Parece ser, praticamente bom, deixar os webamigos, livres e sem sufoco, enquanto escrevo textos sobre mim, para eu mesmo.
Digamos que eu esteja aprendendo a conversar comigo, através de um certo tipo de cartas virtuais.
Se eu tivesse capacidade, descreveria aqui todas as vezes que notei coisas muito singulares, acontecendo ao meu redor, como por exemplo palavras de pessoas, que pareciam falar sobre mim, sobre algo que me aconteceu, mas que por enquanto, acredito que pelo meu comportamento inadequado, não possa ser revelado.
Agora, 13 anos depois de iniciar os escritos aqui, vejo que os primórdios do blog, ja anunciava uma separação entre corpo e mente. A tal coisa que percebo em gestos e conversas, é de fato uma separação, um compartilhamento do meu pensamento com os outros. Eu ja estou cansado de falar sobre isso. Até porque algumas pessoas, sem muita convicção, confirmaram o fato. E o que eu comecei a fazer lá no início das escritas, agora vivo acreditando que consegui, e me incomoda.
Perceber que o pensamento não é mais unicamente meu, que ele foi tirado do segredo, que está exposto, atrapalha, pela incapacidade de saber o que fazer com isso.
Eu não sou o que eu penso, pois minha linha de raciocínio foi construída com o que viví e com o pouco estudei, e os pensamentos que surgem ao longo das socializações, são manipulados pelo ambiente.
Ter o pensamento público é a pior das coisas que podeira acontecer com alguém que já almejou ser um nada.
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