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sábado, 27 de janeiro de 2024

Ponderação sobre eu, mim e autoser

 Se não sou meu pensamento,
e meu pensamento que deveria cuidar do meu corpo, falha, meu pensamento não é meu corpo e meu corpo não reage às ordens dadas por essa outra coisa que existe dentro de mim.
Se meu corpo é fraco e descontrolado, e meu pensamento é manipulado pelos vícios tóxicos que meu corpo tem, o que será de mim, daqui pra frente, se por fissura não consigo ser quem sou. Ou, pelo menos, não consigo ser quem eu gostaria que eu fosse. 
Caso algum dia eu consiga entender o que meu corpo é, o que meu pensamento é e qual dos dois tem a autoridade maior entre eles, conseguirei estabelecer disciplina. E com disciplina estabelecida, me autoseria potente o suficiente para encarar a vida como se deve fazer.

Veja as vendas

 Se te vendo, te perco.
Não há nada que resolva isso.
E sem você, me vendo,
sou levado pra distante.
Calados dos olhos, apenas
memoramos ex-olhares radiantes.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Relação texto-vida

     É difícil escrever sobre gostar da vida, quando se tem um pouco de desgosto de viver.
    Não sou, eu, um grande amante da vida, apesar de ter medo de ser morto algum dia.
    Desde muito cedo, na minha história, que escrevo com atitudes, as vezes certas, mais outras vezes bem errada, sempre pingou dentro de mim vontades de sumir, abandonar meu ambiente cotidiano, minha zona de conforto, e ir ser um ninguém na rua. Vocês sabem? Aqueles ninguém, invisíveis, que são desconsiderados pela nossa visão quando vagamos pelas ruas das cidades. Aqueles anônimos até certo ponto, pois quando se aproximam para mendigar, muitos ambulantes sentem medo de assaltos ou coisas do tipo. Sim eu desde muito cedo quis me afastar das pessoas que realmente se preocupam comigo. 
    Logo quando piá, a vontade de não existir mais, sempre me enamorou. E agora adulto, veterano, desconheço o amor por essa energia, que dentro de mim, me movimenta, me faz interagir com o espaço e se manifesta presente num pedacinho minusculo em comparaçao com a imensidão cósmica.
Sugeriram-me escrever textos que falem desse amar a vida. Pois bem, aqui está relatado o quanto e o porquê esse tema, essa nova musa que procuro para iluminar minha criativadae, será dificultosa, sentimentalmente.

Rio na face

 Se o passado fosse presente, o futuro seria agora, e se o presente fosse bom, não saberia, eu, por qual motivo, tu, choras.

Vendo tua lágrima escorrer,
entristeço também meu pensamento.
Faço do rio um berço,
e me despeço em afogamento.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Filho da terra

 Sou filho de ibi,
do Tupi, terra,
e não entendo a guerra.

Última e primeira vez que isso escrevi,
o clima reagiu,
a TV interviu.

Não tem sentido desgostar,
invadir e matar alguém,
usar explosivos para envia-los pro além.

Minha e nossa mãe, o planeta,
não suporta mais
desrespeito para com o universo e a Terra,
"nossos pais".

Baterias?

 num universo onde baterias tem vidas:

Pelas desavenças e extremidades politicas,
o jornalista Fulano admitiu:
- bateria bateria em bateria.
E, Fulano, ainda complementou:
- bateria batida bateria em bateria de volta.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Desabafo de um amigo

     Colarei aqui uma mensagem de texto recebida em um aplicativo de conversação, o desabafo de um amigo sobre a experiência dele de tentar alimentar-se de um modo mais sadio, almoçando uma fruta bem conhecida e popular entre os que buscam um maior cuidado para com seu corpo. Esse amigo eu conheço pelo apelido Gordo, mesmo ele já ser magro nos dias de atuais. 
    Também deixo aqui explicado que o relado dele sobre o almoço de hoje está sendo publicado aqui, por eu considerar muito poetica a maneira como ele descreveu, e para nao perder o texto interessante, eternizo a experiencia cotidiana, aleatoria, que ele me relatou.

Gordo em 18/01/2024 às 15:00h
Na tentativa de ser mais saudável, acordei decidido a comer apenas uma fatia considerável de mamão no almoço, porém eu nunca comi ou não me recordo de fazer tal coisa, a primeira mordida me pareceu satisfatório, não como esperava mas menos pior que imaginava, porém nas próximas mordidas comecei a questionar minha opinião inicial, comecei a começo por volta das 11:20, só fui conseguir terminar ao meio dia, agora tomei uma nova decisão, nunca, jamais, nem por um caralho eu comerei mamão novamente

sábado, 13 de janeiro de 2024

Verão repetido.

