É difícil escrever sobre gostar da vida, quando se tem um pouco de desgosto de viver.
Não sou, eu, um grande amante da vida, apesar de ter medo de ser morto algum dia.
Desde muito cedo, na minha história, que escrevo com atitudes, as vezes certas, mais outras vezes bem errada, sempre pingou dentro de mim vontades de sumir, abandonar meu ambiente cotidiano, minha zona de conforto, e ir ser um ninguém na rua. Vocês sabem? Aqueles ninguém, invisíveis, que são desconsiderados pela nossa visão quando vagamos pelas ruas das cidades. Aqueles anônimos até certo ponto, pois quando se aproximam para mendigar, muitos ambulantes sentem medo de assaltos ou coisas do tipo. Sim eu desde muito cedo quis me afastar das pessoas que realmente se preocupam comigo.
Logo quando piá, a vontade de não existir mais, sempre me enamorou. E agora adulto, veterano, desconheço o amor por essa energia, que dentro de mim, me movimenta, me faz interagir com o espaço e se manifesta presente num pedacinho minusculo em comparaçao com a imensidão cósmica.
Sugeriram-me escrever textos que falem desse amar a vida. Pois bem, aqui está relatado o quanto e o porquê esse tema, essa nova musa que procuro para iluminar minha criativadae, será dificultosa, sentimentalmente.
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
Relação texto-vida
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