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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Inspiração após ver o retrato de uma excelência

 Estou dicidido a ser alguém histórico,
nem que eu acabe sendo algo folclórico,
e que talvez no futuro, a lembrança de mim, seja de um medo fantasmagórico.

Cortei todo o acesso à compra dos entorpecentes,
não tenho mais o tempo, para me dedicar, à algo, tranquilamente, 
como tem uma criança, um adolescente.

É fim de ano, no ano de dois mil e vinte e quatro,
nesse ciclo de rotação ao redor de um, lumiso e quente, astro,
estraguei meu corpo o máximo,embora lamentando muito, que consegui.

Mas a partir daqui,
vou sofrer e depois dizer que consegui,
alcançar toda glória e mérito, sem peso na consciência,
tendo a certeza, de que se alcancei, foi porque mereci.

(mais um texto entorpecido, numa madrugada aleatória... me perdoem a falta de nexo nos escritos que faço nessas condições!)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Em português dizemos... em poesia...

 Em português dizemos:

"Eu estou com saudade"


Já em poesia dizemos:

Mãe,
faz tanto que não nos vemos
e eu sinto tanto tua falta,
que cada pedaço de universo
entre nós,
me provoca dor.
❤️🌹

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Conversa introspectiva

 Ah, cara... desisto!
- Desiste do que, se tu nem começou? - perguntou meu pensamento.
- Desisto desse fracasso que me enfiei. Desisto de sequer tentar encontrar uma utilidade para o que sinto e me negam! - tentei explicar.
- Então se mova, faça algo! - retrucou meu pensamento.
- Aí é que está meu problema. Fazer algo! O mínimo que seja, me deixa extremamente cansado, pelo fato de, ao fazer algo, me sentir observado, julgado e criticado, como se tivesse feito ruim, não ter feito o suficiente, não ser capaz de fazer sequer o mínimo bem feito. - respondi à minha linha de pensamento.
- Então tua desistência é de incompetência?
- Não! Eu sei que sou competente!
- Então pra que desistir?
- Cansaço!
- Cansaço de ficar o dia todo deitado?
- Sim, cansaço mental. Meus pensamentos não me abandonam. Não consigo ter nem cinco minutos de silêncio e paz interior.
- Eu estou contigo, dentro de ti, tu sabe, sempre soube disso, mas infelizmente não sei como te apoiar nessa questão. - lamentou meu pensamento.
- Tudo bem. Nem pessoas especializadas em tratar essas questões de improdutividade, cansaço, procrastinação, vícios, habito e rotinas ruins, sabem o que fazer pra solucionar meu dilema. - expliquei ao meu pensamento, encerrando a conversa.

domingo, 17 de novembro de 2024

Um pensamento meu, que tenta explicar uma coisa.

 Acredito, fielmente, que algumas pessoas, que quase sempre são do espectro politico direitista, não tem consciência do quanto podem estragar a vida de alguém que tenha vício em alguma droga pesada, como alcool, cigarros de artistas ou outras que zumbizam o usuário. 
Essas pessoas vem com críticas, considerando o adicto alguém que precisa ser retirado da sociedade. que seja alguém desnecessário no mundo, e em casos mais graves de vício, que para se manter em uso, comete pequenos furtos, lesando trabalhadores limpos, essas pessoas com pouca consciência do dano psicológico que cometem ao critica-los, defendem que a solução para esse porblema de saúde mental dos usuários, seja a morte.
Embora, mesmo tendo muitos desses críticos da vida alheia, também, também consumirem algumas coisas que entorpecem, para conseguirem lidar com o cansaço após trabalharem. eles falam sobre usuários sem considerar que alguns podem estar lutando contra si mesmo, para permanecerem em abstinência. E o usurário ouvir uma crítica de pessoas hipócritas, podem sentir uma cutucada na ferida de algum trauma e decidir abandonar o processo de melhora que estava buscando.
Sim, todo esse relato é algo bem pessoal. Foi exatamente o que eu passei. E considerando ter 8 bilhoes de pessoas no mundo, se esse sentimento e experiencia me atrapalhou, certamente deve atrapalhar a vida de muitas outras pessoas. Pois questôes sentimentais, psicologicas, enfim, são da natureza humana e se repete em muitos corpos da mesma maneira.
Esse texto é apenas um desabafo e uma explicação para essas pessoas sem consideração pelo proximo, mesmo se dizendo serem cristãos, refletirem um pouco mais antes de falarem coisas que podem destruir a vida de alguém.
Por sorte eu não fui pra rua. Por sorte não precisei roubar. Mas acreditem.. muitos desses que estão em cracolandias pelo mundo, estão nessa situação por tocarem em feridas psicologicas deles, e abandonaram a vida socialmente aceita.

O texto ficou meio confuso nas sentenças, porque essa experiêcia que estou passando a quase 1 ano, é algo que me toca profundamente, e eu não consigo organizar as ideias pra falar sobre ela.
Espero que quem, algum dia ler, entenda sobre o que eu quis falar aqui.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Relato diário acerca de uma manhã, de um novembro qualquer.

 Hoje vi alguém que me deu saudade da infância, quando eu era feliz. Quase puxei assunto, mas por minha ignorância, ficou por um triz.

Também pensei em entrar pra meditar
na igreja matriz,
ainda bem que não o fiz,
pois agora durante a tarde,
sigo sendo um merda
jogando droga no meu nariz.


sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Gotas

 Aquelas gotas de chuva que encharcaram teu corpo, quisera eu, ser elas, outrora, apenas para sentir o calor da tua pele uma vez.

Aquela lágrima que caiu dos teus olhos,
sei que fui eu, ela, de certa forma.

Lamentavelmente, só pude te tocar na fria tristeza,
embora, sendo tu, uma pessoa de extrema beleza.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Reescrita do texto anterior

 Observei-te nos resquícios

das chamas daquela festividade,

aproximei-me rapidamente de você,

peguei na tua macia mão.


Tu desintegrou-se repentinamente ao meu lado,

senti-me deveras desolado,

despenquei e esvai-me em lagrimas no chão.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Desintegrada a olho nu

 Eu te vi na fumaça da fogueira de são joão, corri até ti, segurei tua mão.

Tu se desfez ao meu lado,
fiquei acabado,
deitei e chorei no chão.

sábado, 2 de novembro de 2024

Relato sobre ser indesejavel.

 Ontem, dia 1 de novembro de 2024, decidido a mudar, inspirado na virada de mês, fui ao caps de alcool e drogas pedir um acolhimento para começar um tratamento que me fizesse alcançar a abstinência que procuro e não consigo ter.

Considerando que antigamente, quando eu frequentava o caps de saúde mental, ao ter uma recaída no uso de tóxicos, depois de ter permanecido 4 meses limpo, a primeira coisa que o caps de saúde mental fez quando eu fui na terapia, na segunda-feira seguinte, foi me encaminhar para o caps AD, então ontem, no começo do mês, foi direto para onde tinham me encaminhado.

Após solicitar o acolhimento e ser chamado para a conversa, onde organizaríamos um plano terapêutico, decidindo quais grupos eu frequentaria, a conversa foi totalmente para outro rumo. Nesse momento, a mulher que estava me atendendo disse que me encaminharia para o caps de saúde mental, dizendo que meu problema de adquição é uma comorbidade, que há primeiramente um primeiro problema que me leva ao uso.

Não consigo acreditar que eu, quase um ano inteiro usando droga praticamente todo dia, não fui aceito no sistema público que trata esse tipo de problema de saúde 

Aliás, também deixarei relatado aqui que o tal primeiro problema, comentado pela mulher, que me leva ao uso de drogas, não foi especificado. Ela simplesmente não falou qual era. Suspeito, eu, que seja a tal "paranoia" sendo real e não paranoia, ainda com aquela proibição de confirmação direta.

Realmente não consigo entender a rejeição que acontece comigo nesses locais de reabilitações, oferecido pela saúde pública da cidade que eu moro. Claramente ficam em empurrando de um lugar pro outro, como se não quisessem ou não soubessem o que fazer comigo.

Todo esse relato que fiz, é um dos motivos do meu cançado. Sim, eu sou sedentário, não faço praticamente nada produtivo. Mas quando procuro ajuda, tentando ser alguém melhor, sou rejeitado. Esse tipo de coisa cansa!

