deem os créditos à elas.
Eu vou escrever o maior texto do blog até agora, pois vou escrever enquanto a droga durar. Porque sempre me deixam falando sozinho quando estou nesse estado. Porque fico pior do que meu tio João após beber.
Eu vou escrever o maior texto do blog até agora, pois vou escrever enquanto a droga durar. Porque sempre me deixam falando sozinho quando estou nesse estado. Porque fico pior do que meu tio João após beber.
E como tenho aprendido a falar com o pensamento e transmitir essa fala por palavras escritas, nesses ultmios 11 ou mais, anos, desde que adquiri meu primeiro smartphone. Escreverei aqui o que for pensando, num raciocínio livre e sem pudor.
Eu digo que estou cansado, poucos entendem meu cansaço, eu sou vagabundo, não trabalho, só me alimento, durmo e reclamo do mundo. Meu cansaço é psicológico. É mental. É do acelerar o pensamento. É do bater das pernas incessantemente, de ansiedade, de pensamentos que carrego e que me pesam ao longo da vida.
Mesmo em abstinência, mesmo medicado contra psicoses e surtos psicóticos. Minhas pernas não param, e esse balançar incessante delas, são de mensagens produzidas e envidas do cérebro para elas, por dentro do meu corpo. E o cérebro, ficar produzindo comando para o corpo, o tempo inteiro, sem parar, o faz ficar exausto, mesmo se ter feito grande reflexão ou levantado muito peso. Enfim... Tendo trabalhado.
Agora, após justificar mais uma vez meu cansaço, de onde ele pode estar surgindo e resumindo o que eu digo e parecem não entenderem. Preciso, pelo efeito da droga que usei, comentar sobre um desafio proposto por um webamigo, que torce pela minha conquista de abstinência eterna. Ele sugeriu que eu fizesse 30 dias de conversas com Deus. Qualquer tipo de Deus que eu acreditasse. De qualquer forma que eu quisesse. Mas teriam que ser 30 dias seguidos. Pular sequer 1, sem orar e conversar com um poder superior. Como eu preciso exercitar meu corpo, decidi que farei essa conversa fazendo flexões. Enquanto recupero a força nos braços, para completar as 100 flexões diárias. Orarei e conversarei com Deus pedindo soluções para meus comportamentos ruins.
Explicado o acordo feito com meu amigo. Meu pensamento paira agora novamente, sobre a solidão em momentos eufóricos, durante o uso de cocaína. E essa solidão é triste, porque ela foi construída, após várias e várias webamizades me darem atenção durante esse momento. E eu conseguir fazer todas elas cansarem de suportar minha carência. O que me trouxe aqui essa madrugada, conversar comigo mesmo, através de um texto, completamente desconexo, que quando eu reler, como eu digo em todo texto, que o farei, não entenderei qual mensagem exatamente eu quis me passar.
Falando nisso de reler meus textos. Parei outro dia para reler os textos longos. Talvez tenha parado para reler tudo o que tivesse publicado aqui. Encontrei batalhas contra o vício, de momentos anteriores ao da minha paranóia vir para o meu consciênte e não sair mais. O que mostrou para mim mesmo. Eu não sou esse viciado que mostro ser. Meu desejo de sair desse personagem é antigo e não é por conta de perceber a caracteristica principal da "doença" que tenho.
Talvez o desejo de sair do personagem tenha sido construído por pessoas acessam meus aparelhos eletrônicos, na vez que colocaram uma música, cujo a tradução do inglês para o português significava. "O que há por trás da máscara"?
Essa ideia de mostrar o que há por trás do personagem que precisei construir, pra sobreviver. De um viciado, vagabundo, burro e sem futuro. Não é mais aquela criança que meus vizinhos viram. Porque não cabe um comportamento de criança no corpo de alguém infinito. Também não é aquele adolescente, com facilidade para a música, que praticamente era a alma da banda escola, por provocar o maestro a ensinar mais e mais a mim e aos meus colegas, sobre música. Porque não cabe um adolescente no corpo de alguém que tem pouco mais da metade da vida, de um ser humano que se preserva, por contemplar a existência de si. Essa ideia de mostrar o que há por trás desse personagem citado no início do paragrafo, e dos "eus" conhecidos, anteriormente a minha condição. Desconsiderando o "eu", que já havia experimentado drogas, mas não possuía vícios, além do tabaco. Foi inserida por quem não conhecia nenhuma dessas versões com elementos bons de serem observados, da infância ou da adolescência.
A versão, menos pior que pude e consegui mostrar até agora. Que há por trás da máscara. É de alguém cheio de amor. E ao dizer que me mostrei cheio de amor. Me faz refletir sobre como o machismo inibi o homem, hetero, branco, de demonstrar esse sentimento. Na selva urbana do mundo onde o jogo da vida acontece. Homem, hétero e branco, precisa ser mau. Se transmitir amor, é "viado", é homossexual, é uma adolescente de 14 anos escrevendo cartinha de amor, apaixonada, pelo namoradinho que quer tirar a virgindade dela.
Mas não, se acham que minha paixão adolescente que mantive dentro de mim, e talvez, psicologicamente seja o que sustente alguém ainda, de certa forma, ingênuo para com a maldade humana, me causa alguma vergonha. Repito. Não. Essa paixão que consigo preservar há de ser dada a alguém, que entrará pra história comigo. E que fará o eu, adulto sóbrio, que ninguém realmente conhece, aparecer. Fará EU, construir esse "eu" que ninguém nunca viu de fato.
É responsabilidade demais pra alguém querer assumir esse papel no mundo? Responsabilidade que ninguém há de querer, a de me fazer tirar a máscara? Sim! Então, seguindo a proposta citada no início do texto, de conversar por 30 dias com Deus, sugerida pelo meu amigo. Construirá um "eu" que não se destrói. Esse "eu" que se constrói, ainda sentirá a paixão adolescente, considerada gay por uma sociedade machista, para conseguir conquistar a mulher que mostrará enfim o que há por trás da máscara.
Agora, seguindo o fluxo de pensamento, livre, após esticar mais duas linhas e continuar digitando frenéticamente. Parei e pensei naquilo que creio, citado em outros textos. E talvez até nesse próprio. Sobre conseguirem ver meus pensamentos. O que dizem ser minha "paranoia", por conta da "doença" que possuo. E imaginei, em cerca de 8 bilhões de pessoas no mundo. O quanto isso que estou fazendo aqui, pode estar sendo demasiadamente engraçado para alguns, deveras interessante para outros, completamente insignificante para quem não entende português ainda, ou por não acreditarem mais na minha capacidade de recuperação e mudança. O quanto pode estar sendo um estudo produfundo sobre psicologia. Ou parte de alguma tese de doutorado, na area de psiquiatria de alguém. Mas o foco mesmo, é no quanto engraçado associação livre, digitando, pode ser, pra maioria.
Sabe, é o que dói menos. Apenas deixar o pensamento correr, e tirar ele pelos dedos, no teclado, no computador. Dessa forma meu cerébro não responde, ele apenas fala. Se eu paro e fico com o pensamento tentando ser contigo. Surgem outros dentro de mim. Respondendo, leigamente, as questões que alguns que estão aqui dentro também, fazem.
