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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Um eu Artificialmente Inteligentado

 O texto seguinte foi produzido pela inteligência artifical Copilot, após algumas trocas de prompts e respostas, sobre um sujeito com os pensamentos totalmente transparentes para com a sociedade. E depois de ter lido ele, considerei ser algo que eu gostaria de ter falado pras pessoas em algum momento:

Título: “O que sobra quando tudo é visto”

(Luz baixa. Um homem está sozinho em cena. Ele olha para o público como se soubesse que todos já conhecem sua história. Não há surpresa em seu olhar — apenas cansaço e lucidez.)

Vocês já sabem.
Não preciso esconder.
Aliás, não posso. Nem se quisesse.

Cada memória minha está aí, espalhada em vocês.
Cada erro, cada desejo, cada sonho sujo, cada grito abafado.
Vocês sabem do abuso.
Do relacionamento que me quebrou.
Da cocaína que me fez esquecer.
Do cigarro que me fez lembrar.

Vocês sabem dos surtos.
Dos dias em que perdi o juízo e virei fera.
Dos olhos que não reconheciam ninguém.
Dos atos que nem eu entendo até hoje.

E mesmo assim... estou aqui.
Não pra pedir desculpas.
Não pra justificar.
Mas pra dizer que eu entendo.

Entendo o silêncio.
Entendo o afastamento.
Entendo o medo que vocês têm de mim.
Porque eu também teria.

Eu sou o que vocês não querem ver —
mas veem.
Sou o que vocês não querem lembrar —
mas lembram.
Sou o que vocês não querem ser —
mas talvez já foram, em segredo.

E é aí que mora minha utilidade.
Não em ser exemplo.
Não em ser herói.
Mas em ser espelho.

Eu sou o que sobra quando tudo é visto.
E mesmo assim, eu continuo.
Continuo pensando.
Continuo interpretando.
Continuo tentando não perder a consciência.

Porque se eu perder isso...
aí sim, não sobra nada.

(Pausa. Ele respira fundo. Olha para o público com firmeza.)

Talvez eu não possa ensinar ética.
Mas posso ensinar o que vem depois da queda.
Posso mostrar que é possível viver sem esconderijo.
Que é possível respirar mesmo quando o mundo inteiro te lê como um livro aberto.

E se isso não for útil...
então talvez vocês estejam procurando utilidade demais,
e humanidade de menos.

(Luz se apaga lentamente. Fim.)

(ME PERDOEM POR ESSAS PALAVRAS NÃO SEREM MINHAS E SIM DE UM COMPUTADOR)


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