Mais uma vez aqui, escrevendo sem ter o que escrever. Apenas praticando o exercício proposto por uma psicóloga, de que se eu gosto de fazer isso, mesmo não tendo nada relevante para publicar, mesmo não tendo inspiração para um texto, me forçar a pelo menos começar. Caso fique muito ruim, eu deixo como rascunho, como vários outros que tenho guardado aqui no blogger.
A ideia desse monólogo de hoje, dessa madrugada de quinta feira, é relatar a péssima rotina de maus hábitos que adquiri nesse meio ano de 2024. Uma rotina diária horrivel, que meu corpo força demais, quando os níveis de substancias diminuem no meu cerebro, quando eu acordo depois de um longo sono.
Primeiramente eu acordo, saio do mundo onírico, e volto para a realidade. Mesmo eu desconsiderando a realidade da maioria, como a realidade certa. Pois quando cesso o uso de antipsicótico, minha realidade fica completamente diferente, e eu entendo algumas nuances a mais. Meio que percebo indiretas e duplo sentido nas palavras, quando estou em estado de surto.
Então... após acordar, me alimento, volto e deito na cama, e é aí que a fissura aparece. Eu sei de onde ela vem, sei o motivo dela aparecer, e mesmo assim não consigo suportar. Depois pego o celular e vou em redes sociais. O hábito de olhar redes sociais é ruim. Gostaria de me desfazer dele. Ja pensei até em deixar de usar smartphone e voltar para aqueles celulares antigos, de teclad, que apenas faz chamada telefônica e envia pequenas mensagens de textos.
Voltando sobre o aparecimento da fissura, em textos publicados aqui, anos atrás, relatei alguns dias, sobre alguns dias de abstinência. Mas esse ano está muito pior. Eu realmente já não sei mais o que posso fazer, sozinho, para ser mais forte que o pensamento de usar.
Estou com o horário de dormir invertido. Uso droga até a madrugada, amanheço acordado e durmo durante o dia. Eu gosto do período diário, quando tem luz do sol, para me manter ativo. Entretanto, nos ultimos meses, tenho perdido a claridade e a vitamina que o sol nos oferece.
Eu tinha, no início do ano, tentado criar o hábito de exercícios. Peladas e tal. Mas depois de um tempo eu praticava a pedalada somente após o uso. Isso fez minha rotina de exercícios ser praticada somente após estar alterado. A vontade desaparecia, caso eu não tivesse usado nada antes. Depois das pedaladas, inventei de fazer flexões, mas usei o cansaço e a descarga de dopamina e serotonina, como uma meio de reativar o efeito das substâncias que estavam no sangue. Isso também foi uma arma contra mim mesmo.
Eu gostaria muito que esse meu corpo conseguisse se desintoxicar. Gostaria demais que o meu pensamento, essa coisa estranha que habita meu cérebro, fosse mais forte que os desejos do corpo. Mas minha mente é fraca.
Na madrugada de ontem, assistindo uma transmissão ao vivo de outra psicóloga, ela me recomendou mudar minha rotina aos poucos. Pois como em uma acadêmia, não iniciamos os treinos direto com os pesos mais pesados. A mudança tem que ser gradual. O problema é que eu não faço ideia de qual parte do dia, se eu mudar, vai suprimir o desejo que o corpo joga na minha mente.
São dias completamente repetitivos. Isso me deixar completamente desgostoso para comigo mesmo.
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