Nesse exercício de responder questões que esses "eus" dentro de mim, fazem sobre mim mesmo e sobre o mundo, ou sobre as coisas, ou sobre o universo. Já consegui chegar a respostas, que cientistas chegaram e explicaram o funcionamento do cósmos, sozinho. Eles fizeram séculos antes de mim. Eles tiveram educação especializada para chegarem em suas conclusões. Essas conclusões foram dadas como inverdades para a ciência da época. Mas depois, com avanços, encontraram as provas. E eu, com pouca escolaridade, apenas exercitando a reflexão de como as coisas poderiam ser, cheguei nessas respostas que hoje já são provadas como verdades.
Mas se paro e fico quieto, e busco respostas para as perguntas que me faço, meu cérebro sem a associação livre, de fluxo de pensamento, que estou fazendo agora, me causa um certo tipo de sofrimento. Porque dói conseguir chegar a respostas que ja foram respondidas. Mas pela minha doença. Não conseguir acessar níveis de conhecimento superior e especializado, para encontrar um debate ainda não resolvido, para pensar em soluções de problemas, de qualquer tipo de ciência que for. Por exemplo um problema de ciência social. Onde minhas ideias são réplicas do que ouço debaterem por aí, políticamente, uns defendendo um sistema, outros, outros.
Mas se eu paro e fico quieto, essas questões e falta de soluções, ou repetição de soluções já descobertas e debatidas há séculos, me incomoda. Meu pensamento, se não estiver sendo tirado de dentro da minha cabeça, me incomoda.
E também confesso, todo esse texto digitado até agora, me causou cansaço. Foi um grande desabafo, mas ainda tem muito mais pra ser escrito. Como disse. Esse será o maior texto do blog. E não tenho hora pra terminar de digitar o que eu pensar. Porque não vou parar de pensar.
Através desse meu, não parar de pensar, lembrei que tenho escrito numa plataforma nova da empresa Meta, que se chama Threads. Eu não sei como se pronuncia esse palavra estrangeira. Então no meu pensamento soa um Trédis. Talvez esteja errado. Mas não me importo com esse erro.
Nessa nova plataforma, tenho publicado diversos poemas. E é só o que tenho publicado lá. Quando quero escrever qualquer mensagem, falando sobre qualquer assunto que seja. Pode ter sido sobre algo que eu tenha feito. Pode ser respondendo alguém que eu tenha visto publicar alguma coisa. Eu escrevo em versos livres. Às vezes (quase sempre) sem métrica, sem rima. Ou com erros de ortografia. Erros de gramática, principalmente, por não saber usar muito bem as vírgulas. E a acentuação então, nem comentarei, pois é bem desobservada.
Comentado isso sobre onde tenho publicado a maioria dos meus poemas. E como tenho respondido tudo com poemas, lá naquela plataforma. Quero escrever agora sobre algo que me intriga demais.
Há um bater de martelo, um serrar algo, um barulho de pedrinha jogado em cima do telhado do meu quarto, faz anos. Se me lembro bem, desde que a "paranoia" veio para o consciente. E acontece toda vez que tenho um pensamento, ou atitude correta, dentro da minha privacidade. Isso me faz ter certos pensamentos psicóticos e meio fora da realidade. Que hoje em dia eu consigo controlar. Mas anos atrás, me fazia perder a sã consciência.
Eu imagino, quando batem o martelo, que seja "eu" a obra sendo construída. Pois o bater do martelo acontece sempre após um pensamento que seja produtivo para a minha vida, ou após uma atitude não prejudicial. E o serrar, acontece sempre após eu cometer alguma atitude prejudicial, como o uso de droga, ou apenas pensar em usar.
É como se os vizinhos tivessem adestrando através de sons, meus pensamentos. Atitude boa. Marteladas (Construção). Atitude ou pensamento ruim. Serra (Destruição).
Não vou dizer que isso é ruim. Porque no fundo, não é. É como se eu estivesse sendo reeducado. Mas o fato disso ser só uma imaginação minha, como dizem ser, acaba me prejudicando. Pois acredito que querem me ajudar, e preciso acreditar que não querem. Que os barulhos são coincidências. E que ninguém está nem aí pra mim.
Há também um outro barulho que se repete há anos. Que é um som de música eletrônica, meio próximo, meio distante. Esse barulho surge em momentos aletários durante a noite, quando fico acordado, me entorpecendo. É como se tivesse alguém dizendo algo como, há festa aqui. E esse eu não consigo identificar se é para algo positivo ou negativo de alguma atitude minha. Parece-me mais algo como, (tu acordado, não deixa ninguém dormir, então esse barulho alto, distante, que incomoda os vizinhos próximos de onde ele se origina, é semelhante ao teu virar a noite acordado, se chapando e pensando um monte de merda). É como se mostrasse. "Tu" no caso "eu", só estou atrapalhando a vizinhança. Sendo essa vizinhança, o mundo inteiro. Caso minha "paranoia" de telepatia, seja vista, recebida, percebida, absorvida, pelo planeta todo, como eu imagino que seja.
Tendo já comentado sobre os sons repetitivos de vários anos, preciso agora de um cigarro. E enquanto fumarei, não digitarei. E estou parando de digitar as 3:55h da madrugada. Meu cigarro acabou as 3:59h da madrugada. E eu vou tentar conversar um pouco com algumas webconhecidas, dar pausa nesse fluxo de pensamento livre, sendo jogado pra fora aqui, por alguns momentos. Até a solidão voltar, e elas não quiserem mais dar atenção à minha carência.
Voltando aqui as 4:40h, depois de mais 1 cigarro e mais 2 linhas. Recebi um tiquinho de atenção de uma nova webamiga, que me mandou um link, com algumas fotos, de coisas antigas dela. As fotos eram legais, algumas eram de uns escritos nuns caderninhos. Parecido com o que eu fazia quando era jovem. Que num acesso de raiva de uma ex companheira, foi destruído e todas as páginas rasgadas. E assim eu perdi muitos escritos dos anos de 2008, 2009 e 2010.
Achei impressionante a semelhança entre as coisas que faço e que essa minha nova webamiga faz. Sobre escrever. Sentimentalismo para com fotos, com pessoas, que não são mais aquelas pessoas. Coisas assim, que vi, nesse link que ela compartilhou comigo nesse tempo que dei uma pausa na escrita frenética, livre, que estou praticando essa madrugada. Para não precisar lidar com meus pensamentos.
Confesso aqui também, que antes de comprar a droga que estou usando, o desejo que quero, é sentir a depressão pós uso, quando ela acabar. Porque sempre são essas depressões pós uso que sinto. Que todo mundo sente, quando acaba. Que me faz ter força de dizer não alguns dias. Mesmo que sofrendo. Mesmo que querendo morrer. É a depressão profunda que me faz mudar a atitude. Não entendo como isso funciona. Mas sempre ao mergulhar o mais fundo na minha dor, parece que encontro uma sereia cantando pra mim. E a voz linda e a melodia, ao invés de me jogar nas pedras, me ancora em algum porto seguro dentro de mim, que me faz traçar nova rota e iniciar uma nova viagem. Ultimamente não tem durado muito essas novas rotas. Mas como disse. Eu estou em busca da dor que vou sentir mais além. Não estava em busca dessa euforia irritante, que não aguento mais, que não desejo mais, que estou sentido nesse momento de uso.