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Auto retrato palavreado

 Eu sou a dor de um fracasso,
a lágrima do pensar de uma má criação.
Eu sou o sorriso de uma pequena vitória diária,
a felicidade de procurar e encontrar ajuda.
Eu sou o cansaço de décadas de trabalho,
a doença adquirida ao longo de muitos anos de vício.
Eu sou o mais puro nada celestial,
aquele que se abriu pro universo e não pode ser reconhecido.
Sou o fraco e covarde com uma rotina ruim,
o forte e o corajoso, disciplinado, com bons hábitos!

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Saturno ou Marte

Eu quero ir praquela estrela,

eu quero ir pro espaço

e nunca mais voltar


Quero ficar longe de tudo,

ficar longe do mundo

sem me incomodar


Eu quero ir pra estrela vermelha

que brilha sem parar,

me isolar em algum recanto,

pra me esvair em lagrima

sem ninguém notar.

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Exercício proposto no Threads 3

"você é uma casa" (escreva sobre isso)


tenho quatro paredes
quatro portas
e nenhuma janela.

as pessoas passam por dentro de mim
procurando caminhos,
entram pelo norte,
saem pelo sul

e todas elas nunca voltam, 
por conta do meu vazio interior.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Exercícios proposto no threads 2

 O exercício consistia em escrever uma breve carta para o futuro.. Não entendi qual sujeito literário do futuro seria o destinatário, e eu como bom egocentrico, escrevi para eu mesmo. 
Segue adiante o tal texto, da tal carta breve, que eu escrevi:

Caro e querido Ígor.
Hoje, 20 de setembro, foi um dia difícil. Dói como na segunda e na terça-feira. Não lamente por não vencer essa dor que, de fato, não doi, mas incomoda muito. A evolução dessa semana foi gigantesca. Continue focando no progresso, não nos vacilos. 
Espero do fundo do nosso coração que as coisas aí no futuro estejam bem, conosco e com o mundo. Porém se acaso tenha acontecido uma catástrofe de proporções mundiais, lembremos que ja teve tempos bons, de paz, de saúde, de juízo..

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Me ilumina e se queima/tortura comigo

 Eu fui feita pra queimar,
derreter até o fim,
feita pra iluminar,
pra dar visão através de parte de mim

Eu sou usada pra orar,
pra também concentrar

Já fui relógio,
marcação de tempo,
motivo de incêndio 
e objeto romântico 

Desde que me fizeram existir
sempre estive por aqui,
no meio de vocês,
humanos, produtores de escassez.

Sim, sou uma vela.
Meu trabalho é prover fogo,
calor, luz.
Por isso tenha cuidado com quem me conduz,
esse condutor pode acabar sendo um mongo,
alguém que pingue minha cera no corpo dela.

terça-feira, 3 de setembro de 2024

D'Galinha

 (Isso é a letra se uma composição musical minha, feita em meados se 2010, e estou publicando ela aqui pelo simples fato de eu estar no momento completamente alterado e sem controle mental do comportamento do meu corpo).


🎶Tinha uma galinha no meu fogão,
e dessa galinha eu comi seu coração,
numa tarde ensolarada, la na praia do Quintão.
E essa galinha não era a Marylu,
era a Maria Juana Mississipi Alabama,
tinha o peito seco e a coxa molhadinha,
coitadinha da galinha, nasceu em Cachoeirinha.
Morava em Viamão, a cidade contra-mão,
depois foi pra Dois Irmãos, onde conheceu João.
João era um galo louco que morava no esgoto,
pensava que era um rato, gostava se usar sapato.
Teve um caso com Maria, mas morreu de anemia.
No enterro a Maria não sabia o que faria,
então seguiu um avião 
e foi parar la em Quintão.🎵

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Exercicio proposto no Threads

Na vida dizemos:

Estou com saudade, sinto sua falta.



Já na poesia dizemos:

Aquela dor que te deixei
Aquele vacilo que pratiquei
Partiu de mim sem desejo

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Pensamentos muito confusos

 Crescimento digital,
algo deveras banal.
Pra que querer ser vitrine?
Muitas fotos de biquini.

Só pensei até aqui,
como faz para a coisa fluir?
Uma corrida para ser o maior.
Um objetivo de deixar tudo pior.

Eu já quase não me sinto mais,
meu corpo, a mais ninguém, satisfaz.
Por que buscam ser relevantes?
Desde o início, nada é como antes.

Redes sociais, cem metros rasos,
a grande maioria sofre com o fracasso.
Tudo bem não chegar em primeiro lugar,
o mais importante foram os dias passando a treinar.

Sempre no fim, a morte, a todos nos espera.
Seremos enterrados ou cremados nessa grande esfera.
A tal fama buscada, em pouco tempo fica irrelevante.
Os vermes nos devoram, nossas cinzas numa estante.

Talvez nada disso tenha sentido,
estamos girando e girando,
tentando pegar o próprio rabo.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Sinceridade promíscua

 Hoje, nessa madrugada, as 2h da manhã, venho aqui me propor um desafio.
Que tal, Igor, tu trocar o vício da masturbação, pós uso de droga, por escrita de textos de qualidade duvidosa?

O que tua mente sempre te diz nesse momento?
"Já deu né?"
"Todo o mundo já entendeu que tu consegue ser um idiota"
logo mais, após essas autocríticas, surge aquele desejo de mais uma dose de prazer.. e sem ter uma linha a mais pra jogar pra dentro do corpo.. tu sabe onde tu vai parar.. tu sabe qual é o pensamento que surge no teu cérebro pra ter essa ultima dose.. 
"Vamos abrir o xvidoes, e se masturbar!"
tu sabe que teu corpo cria esse pensamento mesmo sem estar com tesão de fato, para fazer esse tipo de coisa, por tu não ter ninguém que se interesse por ti, para que o gozo fosse provocado em um sexo. 
Tu sabe que essa procura por gozar, mesmo sendo visto por todos, é só desejo de sentir mais um último momento de prazer.. Coisa que a droga te daria se ainda tivesse mais dela.

Teus vícios, Igor, estão destruindo quem tu realmente é!
Tu já comentou com desconhecida virtuais que não está fácil sair desse personagem noia, que usou para mostrar para aquelas pessoas ruins, o quanto eles não tem o mínimo de lógica na cabeça!

Não faz sentido criticar os usuários de drogas, se fazem discursos ofensivos contra eles, que os fazem recair e voltarem para o uso.
 Tu ja mostrou isso.. e agora não está conseguindo mais voltar pro teu "eu" real.. Aquele "eu" que não gosta dessa vida que tu está levando no momento, Igor.

E agora, qual o plano? É madrugada! Acabou a droga! Tu quer prazer! O celular está aí! Teu corpo pede! 
Vai lá, goze, assista a um vídeo pornográfico! Essa última dose de prazer te felicita toda noite! O mundo inteiro vendo essa tua solidão! Solidão causada por teus próprios hábitos ruins! 

A insônia do teu pai! A insônia da tua mãe, que só dorme se tomar comprimidos! A insônia de vergonha que atinge teu irmão! 
Vai lá, Igor, goze na frente do mundo inteiro! Goze com atividades juvenis, se masturbe! É isso mesmo que tu quer? Não existe outra alternativa?

Eu, teu pensamento, já não tenho mais controle sobre o teu corpo. Eu, teu pensamento, tua racionalidade, ja fui vencido pelos teus desejos incontroláveis de prazer imediato.
Teu corpo já está sozinho no mundo. 
Agora é teu corpo, todo intoxicado, que precisa lutar contra ele mesmo. 

Não temos mais o que discutir.. tu vai fraquejar.. vai seguir a rotina ruim de todos os dias.. todos sabem disso.. Tu é um lixo de pessoa..

Tu fez algo foda, tu fez algo único, mas tu não merece ter feito o que conseguiu fazer. Tu não é digno de tanto poder. Tu não tem permissão para ser tão espetacular.

Termina a tua rotina de atividades promíscuas, e após, seja um novo homem. 

Igor, eu que estou dentro de ti, que tu me coloca pra fora em sequências de letras, que formam palavras em português, não tenho mais o que fazer contigo. Agora é teu corpo contra teu corpo. Se teu corpo não tiver forças para a mudança, nós, teu "eu" verdadeiro e teu corpo sadio, não nos encontraremos mais, nessa existência. 

sábado, 10 de agosto de 2024

Experimento despedidioso

 Tu estava aqui,
se foi e eu nem vi.
Queria ter te visto mais enquanto viví.

