizar. Em hierarquias. Certamente há um lider entre eles. E todos os outros seguem essa ordem final. É aquela velha sindrome de autoridade. 
    Há também pequenos outros símobolos junto à essas aves. Símbolos pequenos representando o povo, liberdade do povo e a pequenez desse povo liberto. Há outros símbolos, de organizações religiosas em todas as religiões. E pra finalizar esse meu pequeno devaneio. Quero deixar aqui meu sincero sentimento de ser impressionante, como desde que a raça humana começou a pintar paredes nas cavernas, símbolos guiam aquilo que chamamos de humanidade. É só parar e buscar as fontes certas sobre o significado de cada um deles, que chegamos a imagens de lideranças.
    E esse é meu teto. E se tem teto, tem limite!