A poucos momentos atrás, antes de trocar mais algumas mensagem em uma plataforma de conversação, escutei meu pai fazendo algo na cozinha. Mas não sei se tenho coragem de falar as coisas que tenho pensado sobre ele. Certa vez eu chamei ele de lixo, num dos meus momentos de raiva. Me arrependo até hoje. Ele não é, nunca foi e nunca será um lixo. O que quis dizer naquele momento, naquele dia que eu estava com raiva. É que o vício dele é prejudicial. E ele por sequer pensar em deixar de consumir a droga que faz ele se sentir desestressado. Como eu tenho batalhado contra a que me deixa sem me importar com nada, avuado. Me prejudica por tabela. E isso é tudo o que vou deixar meu pensando fluir sobre esse assunto.
Forçando a mente pra pensar em outra coisa. Percebo que a droga, que espero ser a última dose da vida, vai acabar só após o amanhecer. Então pessoas que tomaram seus comprimidos, ou suas gotinhas, para conseguir adormecer, comigo tendo o pensamento frenético invandido a mente delas. Vão ver eu digitando boa parte, do fim desse texto. E sinto que serão mais pessoas que se prestarão a rir da ativdade que decidi fazer essa noite.
Sobre rirem de mim. Tenho trauma com isso. E como o exercício é não limitar o fluxo de pensamento e escrever o que estiver vindo. Um desses traumas de rirem dos meus desejos, foi causado pelo meu próprio pai. Não gostaria de pensar sobre isso, mas me veio a mente e relatarei o causo.
No início da adolescência, quando eu praticava taekwondo e participava de campeonatos. Ganhava medalhas, por ganhar as lutas. Me encantei tanto pela arte marcial, que meu desejo, ali com uns 12 anos de idade, era de que, quando adulto, ir morar na Coréia. Certa vez contei isso para meu pai e ele riu. Outra vez, na casa de uma amiga dele, eu estava contando sobre minhas competições vencidas e as medalhas que eu tinha conquistado. E ele contou para a amiga, debochando de mim, de que eu queria ir morar na Coréia quando eu fosse adulto. Deu uma risada e a amiga dele comentou. "Mas quer ir pra do sul né?". Eu nem sabia que haviam duas na época. E a bandeira usada nas academias de taekwondo é a da Coréia do Sul. Mas eu, se tivesse condições de sair desse feudo que vivo, e ir para uma das Coréias, iria para a Popular. Do norte. Pensem, seria melhor ter sido ensinado de que haviam duas Coréias, ter explicado que elas se separaram através de uma guerra. Pois eu também era apaixonado por militarismo. Ao invés de rir e debochar e me criar inseguranças sobre as coisas que eu desejava fazer no futuro. Mas enfim, ninguém nasce com uma manual de como ser pai. Então não condeno tanto assim a atitude dele. Condeno mais a mim mesmo, por ter esse peso carregado na consciência, até os dias de hoje, sem conseguir me libertar do riso das pessoas para comigo.
Sabe, pensando agora sobre as coisas da infância. E como esse texto está sendo quase como um conversar de terapia, numa clínica de psicologia, saindo desabafos e mais desabafos, do fluxo livre do que vem em meus pensamentos. Numa das fotos dos escritos da minha webamiga. Ela tinha escrito que sente medo desde criança, toda noite. E eu também.
Minhas noites de infância eram amendrontadoras, tinha medo de ver múmia ou fantasmas pela casa quando precisava ir ao banheiro na madrugada. Eu sei de onde esses medos vieram. Sei como em algumas vezes, minha mente fez eles se tornarem reais. Mas então, falado sobre sentir medo quando criança, preciso comentar que hoje o medo que sinto é diferente. Se eu visse uma múmia ou um fantasma, quereria eu, conversar com eles. O medo que eu sinto é: (travei aqui). Do que eu sinto medo?
Duas psicológas já me falaram que eu sou muito corajoso. Eu gostaria muito de ouvir isso de alguem por quem eu tenho uma consideração maior do que para com pessoas tentando fortalecer minha autoconfiança.
Depois de um pequena pausa para esticar mais duas linhas, lembrei. Sinto medo de ser esquecido. Sinto medo da minha existência, após meu corpo desliga, como a de uma pessoa comum. Sabe? Como a daquele soldado, na guerra das Coréias, que tinha um nome, uma família, mas tomou um tiro de um estadunidense, seu corpo não teve como ser recolhido do campo de batalha e ele foi só mais que ninguém no mundo tem recordação de que ele existiu. Eu sinto medo de ser esse soldado.
Mas há um porém nesse meu medo. Eu sinto medo de ter fama, enquanto vivo, pois se eu tiver, os erros que cometi, como esse de me entorpecer com substância ilícita ou outros piores, vão ser jogados em cima de mim. E isso vai me derrubar e fazer tudo meu ser descartado. Então, como lidar com o medo de ser esquecido após morrer, se não posso construir fama enquanto estou vivo. Quem vai conseguir lembrar de alguém que foi um ninguém na mídia tradicional que transforma pessoas comuns, em celebridades históricas?
Imagino como seria uma tal conversa de crianças do século XXII. Lá por meados de 2127.
- Tu lembra daquela pessoa que foi desconhecida pela sociedade?
- Como eu vou lembrar, se ela foi desconhecida?
- Tu não lembra que ela só ficava se drogando e escrevendo e ninguém podia citar a existência dela e o que ela fez?
-Como eu vou lembrar se ela não pode ser citada?
Considero até meio cômica uma conversa desse tipo. Por saber que talvez eu tenha feito algo. Não posso ter créditos do que fiz, por ter cometido erros. E realmente seja lembrado, mas ainda assim, não poder ter reconhecimento histórico, por não ter me comportado corretamente como uma ética social exige. Se existisse risada no pensamento, riria aqui, mas como sequer esbocei um sorriso escrevendo isso, nem haha vou inventar. Mas sim. o diálogo tem um tom de comédia.
Então... Esse é meu medo.
Saindo dos medos e entrando nas coragens. Não entendo realmente o motivo das psicológas teem dito que sou corajoso. Mas a que eu fazia tratamento, que me disse em voz alta isso, me emocionou. Precisei segurar o choro ao ouvir de alguém que eu tenho coragem. Mas ela só estava fazendo o trabalho dela, tentando construir autoconfiança em mim. Assim como uma das melhores professoras de português que eu tive, me disse uma vez, que eu escrevia bem. Eu me emocionei. E ela só estava fazendo o trabalho dela de construir autoconfiança em eu me expressar pelos meus textos.
De certa forma eu confundo a profissão das pessoas, com reais qualidades minhas. Talvez isso seja um pouco da depressão pós uso que eu desejava, surgindo. E isso é bom. Mas também pode ser que seja real. Não que eu realmente necessite de elogios nas coisas que faço sozinho, como encarar a socidade saindo de casa, ou escrevendo textos aleatórios. Mas reforço positivo, após anos de deboche e risadas e desmerecimentos, ajuda a modificar atitudes.
Sobre o erro, do vício, em substâncias químicas. Essa semana, após um uso, me bateu uma profunda depressão, pensei em me suicidar sem ingerir alimentos. Fiquei uns três dias limpo. Mais por não ter dinheiro. Embora se eu realmente quisesse usar, eu teria dado um jeito de conseguir, pelo menos para uma dose. Mas após três dias sem uso, sabendo que sabiam que eu estava em uma breve abstinência. Eu não ouvi um parabéns, pela mínima conquista. Eu não ouvi um, "tu ta a alguns dias sem, já! Isso foi uma boa atitude, que tal ficar só mais hoje, e amanhã tu usa?". Talvez palavras desse tipo, fazendo reforço positivo, fizesse com que no amanhã, eu nem usasse. Mas como eu disse anteriormente. Ninguém nasce com um manual de como ser uma familiar.