Agora lamento 
enquanto aguento
a saudade que escolhi
por em mim para me vestir.

Poderia ter sido mais amigo,
ter ficado mais tempo no teu abrigo,
evitando discussões que nos colocavam em perigo.

Tu estava aqui,
desencarnou sem nem se despedir.

Tu estava aqui,
sem intenção me abandonou,
e aquele adulto/criança chorou
toda a lágrima que seus olhos
conseguiram produzir.

terça-feira, 30 de julho de 2024

Expressões textuais inuteis

     Vocês sabem aquelas madrugadas ruins? Não que a madrugada em si seja ruim... mas sim com atitudes ruins, que poderiam ser diferentes... Então... essa é uma delas! Particularmente pra mim. Pois sei que incontaveis outras pessoas podem estar tendo um momento excelente, enquanto aqui desse lado da terra é noite, e em boa parte do planeta já é dia... Pra esses, nem madrugada é, por que é que para eles seria tão ruim quanto está sendo pra mim, já que eles tem toda a luz e o calor do sol para apreciar?
    Esse inicio de texto meio que ficou bem confuso, eu sei, pois de fato eu estou confuso também. Coisa que tinha decidido não fazer. Não escrever confuso. Mas como a solidão virtual bateu em minha porta essa noite, o que me restou foi vir ao blogspot despejar palavras e pensamentos desconexos.
    Não possuo no momento nenhum assunto aleatório que desejo refletir e expressar em texto. Estou escrevendo aqui, real e somente, por ser viciado em conversar. Como nos aplicativos de conversa que utilizo, não há mais ninguém online, que posso dar ou receber atenção, venho aqui conversar comigo mesmo do futuro. Sei que em algum momento, em algum dia no futuro, reabrirei esse texto e irei ler ele, percebendo toda a minha alteração cognitiva, de tão inutil e vadias que essas frases, que estão saindo do meu pensamento pelos meus dedos, estão sendo.
    Como esse texto é completamente desnecessário, me conterei e encerrarei ele por aqui mesmo. Espero que ao voltar nele um dia, eu possa me lembrar do quão ruim está sendo essa noite fria, de meio de inverno, aqui na Vila Elsa, em Viamão.

sábado, 20 de julho de 2024

Brasil das músicas

 E é no baile que se encontram,
enquanto dançam, também bebem,
enquanto bebem, também fumam,
enquanto fumam, também beijam,
depois do beijo, dão um tempo,
o vômito vem, ultrapassaram o limite,
ficaram chatos, incomodaram.
Mas lá, no interior daquele, distante, prédio,
dentro de um apartamento médio,
tem um senhor cansado,
ouvindo o timbre de um piano,
numa orquestra,
sendo bem tocado.

Música brasileira - Um esboço da minha ignorância.

 Nessa madrugada de hoje, após reler e corrigir alguns erros, em textos anteriormente publicados, me proponho a transmitir meus pensamentos a respeito de música brasileira, em formato de texto, aqui, para quem, algum dia o leia.

A variedade de generos musicais presente no território brasileiro, me causa certa dificuldade para devanear sobre isso. O tamanho gigantesco desse país, sul americano, chamado Brasil, tem o prazer de proporcionar para o mundo, diferentes culturas, regionais, onde em cada parte do território tem um tipo musical mais prestigiado pela população local.

Como sou sulista, e sendo mais específico, gaúcho, tenho conhecimento que apenas dentro da cultura do estado do Rio Grande do Sul, temos diversos generos musicais nativistas, como por exemplo vanera, milonga, chamamé, xote, etc... Entretanto, desconhecendo profundamente as culturas das outras regiões brasileiras, não tenho conhecimento se nelas também ocorre essa multiplicidade, como aqui no sul. O que sei é que xote também é um genero muito tocado pelo nordeste.

Falando em nativismo, me passou pelo pensamento, que o funk brasileiro, é um genero nativo do sudeste, porém que se expandiu e anima festa, como também anima alguns trabalhadores indo ou voltando do trabalho, por todo o território nacional. Acho muito curiosa a gritante diferença entre essas musicas nativistas.

Eu podeira falar um pouco sobre o tecnobrega e carimbó do Pará, ou do Frevo de algum estado do nordeste. Mas essa proposta de assunto que recebi de um internauta, conhecido meu, me mostrou que não tenho capacidade de aprofundamento relevante nesse assunto. Por isso encerro aqui essa encheção de linguiça, inútil e desprezível, acerca de musicalidadd brasileira.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

segunda-feira, 1 de julho de 2024

O canto

 Eu no meu canto, canto

e meu canto é um canto triste,

nele tem sujeira, tem podridão.

No meu canto se vê e se ouve de tudo.

Mesmo com luminosidade,

no meu canto tem escuridão.

sábado, 29 de junho de 2024

Versos desconexos

 Tenho livros que não leio
De morrer tenho receio
Não sei como será
Quando essa história acabar

Sei que me estrago, me faço mal
Como alimento com muito sal
Isso é reflexo de algum acordo
Feito quando eu tava quase morto

Ensinar era meu sonho
Minha atitude é de bisonho
Não há mais o que fazer
Caso eu queira, a verdade conhecer.

Acerca de corpo, alma e pensamento. Uma complicada tentativa de definir a vida.

     Não tenho absolutamente nenhuma ideia de como iniciar essa reflexão. Mas retrocedendo o pensamento, lá para os primeiros escritos desse meu ambiente virtual, que uso para extrair, digitalmente, aquilo que um dia disse ser meu, e caso quisesse, morreria sem compartilhar, estou eu, mais uma vez aqui, tentando encontrar palavras que resumam essa tal de vida.
    Então, bora lá!
    Poderia, eu, partir inicialmente, falando um pouco acerca do corpo.
    Certa vez, rolando o feed de uma rede social qualquer, vi a imagem de um sistema nervoso inteiro, completo e somente o sistema nervoso, toda a rede de nervos que possuímos, com a seguinte legenda: "Isso somos nós, todo o resto é uma armadura biologica que nos mantem vivos". Sendo assim, a base do que nos movimenta, o que controla nossos atos, se inicia em algo que chamamos pensamento, que produz um estimulo eletrico microscópico e percorre essa rede de nervos, até que tomamos uma atitude. Isso parece complicado de entender, sendo descrito, aqui, assim, de maneira bem leiga. Mas pelo menos consegui chegar onde queria chegar, usando essa descrição básica sobre o movimento do nosso corpo. Fiz isso pois, o que basicamente define se há vida ou não em um corpo alheio, é se ele tem capacidade de se movimentar internamente, fazendo os orgãos ainda funcionarem, ou não. 
    Tendo anteriormente desenvolvido uma linha de raciocinio, mais ou menos conseguindo unir a tal vida com um tal corpo, posso agora partir para o devaneio relacionado a algo que as pessoas chamam de Alma. Além de todo esse sistema nervoso, toda a armadura biologica que protege e alimenta esses nossos "Eu", ainda há um algo a mais, difícil de entender, que me causa angustia a muito tempo. 
    Seria a alma uma parte do corpo alem de tudo que nos é palpável? Se sim, onde? Em que parte do organismo que temos, essa tal coisa chamada alma, poderia residir? (paro agora um momento para refletir um pouco sobre o que eu considero ser alma e, em alguns minutos retorno para continuar a digitação dessa expulsão de pensamentos, de dentro do meu corpo, registrado em palavras). 
    Segundo um amigo, vizinho meu, com quem eu conversei no fim da noite, a alma tem uma relação direta com nosso corpo espiritual. Sendo assim, primeiramente, eu precisaria me entender melhor espiritualmente. Buscando em monólogos, praticamente implorando o aparecimento da minha alma, para que eu pudesse dar uma melhor definição, cheguei em algo interessante. Talvez eu não entenda a alma, por ter a minha ofuscada, por alguma razão que minha consciência desconhece, na sobra do meu espirito. Tendo, por enquanto, essa dificuldade de definir a Alma, deixarei para por essa definição que não encontro, mas que já foi muito bem discutida, explicada religiosamente, a milênios, futuramente, em outro texto meu. 
    Partimos agora para a defecação textual, onde digitarei a respeito do pensamento. Coisa que já fiz antes e antigamente aqui nesse espaço, porém hoje em dia, não sei mais se os meus pensamentos sejam apenas e somente, meus, realmente, se meus pensamentos ainda estão aprisionados só dentro de mim...
    Noutro tempo percebi que tenho algo dentro de mim, produzido por um orgão do meu organismo, que é entendido como pensamento... Percebi, pensando, que pensava, e os dividi, corpo era uma coisa, pensamento era outra. Hoje em dia percebo, as vezes sutilmente, as vezes descaradamente, que exteriorizei de alguma forma, para o pensamento de outros seres, o que se passa no meu pensar. Mas sobre isso não quero escrever nada. Quero apenas reforçar a ideia de que, a princípio, o que eu entendo como base, pilares, fundamentos, da tal de vida, sejam esses 3 tópicos. Corpo, Alma e Pensamento. Onde, aqui, desconsiderei vidas unicelulares e sem sistema nervoso. Não consegui entender de fato o que, ou onde esteja, a Alma. E egocentrizei o discurso sobre o pensamento. Tornado assim, esse texto, uma bela bosta!

