No nosso mundo há uma vida que pede socorro. Ele agride os parasitas que estão machucando. A ferida provocada, cada vez mais cutucada, aparenta estar gangrenando. E infelizmente não há possibilidade de amputação.
A Terra, nosso único lar celestial, está morrendo pela necrose estabelecida nessa lógica de produção e consumo eterno, impossível de manter. O rastro de podridão, gerado pelas embalagens dos produtos comercializados, é o verme que infecciona sua pele.
Há uma vida em prantos, nesse globo que nos abriga. Essa vida não pede que parem, ela revida, porque tem tempo e paciência para estabilizar novamente um equilíbrio natural, que foi dado aos animais da atual época, mas que um desses animais precisou manipular o ambiente para se manter existindo, em vez do ambiente manipular a existência dele.
Tenho ciência da obviedade do que estou escrevendo. Mas repito, no nosso mundo há uma vida que pede socorro.
Cambio.
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