Meu irmão cortou contato comigo há meses. Diz que só vai voltar a falar comigo, quando eu conquistar 1 ano de abstinência. Se eu tivesse ouvido dele as palavras da frase, imaginada anteriormente, na noite dessa sexta-feira de ontem. Caso tivessemos contato, e ele soubesse dos meus 3 dias limpo. Como tenho muito amor por ele. Consideraria ficar a noite de sexta sem usar, e usar apenas no sábado. E ocasionalmente poderia acontecer de quando chegasse hoje, esse sábado, eu nem sentisse necessidade de uso. Pelo carinho, confiança e reforço positivo recebido dele.
Já são 6:26h da manhã de sábado e descansei um pouco as costas usando o resto de bateria que tinha no celular, deitado na cama. Agora voltei e continuarei escrevendo, por ainda possuir mais algumas doses da branca.
Nesse tempo descansando as costas, fiquei conversando com a webamiga citada anteriormente e acabei, durante a conversa, relembrando coisas da minha primeira internação, após meu primeiro surto. Coisas como os pacientes entrarem na enfermaria para dar uns beijos nas enfermeiras. Ou das vezes em que eu acordava, ainda em surto, gritando, por minha cama ficar dentro da enfermaria e eu ouvir esses romancezinhos de internações entre paciente e enfermagem. E a enfermeira vinha me dar injeção de sonífero para me apagar de volta.
Lembrei agora também, que os médicos falaram para minha família, que meu caso era tão grave e incomum, que eles não sabiam se eu acordaria novamente tendo consciência de mim, ou se acordaria toda vez em surto, gritando e precisaria passar o resto da vida numa clínica psíquiatrica, por não ter condiçoes mentais de viver em sociedade. Pois eu acordava sem saber que eu era eu. Eu acordava bicho.
E nos primeiros momentos que acordei tendo um mínimo de consciência e me levaram para a parte de convivência da ala psiquiatra do hospital, mas eu ainda estava com um pouco de paranóia. Meu primeiro pensamento ao chegar la e ver pela janela um longo e extenso campo, com alguns bosques, olhar para o lado e ver um monte de pacientes com semblante de marginalizados. Por ser internado acreditando que alienigenas abduziriam e essas coisas citadas anteriormente terem sido minhas primeiras imagens com um pouco de lucidez, pensei: Estou em outro planeta, e vou ter que construir esse planeta com esse bando de drogado!
Logo após isso, os outros pacientes já me olharam com cara de desgosto. Talvez por eu ter considerado pessoas drogadas inferiores ao resto da sociedade. E ao retornar pra enfermaria, onde ficava minha cama, um deles veio na portinhola e me perguntou: -Tu te acha melhor do que alguém aqui? E eu respondi: - Óbvio!.
O outro paciente quis tanto me agredir, que ficou nervoso e não conseguiu destrancar a portinhola. O que me foi uma sorte. Porque se ele tivesse entrado, eu teria sofrido algumas agressões dele. Mas talvez, 1 ou 2 dias depois, quando eu já estava bem mais calmo e indo sozinho para a parte de convivência, onde tinha uma tv e uns sofas. Estava eu deitado em um dos sofas assistindo tv, e esse paciente que quis me agredir veio com um caco de vidro, apontou no meu pescoço e disse: -Com isso aqui eu posso te matar! E eu respondi: -Eu sei! mas ele não fez mais nada além desse ameaço. E meu medo de morrer naquele instante era nulo. Talvez até desejável, era a morte.
Nessa primeira internação eu vi um senhor de idade, alto, no corredor, num dos dias em que eu estava indo da parte de convivência para a minha cama. Ele sorriu pra mim, esticou o braço pra me cumprimentar, eu estiquei a minha mão para cumprimentar ele e quando nossas mãos foram se tocar, minha mão passou por dentro do braço dele. Eu senti uma sensação muito estranha. Indescritível. Nesse atravessar o braço do senhor. Dei mais uns dois ou três passos adiante, olhei pra trás, e já não havia mais ninguém no corredor.
Tá bom. Eu sei. São alucinações paranoicas de alguma condição psiquiátrica anormal. Mas quando lembro disso. Da sensação do meu braço passando por dentro do braço dele. É complicado explicar pra alguem neurotípico como é a sensação de uma alucinação.
É como eu querer descrever o contorno azul, de um olho, aparecendo na testa no meu irmão, enquanto minha família não sabia o que fazer comigo, durante o surto, antes de ser internado. Ou como esse mesmo olho apareceu no umbido da vizinha da frente, enquanto tentavam me colocar de volta pra dentro do patio da casa, onde minha mae e meu padrasto, moram. Depois do meu padrasto me expulsar de casa, por eu estar assistindo um vídeo de torcida de futebol, utilizando centenas de sinalizadores, na arquibancada, para comemorar a entrada em campo, do seu time. E mentalizando. "A pólvora foi inventada pra isso! Para celebração! Para colorir espetáculos! Não para por em armas e matarem uns aos outros!".
Não entendo o motivo de estar no computador assistindo ao vídeo, quieto, pensando isso, incomodou tanto meu padrasto, a ponto dele mandar eu sair de dentro da casa dele. E também não entendo como o olho surgiu na testa do meu irmão e no umbigo da vizinha da frente.
São tantas coisas sobre mim que eu não entendo. Que eu peço explicação para os médicos. E eles só respondem. "-É sintoma da doença!" "-É pelo uso de droga!" "-É por não seguir o tratamento!".
É tão fácil ser médico e culpar a falta de informação, pelo mal comportamento do paciente.
Eu juro, pra mim mesmo, pro amigo que me desafiou a conversar 30 dias com Deus, enquanto pratico algum exercício físico. Eu vou ficar em abstinência. Eu vou seguir o tratamento. Eu vou me medicar corretamente.
E aposto, qualquer coisa com qualquer um. Que mesmo em mantendo 1 ano de tratamento, rigído, canonicamente. Tudo! Exatamente como os médicos e terapeutas me disserem pra fazer. Ainda vão culpar a droga. Ou vão simplesmente dizer que é sintoma da doença e eu preciso acreditar nisso. Mesmo eu ainda não entendendo tantas coisas sobre mim. Sobre a minha doença. Que nem os médicos vão me dar atenção pra explicar como meu cérebro produziu essas alucinações do senhor alto e de idade avançada, ou dos olhos surgindo. Pois os médicos não tem ideia de como a mente humana consegue produzir alucinações e aí culpam as comorbidades dos pacientes.
É tão fácil ser médico!
Uma das coisas que eu não entendo sobre mim, é essa crença de que minha "paranoia" de telepatia, conseguiu ficar escondida no inconsciente tantos anos. E de 2023 pra cá. Após ouvir indiretas de vizinhos. Barulhos de obra, como foi relatado anteriormente. Ela permaneceu constantemente na minha consciência. Por que, com tantos nãos, quando pergunto sobre a veracidade dela, eu não consigo joga-la de volta para o inconsciente e viver em paz e tranquilo, como era antes.