PS: O término desse texto foi feito vários dias depois de ter iniciado ele. De uma forma rápida e simples. Pois estou com muita preguiça de refletir sobre o que me propus a pensar e analisar, leigamente, de acordo com minhas capacidades intelectuais.

sábado, 15 de junho de 2024

Palavras engasgadas

 Pelos últimos textos, gigantes, caso alguém, algum dia, se preste a le-los, poderá ver, que nesse período da minha vida, tenho muito pra falar. São palavras, conversas, presas dentro de mim.

Para não torturar os futuros leitores, no texto de hoje, vou conter minha mente e o movimento do meu corpo, digitando poucas coisas. 

Atualmente, nesse meio do ano, estou completamente desapaixonado, o que me faz ter pouca inspiração para escrever poemas. Tanto que o último que escrevi, a proposta que me dei, era fazer o pior de todos eles. Acredito ter encontrado um fluxo de pensamento que produziu exatamente o que quis, uma poesia ruim.

Finalizando esse relato de hoje, vos djgo. Fazer do blog um diário, não é minha intenção. Prometo a mim mesmo, que buscarei, nos próximos relatos, buscar devaneios sobre coisas que me intrigam.


quinta-feira, 13 de junho de 2024

Exercício proposto

 Mais uma vez aqui, escrevendo sem ter o que escrever. Apenas praticando o exercício proposto por uma psicóloga, de que se eu gosto de fazer isso, mesmo não tendo nada relevante para publicar, mesmo não tendo inspiração para um texto, me forçar a pelo menos começar. Caso fique muito ruim, eu deixo como rascunho, como vários outros que tenho guardado aqui no blogger.

 A ideia desse monólogo de hoje, dessa madrugada de quinta feira, é relatar a péssima rotina de maus hábitos que adquiri nesse meio ano de 2024. Uma rotina diária horrivel, que meu corpo força demais, quando os níveis de substancias diminuem no meu cerebro, quando eu acordo depois de um longo sono.

Primeiramente eu acordo, saio do mundo onírico, e volto para a realidade. Mesmo eu desconsiderando a realidade da maioria, como a realidade certa. Pois quando cesso o uso de antipsicótico, minha realidade fica completamente diferente, e eu entendo algumas nuances a mais. Meio que percebo indiretas e duplo sentido nas palavras, quando estou em estado de surto.

Então... após acordar, me alimento, volto e deito na cama, e é aí que a fissura aparece. Eu sei de onde ela vem, sei o motivo dela aparecer, e mesmo assim não consigo suportar. Depois pego o celular e vou em redes sociais. O hábito de olhar redes sociais é ruim. Gostaria de me desfazer dele. Ja pensei até em deixar de usar smartphone e voltar para aqueles celulares antigos, de teclad, que apenas faz chamada telefônica e envia pequenas mensagens de textos.

Voltando sobre o aparecimento da fissura, em textos publicados aqui, anos atrás, relatei alguns dias, sobre alguns dias de abstinência. Mas esse ano está muito pior. Eu realmente já não sei mais o que posso fazer, sozinho, para ser mais forte que o pensamento de usar. 

Estou com o horário de dormir invertido. Uso droga até a madrugada, amanheço acordado e durmo durante o dia. Eu gosto do período diário, quando tem luz do sol, para me manter ativo. Entretanto, nos ultimos meses, tenho perdido a claridade e a vitamina que o sol nos oferece.

Eu tinha, no início do ano, tentado criar o hábito de exercícios. Peladas e tal. Mas depois de um tempo eu praticava a pedalada somente após o uso. Isso fez minha rotina de exercícios ser praticada somente após estar alterado. A vontade desaparecia, caso eu não tivesse usado nada antes. Depois das pedaladas, inventei de fazer flexões, mas usei o cansaço e a descarga de dopamina e serotonina, como uma meio de reativar o efeito das substâncias que estavam no sangue. Isso também foi uma arma contra mim mesmo.

Eu gostaria muito que esse meu corpo conseguisse se desintoxicar. Gostaria demais que o meu pensamento, essa coisa estranha que habita meu cérebro, fosse mais forte que os desejos do corpo. Mas minha mente é fraca.

Na madrugada de ontem, assistindo uma transmissão ao vivo de outra psicóloga, ela me recomendou mudar minha rotina aos poucos. Pois como em uma acadêmia, não iniciamos os treinos direto com os pesos mais pesados. A mudança tem que ser gradual. O problema é que eu não faço ideia de qual parte do dia, se eu mudar, vai suprimir o desejo que o corpo joga na minha mente.

São dias completamente repetitivos. Isso me deixar completamente desgostoso para comigo mesmo.

terça-feira, 11 de junho de 2024

O pior poema que escreverei

 Totalmente sem noção 

ponho em letras, em linhas

algum pouco de emoção.

Sentimentos meus,

vindo talvez do coração,

procurando os olhos, seus.

Despedaço-me, sem vitimismo,

te entregando todo eu,

estilhaçado em loucurismo.

Meu produtor, mais uma vez, retornou,

cansado e bravo,

porque ainda, nada mudou.

Se eu pudesse desligar,

desligaria sem remorso,

por cansaço de pensar.

Sem coerência entre os versos,

aleatório, estou aqui,

pra terminar me despeço,

mas retorno antes de sumir.


Releitura do desabafo

 Parei momentos atrás para reler a última publicação que tinha publicado aqui, nesse meu cantinho de isolamento virtual, e notei muitos erros de digitação e de uso de vírgulas. Relendo o texto, se eu pegasse ele para corrigir, talvez a mensagem que eu quis transmitir poderia ser melhor compreendida, mas a vontade de fazer isso é completamente nula. 

Minha educação escolar foi demasiadamente aquém do necessário para ser um bom escritor. Por causa disso sei que o que tenho publicado aqui, a mais de 10 anos, nunca será relevante. Parte por eu relatar coisas da minha vida. Parte por minha vida ser insignificante. O sonho de ser poeta, o desejo disso, sendo um brasileiro periférico, com capacidade medíocre, me mataria de fome se eu dependesse disso pra sobreviver. 

Não, não quero me vitimizar. Qualquer um que conheça a realidade brasileira, sabe da quase impossibilidade que é sobreviver de escrita. Ainda mais se a escrita conter erros básicos de (ortografia?) gramática!

Para aproveitar o relato inicial dessa publicação, quero comunicar para vocês que seguidamente releio meus primeiros devaneios escritos que coloquei aqui. Me encontrar novamente com aqueles "Retratos escritos do ponto de vista alheio de uma criatura abstrata" me faz perceber muita ignorância, muita tolice, muita imaturidade do que é de fato a vida. Lá no início eu tinha uma busca para enteder o que de fato é a vida. E agora mais de uma década depois, tudo o que descobri sobre isso, é que a vida é meio ingrata. Percebo demais, com muita convicção, que as pessoas me escondem uma informação importante sobre mim, que poderia transformar completamente o meu viver. Se o meu viver me impede o artistismo bem remunerado, pra que me serve viver?

Para finalizar esse descarrego de pensamento, em um momento do dia onde ninguém estava me dando atenção virtual, digo para eu mesmo do futuro e para um suposto leitor, que vai passar por aqui algum dia, que quando isso acontecer, quando eu retornar a esse fluxo de pensamento, encontrarei novamente muitos erros.

(editei pequenas coisas, mesmo ainda deixando alguns erros, na madrugada do dia 20/07/2024)

domingo, 9 de junho de 2024

Mais um desabafo entorpecido.

