Já faz algum tempo que não escrevo textos expressando um retrato escrito do meu pensamento alheio, por no ano passado ter investido em poesia. Não que eu sabia as regras poéticas para escrever poesia de verdade. Então não sabendo as regras de poesia, criei minhas próprias estruturas. Enfim.. Não é exatamente sobre o ano que terminou a poucos dias que quero desenvolver esse aglomerado de letras, que ponho aqui nesse ambiente, isolado e virtual. Quero, na verdade, tentar explicar de algum modo, o que descobri sobre mim, e que percebi a aceitação e esperança de pessoas que eu desconheço.
Em 2023, ano que se passou, aceitei de vez a minha doença psicologica e preciso falar dela de algum modo, parecido com como as pessoas falam dela para mim. As pessoas que tem a inteção de me ajudar a viver melhor, conversam comigo, sobre meu transtorno, nas entrelinhas. Talvez por eu ter sido um cara mal e correr o risco de morrer, talvez porque tinham medo de assumir desde o inicio o que estava acontecendo, e eu não suportar o peso psiquico de uma doença grave, nunca resgistrada na história da medicina, sem remédio ou tratamento, que cure essa merda, e acabar tirando a vida desse corpo que carrego a quase 33 anos. Porém, eu cheguei em um ponto que nao consigo mais esconder o jogo. Ano passado, 2023, eu resolvi nao internalizar mais um Igor bondoso e preocupado com o rumo que a sociedade, em praticamente todos os cantos do mundo, está errando.
Caso eu continuasse escondendo o jogo, sobrepondo um pensamento individualista, egocentrico e cheio de vícios (autoassassinador), nao conseguiria passa de fase nesse jogo da vida, que todos nós somos obrigados a jogar, quando saímos de dentro de uma fêmea ancestral, que nos gerou e cultivou por meses. Somente sendo exatamente como eu, (infelizmente e indesejável), de minha parte, sou, é que conseguirei evoluir meu carater, minha indole, minha ética, minha moral, meu intelecto, meu respeito para com os outros seres, e para com nossa casa Terra. E determinei para mim mesmo o prazo de 1 ano de carência social, pra aprender a viver novamente. Aprender a socializar como quando eu não tinha o que hoje tenho.
Eu batalhei contra vicios por meses, e quando fui observado, por ser exatamente o mais perto do que eu consigo me ser, senti medo. Com todo esse medo dentro de mim, quis que me respeitassem, mas ao entrar em uma transmissao ao vivo na internet, coisa que quando esse blog começou, praticamente nao existia, vi pessoas rindo. Sim, estavam debochando de um momento dificil que passei, e que todos nós passamos. E ao conversar com essas pessoas, ainda fui chamado de idiota. E toda a batalha que eu estava travando contra minhas vontades viciais, por meses, foi pro beleléu.
Agora, pouco mais de um mês depois do deslise, resolvi textear esse desabafo com os fantasmas desse meu blog.
Tem sido um começo de ano, 2024, difícil, pesado e completamente diferente do que gostaria que estivesse sendo minha vida. Já se passaram 13 dias desde que esse novo ano começou, e se eu consegui vencer 2 dias, foi muito. Sabe, (nesse momento me citarei em terceira pessoa, para quando no futuro eu reler isso, eu conversar comigo daquele tempo), Igor, eu sei que eu, teu pensamento, e também nosso corpo, não é fraco. Pelo menos não mentalmente. Acredito que tenho capacidade de superar tudo que me prejudica. E ter um final de vida velho, caso chegue a envelhecer, próspero e sem muitas mazelas. Só que eu não sei como ou onde aqui dentro do meu, ou do nosso, corpo, eu reencontro aquele desejo robusto de superar, pelo menos de iníco, incontáveis dias de NÃOs.
Nada mudou nesse verão. As chuvas vindas do norte ainda não chovem no feudo. Os sinais que esperava a 10 anos atrás, parece que chegam em grandes quantidades agora, e infelizmente, não sei o que fazer com eles. Todos os sinais pedem que sejamos, eu e meu pensamento, o mesmo maluco feliz e parcialmente sadio, daquele tempo em que comecei a escrever aqui. Ou seja, os sinais querem que nada mude nesse verão. Ou talvez ao invés de sinais, as psicoses e paranoias, querem que o verão seja repetitivo, como fora em 14.
Para encerrar essa conversa que acabei de extrair dos meus miolos, e transformei em alguns riscos que consigo absorver e interpretar como informação, seja lá o que for uma informação, peço que se respeite mais. Que se ame mais. Que se cuide mais.
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sábado, 13 de janeiro de 2024
Verão repetido.
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