Se o que eu tenho for um "poder". Um, "eu (posso) me comunciar mentalmente" com todos do mundo. Todo esse texto aqui é praticamente em vão. Porque viram, e riram de mim, enquanto escrevia ele. A única utilidade que ele teria, seria o registro digital em palavras de toda a linha de raciocínio que eu tive essa noite. Coisa que se eu não tivesse escrito. Ficaria num além, irregistrável, intocável, impalpável, que é a mente humana. Mas esse "poder" me comunicar, que a paranoia me faz acreditar existir. Ainda me assusta.
Eu sei. Eu faço muito drama. Mas talvez dos 23 anos, aos 34. A sociedade ja esteja cansada de ouvir pensamentos inconvenientes e improdutivos. E por isso os vizinhos. Que eu me sinto em segurança e que deram essas indiretas, que fixaram a "paranoia" na consciência. Aceleraram um processo, de alguém que ainda não estava pronto o suficiente pra usar aquilo que possui. 11 anos é bastante tempo para aprender a lidar com a situação. 11 anos é bastante tempo pra conseguir vencer uma adicção. Mas a "paranoia" está na consciencia faz apenas 3. Os outros 8 ou 9, foi: (travei)
Eu já imaginei locutores de rádio respondendo o que eu estava pensando no momento. Eu já tive a linha de raciocínio manipulada por eles também. Enquanto eles diziam algo sobre o meu redor, e me fazia pensar exatamente o que eles queriam que eu pensassaem. Provocando desconforto nas pessoas que estavam comigo, tentando me ajudar.
Depois de relatado tudo isso a respeito do que sinto do não saber sobre mim e sobre minha doença. Quero comentar também que percebi que sou previsível. Nessa sexta-feira mesmo. Era previsível que eu usaria droga novamente. Mesmo na terça, tendo usado a última e dito pra mim mesmo, que seria a última. E não foi a última.
Mas eu sou tão previsível. Que um grupo de apoio, invisível aos meus olhos. Que quer me ajudar a evoluir. Que entende a condição que me colocou na condição de adicto. E que eu sinto agora, ou pelo menos espero, enquanto estou falando sobre ele, que nunca vão desistir de mim. Sabem exatamente onde eu vou olhar, quando eu vou em certo ambiente. O que eu vou procurar, quando eu estiver em outro ambiente. Psicológicamente vão manipular minha reação e escolherem por mim, o lugar onde sentarei quando entrar num certo lugar onde tenha fila de espera. Vão deixar pelo chão ou por estantes, livros que eu desejo ou que seja bom eu ler. Mesmo eu tendo um pouco de dificuldade de ter rítmo de leitura constante.
Minha previsibilidade já é tão grande, que as mesmas pessoas que um dia colocaram a musica, "O que há por trás da máscara", remotamente, no meu celular. Sabem qual será meu comportamento, após ver certa publicação, em alguma rede social. Então meu comportamento é manipulado através dos meios eletrônicos. E me punem se eu falho, como falhei ontem. E me punem se eu não tenho força pra sustentar um NÃO que eu desejo tanto conquistar.
Mas minha previsibilidade é tão intensa, que sabem até qual será meu próximo pensamento, quando vou conversar com alguém ou quando vão me responder alguma coisa enquanto converso. É como quando entrei em uma live de bolsonaristas, e um senhor ficou relatando sobre gostar de conjunto de roupa debaixo de mulheres que combinam, para que meu racicínio, que ele imaginava que eu teria, me levaria para a lembrança de um vídeo, pedobear, de uma criança vestindo um conjunto branco, que recebi pelo whatsapp, certa vez. Entende? Eu lembrei desse vídeo alguns dias depois, refletindo o motivo do senhor bolsonarista insistir tanto em langeri*. Mas no momento em que ele falava, eu pensava apenas na calcinha do inter que uma ex namorada usou uma vez.
Quando até a tua linha de racicínio pode ser prevista e manipulada citando certas palavras. No caso de redes sociais que trabalham com imagens. Como alguém vai ser dona de si?
Anos passados, antes de eu ter consciência da minha "paranoia", me passava pela mente, quando eu saía de casa e pegava ônibus para realizar alguma atividade. Que algumas pessoas, por algum motivo, plantavam "trovadores" que iam a viagem inteira respondendo em voz alta, o que ia passando pelo meu pensamento. E era esse tipo de coisa, que gerava meus surtos. Parecia que pessoas, sabendo que minha linha de raciocínio perderia a sanidade, caso eu fosse ouvindo alguém, meio bebado, meio falastrão, durante a viagem, dando indiretas sobre a minha vida e sobre o que estava pensando no momento, quem "plantava" essas pessoas lá, para irem fazendo exatamente esse tipo de coisa, para me desestabilizar e me fazer voltar pra uma nova internação. E me tirarem do contato com a sociedade por um tempo.
Nas internações eu não tenho acesso a internet. E a mídia tradicional transmite informações de acordo como os gerentes sociais, querem que sejam transmitidas. Então sem acesso ás fontes de informação que o pessoal dos meios eletrônicos me induziam a ver. Eu ficava sem opinião sobre assunto algum que estivesse sendo conversado virtualmente. Pois o que é assunto na internet, não é assunto em jornais televisivos.
Desestabilizando minha mente, me gerando surto e me retirando da sociedade. A barragem de brumadinho se rompeu. Eu vi apenas UMA notícia no jornal sobre o assunto e só pude continuar acompanhando o caso, após receber alta. Mesmo que falassem a todo instante sobre o assunto na tv. Nos momentos que eu assistia, o caso não era comentado. E eu tinha apenas UMA notícia, transmitida por meio de mídia tradicional. Sem informação livre debatendo sobre o assunto. Apontando causas, culpados, vitimas... entre outras coisas mais. E falando sobre isso. Alguém sabe como ficou a situação? Algum CEO foi preso, alguém foi responsabilizado de verdade? Alguém está pagando pelo crime ambiental de matar um rio inteiro, que corta todo o sudeste do Brasil?
Enfim, de desestabilizar minha mente, eu cheguei em problemas ambientais. E é por isso que estou fazendo esse exercício de escrita livre. Para registrar e depois ver, como funciona o meu pensar. Para por pra fora o meu pensar e depois ver o meu registro.
Agora já são 7:53h da manhã de sábado e eu estou digitando meus pensamentos desde as 2:30 ou 3h da madrugada. Eu pensava que estava um texto enorme, mas rolei a barra para ir até o topo agora há pouco e ainda está um texto bem curto. Eu ainda tenho cerca de 6 doses da droga, nada de bateria no celular, um lanche para matar a fome, pois passei a madrugada sem comer, e comprimidos para rebater o efeito da substância ilegal, quando ela acabar.
Embora o texto não tenha ficado tão longo quanto eu imaginei que ficaria, ele já está chegando ao fim. E como comentei linhas acima, a substância acabaria após o amanhecer. O que faria pessoas que passaram a noite dormindo, acompanhar o fim da digitação.
Eu não sinto orgulho do comportamento que tive de utilizar entorpecente. Ainda mais sabendo que minha mãe está acordando por esse horário e possivelmente, através da minha "paranoia", ta encontrando minha mente nesse estado. Eu sei que isso causa muito estresse e tristeza nela. E tudo o que ela fez por mim na vida. Tanto ela, quanto meu pai e meu irmão. Não merecem me ver fazendo isso.