 Ao assistir um vídeo na rede social tiktok, da conta de uma psicóloga, sugerindo que, mesmo que a escrita esteja travada, é para escrever sobre essa dificuldade em produzir novos textos. Bom, agora estou aqui novamente. Tentando por pra fora algumas das conversas que tenho comigo mesmo. 

Sei que minha escrita não é perfeita. Que tem muitos erros de gramática e tudo mais. Porém preciso encontrar uma atividade mais saudável do que me entorpecer com entorpecentes ilícitos. Como no estado que me encontro nessa noite de domingo.

A regra que eu tinha estipulado ano passado era, "não escrever entorpecido". Estamos em junho e todos os textos que produzi esse ano, tanto aqui, público, quanto no google docs, privadamente, são todos nesse estado deplorável e angustiante, que o fim da quantidade que eu tinha, provoca.

Percebo agora, que depois de iniciar o texto, realmente novas pontinhas de assunto, vão surgindo para digitar mais coisas. E provavelmente esse será um desabafo bem longo.

Em 2023, apesar de eu também ter passado por momentos alterado, a maioria dos textos foram escritos com sobriedade, e alguns saíram bons pelo fato de eu ter escrito eles chapado de amor e paixão.  Já nesse ano de 2024, como passei a maior parte desse meio ano trancado no meu quarto, acreditando que as pessoas do mundo inteiro consegue ver tudo que eu vejo, pensar tudo que eu penso, ouvir tudo que ouço, eu, para fugir, ou talvez para me esconder da realidade, tenho usado estimulantes demais.

Sei que tenho forças para cessar a drogadição. Mas o que me fez recair no início de dezembro, foi uma cutucada em uma ferida profunda que tenho dentro meu psicológico. Agora, refletindo sobre todo o processo de dependência física, no meu organismo e sabendo onde tocaram, que me derrubou, sem um tratamento mental adequado, estou com muita dificuldade de me corrigir.

Por fim, eu ainda acredito que o futuro será melhor. Entretanto não se enganem, heróis não existem. Mas se existirem, são cada um de vocês.

terça-feira, 28 de maio de 2024

A respeito de ser lido

Sobre ser lido, fico completamente sem saber o que dizer.
Ok, então sou lido, e agora, o que fazer?
Quando eu tinha a certeza de que meus esboços eram esboços,
ou quando minha escrita era escrita com privacidade,
quando os textos eram primeiro escritos e depois lidos,
e não com essa dúvida que tenho agora, de que os textos,
são lidos simultaneamente enquanto desenvolvo eles,
Eu conseguia divagar muito mais sobre questões que me intrigavam.
Mas agora, lido enquanto escrevo, como eu imagino que seja,
provoca em mim um bloqueio. Considero tudo que escrevo ruim,
tudo que escrevo, obviedades...
Sobre ter aparecido alguem lendo os textos daqui, só posso agradecer,
porém sem saber
o que fazer.


sábado, 4 de maio de 2024

Carta para a humanidade

 Quarto de maio de dois mil e vinte e quatro. Madrugada. Começo a coletar relatos do nosso tempo.
  
Igor Rafael Franco Silva - Viamão RS
     
Eu, um organismo abstrato, morador da terra, venho aqui escrever uma carta para nós mesmo. Venho através desse meio virtual, um blog, numa era de que não se faz mais blogs, comentar sobre a situação do que tenho visto do mundo. Todos nós, capazes de acessar esse meu espaço de textos, temos que tomar muito cuidado com a natureza, pois a natureza é perversa. Não há exército no mundo, treinado para matar, mesmo que protegendo ou defendendo um territorio, que consiga conter um desastre natural.
    Nós, moradores da terra, se continuarmos com ódio entre uma nação e outra. Tipo o ódio que eu sinto para com os Estados Unidos da America. Acabaremos com a possibilidade de vida humana nesse planeta.
    Armas para deixar tudo cheio de radiação, inabitável e completamente destruído, nós temos. Ao invés de termos planos de construção de um sistema eficiente de distribuição de alimento, água e remédios para nossos co-moradores terrestres.. 

Gabriel2 - Grupo Chernobyl
4 anos 2020 já começou desafiando o mental do mundo, 2021 o mundo enfrentava ainda com restrições, 2022 veio a recessão econômica e as guerras, 2023 veio crises globais com ameaças de bomba nuclear, 2024 o Brasil enfrenta uma epidemia de guerra e vemos direitos humanos globais serem feridos por líderes insensatos que só pensam em si. Vocês do futuro, são nós do passado recolhendo os frutos de uma árvore mal plantada

Bethânia - Catas Altas MG
A geração atual é marcada pela tecnologia, pela busca por conexão, instantaneidade e praticidade. Hoje em 2024 vivemos em um mundo digital, onde as redes sociais é o nosso maior meio de comunicação. A diversidade tem sido bastante comentada, as vozes são mais diversas e as lutas por igualdade e justiça social estão cada vez mais presentes. A geração atual busca sustentabilidade e inclusão e espero que deixemos um legado de consciência e mudança para as gerações futuras.

Misael Alves - Grupo Chernobyl
O mundo já não é como há 10 anos atrás, estamos mais conectados e ao mesmo tempo desconectados, e isso tende a se agravar. Por outro lado, estamos evoluindo, o que antes era mais burocrático ou mais trabalhoso, tem se tornado mais simples. Algo como falar com alguém que está mto distante de você.


ESSE TEXTO SERÁ ALTERADO COM ACRESCIMO DE DESCRIÇÃO DO NOSSO TEMPO, CADA VEZ QUE UM AMIGO SE PRESTAR A DESCREVER O MUNDO ATUAL

sábado, 20 de abril de 2024

Live Action of the Life

 O jogo é mal programado.
Sei que alguém, em algum lugar, em algum tempo, projetou a sociedade atual. Fizeram isso através de leis, de programas de incentivo, de programas de educação. Mas o jogo ficou mal programado. Existem muitos erros, muitos bugs, muitas quests erradas. E num jogo onde todo npc é também um player, a vida acaba sendo bem prejudicada. É fácil morrer e não tem respawn. 
O jogo ao vivo tem momentos bons, mas onde um pequeno grupo de pessoas eleitas para administrar as atualizações, e essas pessoas tem ideias de algumas ordens religiosas, onde também esses administradores se preocupam mais em farmar gold do que deixar o jogo agradavelmente jogável, ocorre um erro grave, quase incorrigível.
E isso é tudo o que eu tenho para criticar sobre o jogo, no dia de hoje. Precisava muito tirar esse pensamento da cabeça.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Sai da madrugada vacilão

 E aí patife, vai ficar no vacilo até quando? Essa vida não é mais ti. Essa máscara não te serve mais. Esse esconderijo mental já ficou ultrapassado. Não é por esse caminho que tu vai esconder o jogo.

O jogo vai rodar até o fim agora, e tu precisa passar esse boss. Tu sabe que não é difícil. Para de se esconder atrás de auto agressão. O chefe já sabe teu movimento e tu ja sabe o movimento do chefe. Bora terminar essa fase. 

Ontem tu foi contemplado com um teste. Seguiu até certo ponto bem firme. Mas aquele gatilho.. aquele velho gatilho, te perseguindo desde a infância, te enfraqueceu.

Hoje é um novo dia. Mais uma luz solar pra te iluminar. Ta na hora de mostrar todo aquele potencial que sempre disseram que tu tem. Não precisa ter medo. Esse medo que tu sente faz parte do boss da fase seguinte.

Nunca vão te falar a verdade, aceita isso.. para de viver invertido. Tu não é malandro, tu não é assim. Tu é anti isso que tu ta sendo agora. 

Chega. 

Não incomoda mais os outros, viva pra si, se cuide. Cuida do teu corpo, é ele que aparece pros outros. Tu sabe que eu estou dentro de ti, dentro desse corpo, se tu continuar agredindo o corpo, eu vou sumir antes de tu mostrar que é alguém bom, se tu continuar se agredindo, nós dois vamos desligar. E no fundo tu não quer desligar antecipadamente.

Tenha força vacilão, tu ja chegou muito mais longe do que a maioria chegaria.. Acredite nisso!

Rimas com iu.

