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domingo, 19 de outubro de 2025

Devaneio pseudofilosófico com relação ao tempo

Breve pensamento para com o futuro:
Partindo da ideia da não existência material e física, de um tempo futuro. E considerando a possibilidade de que ele há de existir. Quantos pico-agoras é necessário darmos fé, para que se possa fazer um planejamento, de alguma ação, que pretende-se realizar, tornar real, transformar em um realidade, em algum momento?
É preciso confiar que haverá quantos incontáveis agoras, para que algum desejo pessoal se torne existente e, logo em seguida, se torne um eterno antes?
Qual é a quentidade de presentes, que cabe em um brevíssimo presente, no futuro que se crê, existir?


Breve pensamento para com o passado:
Partindo da ideia de que, fisicamente, o passado se torna imaterial, exatamente no momento que o tempo deixa de ser um agora e vira um antes.
Como podemos produzir apenas uma existência mental dele, sem a necessidade de desmontar a percepção de um "agora" e de um "depois", que faz com que nossa mente construa a presença dessa "memória"?
Como acessar a informação da existência de um antes, e ao mesmo tempo, ter no pensamento a existência de um presente e/ou um esperado futuro?
Para construir no pensamento, ou sei la, reviver uma memória, o pensamento não tem a necessidade de desligar, ou a necessidade de não produzir a ideia de estar em qualquer outro momento do tempo?

Breve pensamento para com o agora:
Fisicamente, materialmente, é o único existente. Embora seja deveras breve, é dependente da materialização do esperado futuro, e produtor do eterno passado.

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