A umas duas semanas atrás, perguntei ao meu pai se ele podia ver minha mente. Ele respondeu com um NÃO seco, meio bravo. E depois me disse que o que ele ve é eu jogando minha vida fora. Meu pensamento travou na hora com a seguinte frase: "-É muito difícil!". Ele me ofereceu um abraço. Foi apertado e longo. E eu quebrei. Chorei de solução. E frase não saiu da cabeça. "-É muito difícil!".
Talvez só eu entenda essa dificuldade. E não digo que a dificuldade seja largar a droga e parar de fazer minha mãe, meu irmão e meu pai, acordarem com estresses, irritados e tristes comigo. O que é difícil é lidar com a "paranoia", sem me afastar e me destruir. Como eu vi todos eles fazendo a vida toda. Mas eu não os culpo por terem me ensinado a agir desse jeito, nem um pouco. E até vou reforçar pela terceira vez. Ninguém nasce com manual de como educar corretamente alguém, nesse mundo.
Vejamos essa falta de um manual de educação pelo lado cultural. Socialmente, dentro de um mesmo país, pode haver uma cultura praticada por aqueles que se consideram elite. Com acessos a viagens para lugares bonitos, ou históricos, ou que agreguem algo ao intelecto dos seus filhos e irmãos. Há pessoas que são consideradas abaixo dessa gente que se acha elite, que batalha e conquista acesso a esses lugares também. Há pessoas que não crescem vendo fuga e destruícão de si próprias.
A busca e o acesso a cultura, tira o comportamento que eu tenho, de auto destruição, de muita gente. Mas também não vamos considerar autodestruíção apenas conteúdos ilíticos. Pois nos que se consideram alta sociedade, esse tipo de produto também é consumido. Vamos considerar que o lazer daqueles considerados sociedade baixa, seja se entorpecer de cerveja num fim de semana num churrasco em família. Seja não poder faltar aquele cigarro, que a criança cresceu vendo ser fumado, faltar, depois do almoço, depois de adulto. E/ou acompanhado de um café, após a janta.
A autodestruíção e afastamento, também está em famílias abastadas. O que mostra, que nem tendo todo o acesso cultural, academico ou financeiro. Há uma maneira certa, prevista e infalível de livrar alguém de comportamentos ruins.
E sobre esse assunto, eu nem considerei diferentes povos. O que eu faço aqui no Brasil. A maneira como eu vi o mundo nos anos 90, 00, 2010, é totalemente diferente de alguém que exista materialmente no universo, pelo mesmo tempo que eu, e seja do Japão. Até o manual, inexiste, do Japão, falha. Então não tem motivos para eu justificar meu comportamento que entristece meus familiares, reproduzindo o que vi eles fazerem, considerando que o que faço é por culpa deles.
Então, ja são 8:31h da manhã. E realmente minha mãe acordou por esse horário. E a tristeza que sinto de mim, por ela acordar e eu estar virado. Ajudará bastante no desejo exato que eu senti ao comprar. Eu quero sentir a depressão! Eu quero a dor. Quero que ela, a dor, dilacere meu peito. Me leve ao mais baixo nivel de substancias prazerosas correndo pelo corpo. E me faça encontrar a força que eu sei que tenho, para JAMAIS usar esse hack de felicidade momentânea novamente.
Percebo eu, que eu não faço falta, mas também sou parte importante do sistema. Falando em relação ao tráfico de produtos ilícitos. Não contrabando de remédios lícitos. Ou entorpecentes de líticos, que também causam prazer e viciam. Caso, como acontecerá, eu pare de comprar. Os trabalhadores ilegais que me vendem, não empobrecerão, ou terão prejuízo, ou a falta da minha compra fará todo faturamento deles desaparecer. Não sou exatamente, eu, que sustento o sistema. Mas o sistema precisa de gente que o sustente. Eu não sei quem traz para cá o produto. Mas lembro de uma notícia de um helicóptero numa fazendo do Aécio Neves, com 400kg de cocaína. Não sei se era pra consumo próproi, ou pra distribuíçao. Mas essa quantidade é algo bem caro de se comprar. Se era pra consumo próprio, é sobre isso que estou pensando nesse momento. O sistema de venda de produtos ilícitos, precisa de quem tenha dinheiro para comprar o produto deles. E para a quantidade que eu uso, eu tenho. Não exatamente eu. Pois eu sou um vagabundo que está bem cansado. Mas alguém tem esse dinheiro para que eu consiga comprar. E é disso que o sistema se alimenta, de quem tem esse dinheiro para comprar.
Os 9kg de pó encontrado no avião onde o Bolsonaro estava sendo transportado pra europa. Vale uma boa grana também. Alguém com dinheiro precisou comprar. Alguém precisou vender. Vivemos num sistema onde se vende e se compra. Quem vende precisa de quem compre e quem compra precisa ter dinheiro para comprar.
Então, eu parar, 1 cliente só, considerando 400kg num.. 9kg noutro.. não será eu que fará o sistema quebrar, mantendo minha abstinência. Mas enquanto usei, o sistema se alimentou de mim. E de varios outros de mim. E de vários que se sustentam, diferente de mim. E de alguns que já estão corrompidos e ameaçam a vida dos outros, para satifazer o desejo de ter um prazer momentâneo e fabricado artificialmente.
Bateu 9h e eu já falei o que queria falar sobre o sistema. Eu confio no sistema. Eu confio mais, numa situação de caos geral, que o sistema organizaria o povo, do que quem reprime o sistema. Porque posso apostar, que pelo menos uns três, donos de algum dos barcos que ajudou o povo de Porto Alegre, na enchente de 2024, a sair das regiões alagadas, onde estavam presos. Quando vão pescar, devem levar um negocinho comprado dos guri. Então o sistema que salvou o povo. Então nao se falemo mais sobre isso.
E agora, com sol alto, com uma madrugada toda escrevendo pensamento após pensamento, para não parar para ouvi-los, confesso que sinto o dever de fazer uma atividade importante em casa, que será lavar o banheiro, que está bem sujo, para demonstrar alguma ajuda ao meu pai, também. Apesar de todos os deboches e alguns traumas, que ele deixou em mim. Eu devo a limpeza à ele. E esse exercício de escrita de pensamento livre, me deu motivação para isso.
Falando sobre limpeza, eu também necessito fazer uma faxina pesada no meu quarto. Porque há diversas carteiras de cigarros vazias, louça suja, caixas e cartelas de remédios, garrafas de água e muita sujeira, como cabelo e pó, pelo chão. Talvez eu empolgue e faça as limpezas todas hoje mesmo. Faça elas no ódio da depressão pós uso, enquanto desejarei mais doses. E quando completa-las, sinta satisfação e a atitude mude.
Eu não sei, mas minha vizinha é mãe de santo. E ontem jogaram um rato sem cabeça na porta da minha casa. E talvez todo esse texto tenha saído dessa magia que ela fez pra mim. Porque desabafar tudo isso me aliviou demais o peito. É como se eu tivesse falado pra mim mesmo, muita coisa que eu gostaria de falar. E só eu tenho atenção suficiente pra me dar e que realmente vá se importar com a carência que sinto e que tento aliviar, sufocando os webamigos.
Eu ainda escreverei aqui por mais umas 2 ou 3h. E não sei pra mais onde meu pensamento vai seguir. Eu poderia falar sobre as séries que maratonei, após a tentativa de me matar sem me alimentar, quando comi e o corpo teve energia novamente, o que me deixou impaciente, e eu precisei me ocupar com alguma atividade. E vejam só, apenas de falar que poderia falar sobre isso, acabei já falando, e agora está expulso do meu pensamento, e registrado nesse texto, que maratonei coisas pra me ocupar.