 Dezenove de abril. 
A sanidade me escapuliu.
Fiquei na orla a ver navios.
Tu e todo mundo, durante a tempestade, partiu.
Não gostaria de escrever palavrões, mas Puta Que Pariu!
Se eu pudesse faria como Diogenes, moraria num barriu.
Mendigaria dia e noite a fio.
Me alimentaria do suco de chorume, que da lixeira caiu.
A separação entre o físico e interior, esteve sempre aqui, mas ninguém viu.
Agora me despeço, dizendo sempre o "Vida Longa", de maneira gentil.
Sem enteder como tive a sorte de nascer nesse gigante país, Brasil.

sábado, 13 de abril de 2024

Dúvida genuína

Suponhamos que por acaso uma pessoa começasse a transmitir seus pensamentos para os outros animais do planeta, incluindo as pessoas. Uma transmissão única de dentro pra fora, de uma única pessoa, sem a capacidade dessa pessoa ler o pensamento das outras pessoas.

Considerando a suposição, de que maneira essa pessoa que transmite e compartilha, involuntariamente, seus pensamentos, poderia provar que a suposição é um fato, para as outras pessoas, que negam o acontecimento, dizendo que não se passa de uma paranóia, causada por um transtorno psicológico, sem tratamento correto, e uso de drogas?

Me indago sobre isso, pois no início das escritas aqui nesse ambiente virtual, considerei meu corpo e meu pensamento duas coisas diferentes. E por acaso, posso, de alguma forma, ter defenestrado de dentro de mim, meus pensamentos, para dentro do pensamento dos outros.


quarta-feira, 10 de abril de 2024

Pensamento público

 Parece ser, praticamente bom, deixar os webamigos, livres e sem sufoco, enquanto escrevo textos sobre mim, para eu mesmo. 

Digamos que eu esteja aprendendo a conversar comigo, através de um certo tipo de cartas virtuais.

Se eu tivesse capacidade, descreveria aqui todas as vezes que notei coisas muito singulares, acontecendo ao meu redor, como por exemplo palavras de pessoas, que pareciam falar sobre mim, sobre algo que me aconteceu, mas que por enquanto, acredito que pelo meu comportamento inadequado, não possa ser revelado.

Agora, 13 anos depois de iniciar os escritos aqui, vejo que os primórdios do blog, ja anunciava uma separação entre corpo e mente. A tal coisa que percebo em gestos e conversas, é de fato uma separação, um compartilhamento do meu pensamento com os outros. Eu ja estou cansado de falar sobre isso. Até porque algumas pessoas, sem muita convicção, confirmaram o fato. E o que eu comecei a fazer lá no início das escritas, agora vivo acreditando que consegui, e me incomoda.

Perceber que o pensamento não é mais unicamente meu, que ele foi tirado do segredo, que está exposto, atrapalha, pela incapacidade de saber o que fazer com isso. 

Eu não sou o que eu penso, pois minha linha de raciocínio foi construída com o que viví e com o pouco estudei, e os pensamentos que surgem ao longo das socializações, são manipulados pelo ambiente.

Ter o pensamento público é a pior das coisas que podeira acontecer com alguém que já almejou ser um nada.


Um texto sem drama

 Que dificuldade é,
para mim,
não lamentar.

Não sei descrever,
pontos fortes,
meus.

Em duas estrofes,
lamentei de novo.

Eu não era assim
antes de gritar,
Ó o ovo.

É bem possível 
melhorar,
parar de lamentar.

O medo é
empolgar,
me tornar arrogante.

Mais um lamento,
ignorante,
que ofusca qualidades.

Vou ser, e agora ja sou,
depois de escrever,
alguém espetacular!

Servindo o que não serve

 Faça de mim o que quiser,
pode me usar como um espelho,
com um reflexo que não lhe cabe,
o que ver, não siga.
Pelo menos não na condição atual.

Faça de mim o que quiser,
mas não deixe de si próprio,
o egoismo de cada um,
unificado em todos,
é muito mais poderoso
que a minha boa conduta.

Se eu não estiver aqui,
a lembraça será como dizem.
Diferentemente entre uns e outros.

Jamais alguém que saiu do esgoto,
servirá como modelo,
como um bom moço,
Será no máximo um espelho,
que reflete desgosto.

Morte feliz

 Quando eu era guri
morri de rir,
literalmente!

Uma piada foi contada
e eu sufoquei dando risada,
infelizmente.

Deixei amigos e família,
mas hoje sou uma estrela que brilha,
intensamente.

Lembrança de um tal medo

 Gostaria hoje de relatar um acontecimento da infância, que provocou um medo em quem me criava e educava, fazendo eu ter alguns cuidados a mais do que o necessário, para me estimular o máximo possível, na esperança de eu não desenvolver deficiência intelectual.

Certa vez, com uns 4 anos de idade, na creche que eu ia, entrei em alguns pneus. Um colega empurrou os pneus e caí de costas, batendo a cabeça numa pedra. cortou e sangrou muito. E todos sabem que criança bater a cabeça é perigoso.

Minha mãe, desde então, me tratou demasiadamente atenciosa e preocupada com meu desenvolvimento. 

Aparentemente não tive retardo. Mas sinto que há algo diferente comigo. Não condeno o mimo que recebi, nem os momentos estressantes. Porém parece que não fui treinado muito bem para socializar. Me vejo sempre implorando atenção e demonstrando carência. Talvez essa carencia e sufocamento que provoco, seja resquícios de muito mimo.. talvez seja medo de um solidão que possa existir num futuro.

Enfim.. depois desse desabafo, que deveria ser feito em uma terapia psicológica, para um profissional da saúde mental guiar meu raciocínio para ver o lado bom disso, eu termino o texto.

Só voltarei aqui, hoje, para escrever mais, se surgir algum texto poético para digitar.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Descrevendo a sinopse

 Um retrato escrito

(demasiados textos, transmitidos em palavras avuslas, a absorção, através dos sentidos que meu corpo físico possui).


Do ponto de vista alheio

(interpretações através da linha de raciocínio, leigo e limitado, que meu cérebro, utilizando o pensamento, produz).


De uma criatura abstrata

(existência física e mental, conflituosa, partilhada, visível e sem hierarquia entre corpo e pensamento, que abstrai as relações sociais que tento ter).

O resultado da carência

 Nessa tarde de 9 de abril, acabei me empolgado com a atividade de escrever, por isso estou aqui novamente produzindo o terceiro texto do dia falando sobre mim, como faço sempre que converso com alguém. E como nesse momento as pessoas que eu converso virtualmente pararam de me dar atenção e eu senti carência, como sempre acontece, preferi escrever mais um pouco aqui nesse local virtual que quase ninguém acessa, e que diferente das outras redes sociais, não é impulsionado, algoritcamente, para outras pessoas.

Sendo assim, resumindo em um parágrafo o motivo do meu terceiro texto, passo para a fase seguinte do que estou fazendo. Escrever o real assunto que vim digitar. Quero nesse texto resumir e relatar sobre 2023.

Ano passado, quando estava em algum momento dos 6 meses que fiquei em abstinência de drogas, sempre que parava para pensar em algo que me intrigava, ouvia barulho de construções. Martelos batendo, serras serrando, coisas assim. Pensava sempre que eram os vizinhos, caso realmente eles tenham acesso ao meu raciocínio, exemplificando que a atividade que eu fazia era um trabalho. Digo isso pois aparentemente teve construção na minha rua quase que o ano inteiro em 2023.

Em 2023, também consegui superar a tal paranoia em partes. Desconsiderando o meio do ano que estava relacionando muitos textos antigos com minha vida, a maior parte do ano eu relevei as tais coincidências que me aconteceram. Por exemplo o relato anterior sobre o barulho de construção constante.

Agora por fim, para o texto não ficar muito longo, e depois de eu ter escrito o que me deu vontade de escrever, e que provavelmente eu escreveria para algum webamigo por conta da minha carência, saciei meu desejo e compulsão de escrita que senti. E caso alguém leia isso algum dia, deixo também um muito obrigado por ter me dado a atenção que meus atuais contatos evitaram de me dar pelas condições que me encontro. 

Paranóia ou pedido/conselho de um vizinho

 Ao produzir o texto "quebra de regra", antes de começar a digitar e deixar as palavras fluírem através de mim, causando a exposição e registro dos meus pensamentos, ouvi uma criança vizinha gritar "para!"