 Já faz algum tempo que não escrevo textos expressando um retrato escrito do meu pensamento alheio, por no ano passado ter investido em poesia. Não que eu sabia as regras poéticas para escrever poesia de verdade. Então não sabendo as regras de poesia, criei minhas próprias estruturas. Enfim.. Não é exatamente sobre o ano que terminou a poucos dias que quero desenvolver esse aglomerado de letras, que ponho aqui nesse ambiente, isolado e virtual. Quero, na verdade, tentar explicar de algum modo, o que descobri sobre mim, e que percebi a aceitação e esperança de pessoas que eu desconheço.
Em 2023, ano que se passou, aceitei de vez a minha doença psicologica e preciso falar dela de algum modo, parecido com como as pessoas falam dela para mim. As pessoas que tem a inteção de me ajudar a viver melhor, conversam comigo, sobre meu transtorno, nas entrelinhas. Talvez por eu ter sido um cara mal e correr o risco de morrer, talvez porque tinham medo de assumir desde o inicio o que estava acontecendo, e eu não suportar o peso psiquico de uma doença grave, nunca resgistrada na história da medicina, sem remédio ou tratamento, que cure essa merda, e acabar tirando a vida desse corpo que carrego a quase 33 anos. Porém, eu cheguei em um ponto que nao consigo mais esconder o jogo. Ano passado, 2023, eu resolvi nao internalizar mais um Igor bondoso e preocupado com o rumo que a sociedade, em praticamente todos os cantos do mundo, está errando.
    Caso eu continuasse escondendo o jogo, sobrepondo um pensamento individualista, egocentrico e cheio de vícios (autoassassinador), nao conseguiria passa de fase nesse jogo da vida, que todos nós somos obrigados a jogar, quando saímos de dentro de uma fêmea ancestral, que nos gerou e cultivou por meses. Somente sendo exatamente como eu, (infelizmente e indesejável), de minha parte, sou, é que conseguirei evoluir meu carater, minha indole, minha ética, minha moral, meu intelecto, meu respeito para com os outros seres, e para com nossa casa Terra. E determinei para mim mesmo o prazo de 1 ano de carência social, pra aprender a viver novamente. Aprender a socializar como quando eu não tinha o que hoje tenho. 
    Eu batalhei contra vicios por meses, e quando fui observado, por ser exatamente o mais perto do que eu consigo me ser, senti medo. Com todo esse medo dentro de mim, quis que me respeitassem, mas ao entrar em uma transmissao ao vivo na internet, coisa que quando esse blog começou, praticamente nao existia, vi pessoas rindo. Sim, estavam debochando de um momento dificil que passei, e que todos nós passamos. E ao conversar com essas pessoas, ainda fui chamado de idiota. E toda a batalha que eu estava travando contra minhas vontades viciais, por meses, foi pro beleléu.
    Agora, pouco mais de um mês depois do deslise, resolvi textear esse desabafo com os fantasmas desse meu blog.
    Tem sido um começo de ano, 2024, difícil, pesado e completamente diferente do que gostaria que estivesse sendo minha vida. Já se passaram 13 dias desde que esse novo ano começou, e se eu consegui vencer 2 dias, foi muito. Sabe, (nesse momento me citarei em terceira pessoa, para quando no futuro eu reler isso, eu conversar comigo daquele tempo), Igor, eu sei que eu, teu pensamento, e também nosso corpo, não é fraco. Pelo menos não mentalmente. Acredito que tenho capacidade de superar tudo que me prejudica. E ter um final de vida velho, caso chegue a envelhecer, próspero e sem muitas mazelas. Só que eu não sei como ou onde aqui dentro do meu, ou do nosso, corpo, eu reencontro aquele desejo robusto de superar, pelo menos de iníco, incontáveis dias de NÃOs.
    Nada mudou nesse verão. As chuvas vindas do norte ainda não chovem no feudo. Os sinais que esperava a 10 anos atrás, parece que chegam em grandes quantidades agora, e infelizmente, não sei o que fazer com eles. Todos os sinais pedem que sejamos, eu e meu pensamento, o mesmo maluco feliz e parcialmente sadio, daquele tempo em que comecei a escrever aqui. Ou seja, os sinais querem que nada mude nesse verão. Ou talvez ao invés de sinais, as psicoses e paranoias, querem que o verão seja repetitivo, como fora em 14.
    Para encerrar essa conversa que acabei de extrair dos meus miolos, e transformei em alguns riscos que consigo absorver e interpretar como informação, seja lá o que for uma informação, peço que se respeite mais. Que se ame mais. Que se cuide mais.

Tempo presente, castigo.

 O tempo é presente ou castigo?
Ao mesmo instante que ele cura,
muitos tipos de dores,
de sentimentais 
à físicas
reais,
Ele te arrasta para os moedores,
para o fim da leitura,
pro lado de fora do abrigo,
tira do corpo, a vida.

O tempo é castigo ou presente?
Ao mesmo momento que ensina
diversos saberes importantes
para suportar a labuta,
o existir,
Ele tambem te tortura,
te faz anônimo, ou importante,
te acidenta em qualquer esquina,
afasta-te dos mais queridos parentes,

te faz pra sempre, dormir.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Releitura do poema popular

 gostaria de poeta ser, porém não o sei,
porque ler é ouvir as letras,
entretanto não aprendi como escrever.

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