Ou eu poderia falar sobre como minha mãe, ao acordar e me dar bom dia, me pediu desculpa por ser uma péssima mãe. E eu expliquei pra ela que estava escrevendo exatamente sobre isso, aqui nesse texto mesmo, sendo essa, mais uma coincidencia que faz eu acreditar que minha "paranoia" é uma realidade. Disse à ela sobre a minha escrita de ninguem ter uma manual. E que ela perdeu a única pessoa que ela tinha de confiança, para dar conselhos à ela, sobre minha educação, quando eu tinha 6 anos. Então ela tinha uma criança e um adolescente pra criar, sem ter ninguém pra ouvir conselhos. E foi improvisando. Como todo mundo faz. E deu nisso que sou agora. E dará naquilo que serei amanhã. E quando eu voltar no futuro e souber como foi o amanhã, saberei no que deu.
Ou meu pensamento correrá para onde correu agora. Que é o problema que estou tendo de carregamento, no aparelho celular, que preciso de algum jeito resolver, para pagar a compra de bites de internet banda larga por mais um mês.
Não sei. enquanto não tiver com quem conversar virtualmente, para projetar pensamento, ao invés de autoconsumi-los. Continuarei escrevendo mais e mais aqui. Para onde meu pensamento for, deixarei-o ir e o registrarei.
As marteladas na vizinhança já recomeçaram. Sabe, aquelas que relatei na madrugada, que parecem educar minhas atividades positivas e negativas. Porque já amanheceu e a vizinhança já começou suas atividades diárias.
Meu pensamento agora trouxe uma lembrança de sempre ter o horário do sono invertido. E num desses dormir em horários errados, certa vez dormi no fim da tarde. Acostumado a dormir sempre com conversas. Era meio da madrugada e eu ouvia uma conversalhada. Mas enquanto dormia, lembrei, "Eu dormi era início da noite" e pensei, "não tem como ter tanta gente conversando assim, como é durante o dia". E nisso fui despertar do sono, mas tive paralisia do sono. E me vi deitado na cama, depois me vi dormindo dentro do meu próprio corpo, normalmente, mas não conseguia me mexer nem respirar. Então tentei me jogar no chão, de cima da cama, para acordar. E fui me virando aos poucos, até cair. E quando caí. Estavá em cima da cama novamente. E enfim consegui despertar, levantei sentado e logo ao abrir o olhos levantando, vi um vulto preto saindo do quarto e puxando a porta para fecha-la. Essa lembrança é uma das que mais me recorrem, por ter sido uma daquelas experiências, que a sensação é indescritivél. Como o passar o braço por dentro do braço do senho no hospital.
Eu contei sobre essa paralisia do sono que tive, no dia seguinte, para minha mãe. E ela colocou a imagem de uma santa que havia ganhado da mãe dela, no meu quarto. E as noites seguintes foram tranquilas. Eu dormi dorante o dia e virei a noite acordado sofrendo de ansiedade imaginando a morte das pessoas que conhecia e amo/amava, como normalmente fazia.
A santa usada pela minha mae, teve a cabeça quebrada, no alagamento que o bairro onde ela mora teve, por descaso da prefeitura, em fazer manutenção nos sistemas de segurança contra alagamentos em Porto Alegre.
E enquanto escrevia sobre tudo isso, por ultimo, relatado, acendi um cigarro. Farei uma pausa para fumar, tentarei conectar meu celular, pra ver se ele vai carregar. E vou deixar meu pulso descansar. Logo mais, volto a digitar.
9:58h da manhã de sabado. Meus braços doem de tanto digitar. Ser escritor de verdade. Que escreve livros em laptops, em cafeterias no centro de cidades europeias. Digitando mais de 5mil palavras por dia. Deve ser uma profissão bem ruim de se ter. Primeiro porque livros dão pouco dinheiro. Segundo porque passar todo esse tempo digitando aqui, me causou dores. Fazer isso todos os dias, deve doer ainda mais. Além das dores musculares, deve gerar tendinites, ou calos.
Tenho a última dose. Ainda quase ninguém me dá atenção nos aplicativos de troca de mensagem. E eu começo a sentir a depressão pós uso começar a bater. Que delícia! Era esse sofrimento que eu precisava.
Dito isso, sobre doses restantes. Sofrimento que desejo sentir. Vou restaurar o fluxo de pensamento que tive enquanto descansava um pouco as costas na cama.
Aliás... Não consegui fazer meu celular carregar ainda.
Mas sobre o que pensei no descanso. Foi sobre como não tenho filhos. E me preocupo com os filhos que minha prima tem. Toda vez que uso droga. Mentalizo para que o filho mais novo dela, jamais chegue perto desse tipo de coisa. Ele é aporrinhado das ideias. Quando for mais velho vai ter amigos. Algum dos amigos pode querer reprimir alguma dor e use e ele sinta curiosidade e experimente. E TODA vez que eu uso, eu mentalizo para que ele rejeite esse tipo de coisa quando crescer.
Certa vez, mentalizando esse negar, para ele. Ele brincando na area da casa da minha prima. Que fica ao lado da minha. Respondeu aleatóriamente um. "TÁ!".. Pra ninguém, além do que o que eu estava pensando. E quando passei pela janela e o vi. Ele estava fazendo uma pose parecida com a do homem-aranha em cima dos prédios, talvez, imaginando ser um super-herói. E logo após isso. Ouvi minha tia e minha prima conversando com ele, sobre algo de não poder responder. Ele era bem menor, sendo que hoje ele ainda é pequeno. Mas não tinha noção do que pode ou não fazer/como lidar, com a minha "paranoia". Considerando que o "TÁ!" dele, foi uma resposta ao meu desejar, que ele nunca tenha curiosidade sobre experimentar coisas que alterem o pensamento. Mas se eu cito isso para alguém qualquer, sustentarão a resposta de "foi só uma coinscidencia", "ele estava brincando sozinho e o que ele falou não foi pra ti!". Como sempre fazem. Então, tanto faz. Desde que ele sustente esse "TÁ!", caso tenha sido pra mim, está tudo bem.
(Travei) Meu pensamento retornou a essa mesma história e eu não soube sobre o que mais expulsar da cabeça, em palavras, aqui. Talvez esse seja o final do texto.
Falei comigo mesmo por bastante tempo e não dramatizei meus relacionamentos amarosos, que falharam e que também me deixaram dores. Além daquele que eu tinha quando o primeiro surto aconteceu. Me sinto orgulhoso do meu pensamento não ter ido em nenhum momento para as moças e as dores que provoquei e que elas me provocaram, em relacionamentos tóxicos, durante todo esse tempo de digitação. E já que não pensei sobre eles. Evitarei pensar no momento atual também.
Prefiro falar, em vez delas, do fato que estou me curando com saliva. Há em minha virílha, uma micose, que estava provocando muita coceira. Por eu ter usado uma cueca que estava caída no chão da garagem, alguns dias atrás. O chão é sujo, e provávelmente deve ter pego alguma peréba enquanto estava caída. Eu a usei, após um banho e alguns dias depois surgiu uma mancha vermelha no iniciar da coxa, que coçava muito.