Curiosamente o grito poderia se encaixar com minha atividade e ter sido realmente dirigido a mim, no caso da tal paranóia nao ser realmente paranóia, como dizem ser, e esse tal vizinho tendo acesso ao que estou fazendo dentro da minha privacidade. Porém se considerar o contrário, ou eu tentar relatar isso para alguma pessoa dentre os que me tratam, certamente vão desconsiderar a possibilidade dos meus pensamentos estarem sendo transmitidos para esse tal vizinho e vão dizer que foi uma coincidência, dirão que o vizinho falou "para" para outra coisa que ele estava fazendo, e meu raciocínio de relacionar com minha atividade foi apenas uma paranóia.

Sendo ou não paranóia, é esse tipo de coisa que me perturba. No caso de não ser sintoma da doença, eu sinto que perdi completamente minha privacidade, e por isso será difícil encontrar alguém pra compartilhar a vida. E caso sendo apenas um sintoma de psicose, eu infelizmente enlouqueci. E ser louco também afasta as amizades e possíveis amores.

Quebra da regra

 Dois mil e vinte e quatro,
estou vivendo apenas
quebrando a regra.

Mas o que posso fazer,
se tu leitor,
a verdade, não me entrega.

Sinto e sei
que a vida nesse ano,
tem sido
uma vida de merda.

Sei que posso ser melhor,
posso me superar,
ir muito mais além,
descobrindo como viver,
ou o que fazer,
com o acaso que me aconteceu.

Entretanto,
caso sem guia,
ou sem professor,
a realidade é que fodeu!

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Não superação

 Pensava ter superado
boa parte do que me aperta o coração,
mas vi que ainda é cutucado
coisas de uma antiga paixão.

Hoje senti saudade,
meus olhos suaram,
se eu pudesse chorava um balde,
ainda bem que não notaram.

O óculos me camuflou,
escondeu a minha dor,
sem despedida me vou,
ignorando o julgamento
de manipulador.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Reflexão própria, tardia, sobre o sentido/rumo/direção do tempo

 Pra qual lado, em que sentido, qual é o rumo, de onde pra onde, o tempo está se movendo?

Conseguimos perceber ele. Um momento é um momento e por processarmos sequencialmente um momento após o outro, temos a noçao de que há algo, que chamamos de tempo, se movendo sideralmente..

Mas qual o sentido/rumo/direçao desse movimento do tempo?

Poderíamos basicamente dizer, pra frente, pro futuro, considerando que o futuro está a frente.. Porém, pra qual lado fica essa tal frente que o tempo está indo no cosmo?

Alguém provávelmente sabe responder essa pergunta, pois essa dúvida é muito como. Mas no caso eu sendo demasiado leigo, tenho apenas uma suspeita da direção do tempo. 
Sabendo que corpos celestes distorcem a direçao da luz e o tempo, acredito que o tempo não está indo pra frente, e sim pra dentro daquilo que chamamos de buraco-negro. Mas como? Essa absorção de tempo por um buraco deveria afetar o universo todo, e nós, aqui na terra, orbintando uma estrela, observamos a passagem do tempo desconsiderando totalmente essa engolida de tempo que acontece muito distante de nós.

Como é ruim não ter conhecimento aprofundado em algum assunto e devanear baboseiras sem fundamento algum, utilizando o minimo e basico aprendizado que um cidadão, pobre e comum, recebe ao longo da vida.

O mais profundo pensamento sobre o tempo que consigo raciocinar, é que o tempo é uma distância entre dois pontos no universo. E tudo que o tempo tem de nós, são nossas vidas. Somos propriedade do tempo.

quinta-feira, 7 de março de 2024


 Releitura gráfica
 do texto "9/9/18",
Feita pelo amigo, Danilo, 
enquanto ele, hospitalizado, se recupera.

sábado, 2 de março de 2024

Dez culpas sem soluções

 A melhor maneira de se desculpar, é colocar a culpa em outro alguém. Apesar da culpa ainda existir, pelo menos ela não é mais sua.

 A maneira para melhor se envergonhar,

é não aceitar seus erros, porém

o erro, tendo só o passado para possuir,

o futuro tem toda possibilidade ainda crua.


O jeito mais fácil de se administrar,

é buscar todo dia forças para ir além.

Embora o fracasso possa, de novo, vir,

sempre faça que uma força de vontade te possua.


sexta-feira, 1 de março de 2024

Qual a certeza do tempo?

 Talvez eu esteja no tempo errado. Não sei se mental e cognitivamente. Talvez eu esteja num tempo sideral atrasado, que deu errado, que não seja mais solucionável. Difícil saber qual o tempo certo, ou como ter a certeza de que tempo eu estou vivendo.

Eu vejo o mundo girar e girar, e o mundo girando parece em ver. Eu vejo as pessoas vagar e vagar, e as pessoas parecem me ver. Porém parece que as pessoas não me veem apenas fisicamente, parece que elas veem também meu invisível. Quando pergunto para elas, se elas conseguem ver o que ninguém deveria ver de mim, me negam. Quando esqueço que possivelmente elas veem, sou o pior ser humano do mundo. Quando lembro, sou ainda pior.

Eu já não sei mais como abordar a situação. Eu penso e penso, e tudo que penso não me sustenta. Eu sou fraco em alguns momentos decisivos, e essa fraqueza me corrói, literalmente.

Eu espero dias chegarem para tomar atitudes, os dias chegam, o tempo passa, e vivo igual. Não sei, realmente não sei, além do tempo, o que se passa.

Sem real sinceridade. Sem lidar com a situação de forma diferente, perco muito tempo, e tudo o que o tempo tem de mim é minha vida. Minha única vida está sendo deixada no tempo, sem perspectiva de ser uma boa vida sendo vivida. 

Não consigo mais não acreditar naquilo que demonstraram ser a realidade. E sendo a realidade negada, viveria eu num tempo de mentiras? Sendo a mentira uma das piores coisa desse possível, errado, tempo em que existo.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Miolos no asfalto

 Ontem, em 19 de fevereiro, passei por cima das ideias de alguém. Não sei quem. mas soube através de um motoboy, que aquele vermelho escuro no canto do asfalto, tinha sido outrora, as ideias de alguém, que por lástima, foi assassinado e deixou ali, atirado no chão, parte dos seus miolos, antes, pensantes.

Passar com as rodas da minha velha bicicleta por cima do resto do cérebro de alguém, me provocou um sentimento estranho. Algo que não sei explicitar. Como eu, um simples viajante do tempo, um ser vivo e racional, podeira passar por cima de partes da ex racionalidade de alguém? 

Senti como somos frágeis. Como pode, num piscar de olhos, no puxar de um gatilho, toda as ideias de um outro corpo, foi jogada no canto de uma estrada. O corpo se tornou um objeto inanimado. Mas as ideias, mesmo eu sabendo que não, sinto que elas ainda estavam lá de alguma forma.

sábado, 27 de janeiro de 2024

Ponderação sobre eu, mim e autoser

 Se não sou meu pensamento,
e meu pensamento que deveria cuidar do meu corpo, falha, meu pensamento não é meu corpo e meu corpo não reage às ordens dadas por essa outra coisa que existe dentro de mim.
Se meu corpo é fraco e descontrolado, e meu pensamento é manipulado pelos vícios tóxicos que meu corpo tem, o que será de mim, daqui pra frente, se por fissura não consigo ser quem sou. Ou, pelo menos, não consigo ser quem eu gostaria que eu fosse. 
Caso algum dia eu consiga entender o que meu corpo é, o que meu pensamento é e qual dos dois tem a autoridade maior entre eles, conseguirei estabelecer disciplina. E com disciplina estabelecida, me autoseria potente o suficiente para encarar a vida como se deve fazer.

Veja as vendas

 Se te vendo, te perco.
Não há nada que resolva isso.
E sem você, me vendo,
sou levado pra distante.
Calados dos olhos, apenas
memoramos ex-olhares radiantes.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Relação texto-vida

     É difícil escrever sobre gostar da vida, quando se tem um pouco de desgosto de viver.
    Não sou, eu, um grande amante da vida, apesar de ter medo de ser morto algum dia.
    Desde muito cedo, na minha história, que escrevo com atitudes, as vezes certas, mais outras vezes bem errada, sempre pingou dentro de mim vontades de sumir, abandonar meu ambiente cotidiano, minha zona de conforto, e ir ser um ninguém na rua. Vocês sabem? Aqueles ninguém, invisíveis, que são desconsiderados pela nossa visão quando vagamos pelas ruas das cidades. Aqueles anônimos até certo ponto, pois quando se aproximam para mendigar, muitos ambulantes sentem medo de assaltos ou coisas do tipo. Sim eu desde muito cedo quis me afastar das pessoas que realmente se preocupam comigo. 
    Logo quando piá, a vontade de não existir mais, sempre me enamorou. E agora adulto, veterano, desconheço o amor por essa energia, que dentro de mim, me movimenta, me faz interagir com o espaço e se manifesta presente num pedacinho minusculo em comparaçao com a imensidão cósmica.
Sugeriram-me escrever textos que falem desse amar a vida. Pois bem, aqui está relatado o quanto e o porquê esse tema, essa nova musa que procuro para iluminar minha criativadae, será dificultosa, sentimentalmente.

Rio na face

 Se o passado fosse presente, o futuro seria agora, e se o presente fosse bom, não saberia, eu, por qual motivo, tu, choras.

Vendo tua lágrima escorrer,
entristeço também meu pensamento.
Faço do rio um berço,
e me despeço em afogamento.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Filho da terra

 Sou filho de ibi,
do Tupi, terra,
e não entendo a guerra.

Última e primeira vez que isso escrevi,
o clima reagiu,
a TV interviu.

Não tem sentido desgostar,
invadir e matar alguém,
usar explosivos para envia-los pro além.

Minha e nossa mãe, o planeta,
não suporta mais
desrespeito para com o universo e a Terra,
"nossos pais".

Baterias?

 num universo onde baterias tem vidas:

Pelas desavenças e extremidades politicas,
o jornalista Fulano admitiu:
- bateria bateria em bateria.
E, Fulano, ainda complementou:
- bateria batida bateria em bateria de volta.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Desabafo de um amigo

     Colarei aqui uma mensagem de texto recebida em um aplicativo de conversação, o desabafo de um amigo sobre a experiência dele de tentar alimentar-se de um modo mais sadio, almoçando uma fruta bem conhecida e popular entre os que buscam um maior cuidado para com seu corpo. Esse amigo eu conheço pelo apelido Gordo, mesmo ele já ser magro nos dias de atuais. 
    Também deixo aqui explicado que o relado dele sobre o almoço de hoje está sendo publicado aqui, por eu considerar muito poetica a maneira como ele descreveu, e para nao perder o texto interessante, eternizo a experiencia cotidiana, aleatoria, que ele me relatou.

Gordo em 18/01/2024 às 15:00h
Na tentativa de ser mais saudável, acordei decidido a comer apenas uma fatia considerável de mamão no almoço, porém eu nunca comi ou não me recordo de fazer tal coisa, a primeira mordida me pareceu satisfatório, não como esperava mas menos pior que imaginava, porém nas próximas mordidas comecei a questionar minha opinião inicial, comecei a começo por volta das 11:20, só fui conseguir terminar ao meio dia, agora tomei uma nova decisão, nunca, jamais, nem por um caralho eu comerei mamão novamente

sábado, 13 de janeiro de 2024

Verão repetido.

 Já faz algum tempo que não escrevo textos expressando um retrato escrito do meu pensamento alheio, por no ano passado ter investido em poesia. Não que eu sabia as regras poéticas para escrever poesia de verdade. Então não sabendo as regras de poesia, criei minhas próprias estruturas. Enfim.. Não é exatamente sobre o ano que terminou a poucos dias que quero desenvolver esse aglomerado de letras, que ponho aqui nesse ambiente, isolado e virtual. Quero, na verdade, tentar explicar de algum modo, o que descobri sobre mim, e que percebi a aceitação e esperança de pessoas que eu desconheço.
Em 2023, ano que se passou, aceitei de vez a minha doença psicologica e preciso falar dela de algum modo, parecido com como as pessoas falam dela para mim. As pessoas que tem a inteção de me ajudar a viver melhor, conversam comigo, sobre meu transtorno, nas entrelinhas. Talvez por eu ter sido um cara mal e correr o risco de morrer, talvez porque tinham medo de assumir desde o inicio o que estava acontecendo, e eu não suportar o peso psiquico de uma doença grave, nunca resgistrada na história da medicina, sem remédio ou tratamento, que cure essa merda, e acabar tirando a vida desse corpo que carrego a quase 33 anos. Porém, eu cheguei em um ponto que nao consigo mais esconder o jogo. Ano passado, 2023, eu resolvi nao internalizar mais um Igor bondoso e preocupado com o rumo que a sociedade, em praticamente todos os cantos do mundo, está errando.
    Caso eu continuasse escondendo o jogo, sobrepondo um pensamento individualista, egocentrico e cheio de vícios (autoassassinador), nao conseguiria passa de fase nesse jogo da vida, que todos nós somos obrigados a jogar, quando saímos de dentro de uma fêmea ancestral, que nos gerou e cultivou por meses. Somente sendo exatamente como eu, (infelizmente e indesejável), de minha parte, sou, é que conseguirei evoluir meu carater, minha indole, minha ética, minha moral, meu intelecto, meu respeito para com os outros seres, e para com nossa casa Terra. E determinei para mim mesmo o prazo de 1 ano de carência social, pra aprender a viver novamente. Aprender a socializar como quando eu não tinha o que hoje tenho. 
    Eu batalhei contra vicios por meses, e quando fui observado, por ser exatamente o mais perto do que eu consigo me ser, senti medo. Com todo esse medo dentro de mim, quis que me respeitassem, mas ao entrar em uma transmissao ao vivo na internet, coisa que quando esse blog começou, praticamente nao existia, vi pessoas rindo. Sim, estavam debochando de um momento dificil que passei, e que todos nós passamos. E ao conversar com essas pessoas, ainda fui chamado de idiota. E toda a batalha que eu estava travando contra minhas vontades viciais, por meses, foi pro beleléu.
    Agora, pouco mais de um mês depois do deslise, resolvi textear esse desabafo com os fantasmas desse meu blog.
    Tem sido um começo de ano, 2024, difícil, pesado e completamente diferente do que gostaria que estivesse sendo minha vida. Já se passaram 13 dias desde que esse novo ano começou, e se eu consegui vencer 2 dias, foi muito. Sabe, (nesse momento me citarei em terceira pessoa, para quando no futuro eu reler isso, eu conversar comigo daquele tempo), Igor, eu sei que eu, teu pensamento, e também nosso corpo, não é fraco. Pelo menos não mentalmente. Acredito que tenho capacidade de superar tudo que me prejudica. E ter um final de vida velho, caso chegue a envelhecer, próspero e sem muitas mazelas. Só que eu não sei como ou onde aqui dentro do meu, ou do nosso, corpo, eu reencontro aquele desejo robusto de superar, pelo menos de iníco, incontáveis dias de NÃOs.
    Nada mudou nesse verão. As chuvas vindas do norte ainda não chovem no feudo. Os sinais que esperava a 10 anos atrás, parece que chegam em grandes quantidades agora, e infelizmente, não sei o que fazer com eles. Todos os sinais pedem que sejamos, eu e meu pensamento, o mesmo maluco feliz e parcialmente sadio, daquele tempo em que comecei a escrever aqui. Ou seja, os sinais querem que nada mude nesse verão. Ou talvez ao invés de sinais, as psicoses e paranoias, querem que o verão seja repetitivo, como fora em 14.
    Para encerrar essa conversa que acabei de extrair dos meus miolos, e transformei em alguns riscos que consigo absorver e interpretar como informação, seja lá o que for uma informação, peço que se respeite mais. Que se ame mais. Que se cuide mais.

Tempo presente, castigo.

 O tempo é presente ou castigo?
Ao mesmo instante que ele cura,
muitos tipos de dores,
de sentimentais 
à físicas
reais,
Ele te arrasta para os moedores,
para o fim da leitura,
pro lado de fora do abrigo,
tira do corpo, a vida.

O tempo é castigo ou presente?
Ao mesmo momento que ensina
diversos saberes importantes
para suportar a labuta,
o existir,
Ele tambem te tortura,
te faz anônimo, ou importante,
te acidenta em qualquer esquina,
afasta-te dos mais queridos parentes,

te faz pra sempre, dormir.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Releitura do poema popular

 gostaria de poeta ser, porém não o sei,
porque ler é ouvir as letras,
entretanto não aprendi como escrever.

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