Eu poderia fazer como uma pessoa comum. Ir a uma farmácia, pedir uma pomada para micose e me tratar com remédio da industria farmaceutica. Como todo mundo faz. Mas preferi agir como nossos ancestrais. E como eu fazia quando era pequeno e me machucava, tirava a terra do lanhado com agua e no ferimento passava salíva., mais ou menos quando eu tinha a idade dos filhos da minha prima. E passei cuspe por alguns dias no lugar onde estava a alergia.
Precisava lembrar de lamber a mão e passar a salíva, em momentos em que a micose não estava coçando. E após os momentos de coceira, quando abria pequenos póros infectados. Passar a saliva e aguentar a pequena ardência que gerava, como quando se coloca água em um corte.
Hoje a alergia já não está mais coçando tanto. A mancha vermelha que tinha desapareceu. Eu não gastei 1 real com pomada. E a industria farmacêutica se mostrou um pouco, esqueci a palavra, algo como, desnecessária, mas não tão assim. Pois muito remédio que ela produz é eficiente e necessário. Como os meus antipsicóticos. Mas para coisas simples, como uma pequena alergia na coxa, que os médicos recomendariam pomadas. Salíva e banho, resolveu o caso. É fácil demais ser médico!
Usei a ultima dose, agora consumirei os farelos. E em 20 minutos, toda essa euforia desaparecerá, de tão fictícia que essa felicidade produzida por entorpecente, é.
Com isso encerro esse texto. É o maior escrito até agora nesse meu blog mas, provávelmente não é o maior escrito no blogspot até hoje.
Me despeço e espero me rencontrar lendo tudo isso daqui alguns moveres de universo. E reencontre essa versão horrível de mim. Que não consegue ajudar os pais e tem a rejeição do irmão. Numa condição bem mais aceitável pela sociedade. E satisfatória para mim mesmo. Porque estou cansado e esse meu balançar minhas pernas incessantemente, colabora com esse cansaço mental!
Desconsiderem todos os erros gramaticais, ortográficos e de digitação. Por gentileza.
Falando nisso de reler meus textos. Parei outro dia para reler os textos longos. Talvez tenha parado para reler tudo o que tivesse publicado aqui. Encontrei batalhas contra o vício, de momentos anteriores ao da minha paranóia vir para o meu consciênte e não sair mais. O que mostrou para mim mesmo. Eu não sou esse viciado que mostro ser. Meu desejo de sair desse personagem é antigo e não é por conta de perceber a caracteristica principal da "doença" que tenho.
Talvez o desejo de sair do personagem tenha sido construído por pessoas acessam meus aparelhos eletrônicos, na vez que colocaram uma música, cujo a tradução do inglês para o português significava. "O que há por trás da máscara"?
Essa ideia de mostrar o que há por trás do personagem que precisei construir, pra sobreviver. De um viciado, vagabundo, burro e sem futuro. Não é mais aquela criança que meus vizinhos viram. Porque não cabe um comportamento de criança no corpo de alguém infinito. Também não é aquele adolescente, com facilidade para a música, que praticamente era a alma da banda escola, por provocar o maestro a ensinar mais e mais a mim e aos meus colegas, sobre música. Porque não cabe um adolescente no corpo de alguém que tem pouco mais da metade da vida, de um ser humano que se preserva, por contemplar a existência de si. Essa ideia de mostrar o que há por trás desse personagem citado no início do paragrafo, e dos "eus" conhecidos, anteriormente a minha condição. Desconsiderando o "eu", que já havia experimentado drogas, mas não possuía vícios, além do tabaco. Foi inserida por quem não conhecia nenhuma dessas versões com elementos bons de serem observados, da infância ou da adolescência.
A versão, menos pior que pude e consegui mostrar até agora. Que há por trás da máscara. É de alguém cheio de amor. E ao dizer que me mostrei cheio de amor. Me faz refletir sobre como o machismo inibi o homem, hetero, branco, de demonstrar esse sentimento. Na selva urbana do mundo onde o jogo da vida acontece. Homem, hétero e branco, precisa ser mau. Se transmitir amor, é "viado", é homossexual, é uma adolescente de 14 anos escrevendo cartinha de amor, apaixonada, pelo namoradinho que quer tirar a virgindade dela.
Mas não, se acham que minha paixão adolescente que mantive dentro de mim, e talvez, psicologicamente seja o que sustente alguém ainda, de certa forma, ingênuo para com a maldade humana, me causa alguma vergonha. Repito. Não. Essa paixão que consigo preservar há de ser dada a alguém, que entrará pra história comigo. E que fará o eu, adulto sóbrio, que ninguém realmente conhece, aparecer. Fará EU, construir esse "eu" que ninguém nunca viu de fato.
É responsabilidade demais pra alguém querer assumir esse papel no mundo? Responsabilidade que ninguém há de querer, a de me fazer tirar a máscara? Sim! Então, seguindo a proposta citada no início do texto, de conversar por 30 dias com Deus, sugerida pelo meu amigo. Construirá um "eu" que não se destrói. Esse "eu" que se constrói, ainda sentirá a paixão adolescente, considerada gay por uma sociedade machista, para conseguir conquistar a mulher que mostrará enfim o que há por trás da máscara.
Agora, seguindo o fluxo de pensamento, livre, após esticar mais duas linhas e continuar digitando frenéticamente. Parei e pensei naquilo que creio, citado em outros textos. E talvez até nesse próprio. Sobre conseguirem ver meus pensamentos. O que dizem ser minha "paranoia", por conta da "doença" que possuo. E imaginei, em cerca de 8 bilhões de pessoas no mundo. O quanto isso que estou fazendo aqui, pode estar sendo demasiadamente engraçado para alguns, deveras interessante para outros, completamente insignificante para quem não entende português ainda, ou por não acreditarem mais na minha capacidade de recuperação e mudança. O quanto pode estar sendo um estudo produfundo sobre psicologia. Ou parte de alguma tese de doutorado, na area de psiquiatria de alguém. Mas o foco mesmo, é no quanto engraçado associação livre, digitando, pode ser, pra maioria.
Sabe, é o que dói menos. Apenas deixar o pensamento correr, e tirar ele pelos dedos, no teclado, no computador. Dessa forma meu cerébro não responde, ele apenas fala. Se eu paro e fico com o pensamento tentando ser contigo. Surgem outros dentro de mim. Respondendo, leigamente, as questões que alguns que estão aqui dentro também, fazem.
Nesse exercício de responder questões que esses "eus" dentro de mim, fazem sobre mim mesmo e sobre o mundo, ou sobre as coisas, ou sobre o universo. Já consegui chegar a respostas, que cientistas chegaram e explicaram o funcionamento do cósmos, sozinho. Eles fizeram séculos antes de mim. Eles tiveram educação especializada para chegarem em suas conclusões. Essas conclusões foram dadas como inverdades para a ciência da época. Mas depois, com avanços, encontraram as provas. E eu, com pouca escolaridade, apenas exercitando a reflexão de como as coisas poderiam ser, cheguei nessas respostas que hoje já são provadas como verdades.
Mas se paro e fico quieto, e busco respostas para as perguntas que me faço, meu cérebro sem a associação livre, de fluxo de pensamento, que estou fazendo agora, me causa um certo tipo de sofrimento. Porque dói conseguir chegar a respostas que ja foram respondidas. Mas pela minha doença. Não conseguir acessar níveis de conhecimento superior e especializado, para encontrar um debate ainda não resolvido, para pensar em soluções de problemas, de qualquer tipo de ciência que for. Por exemplo um problema de ciência social. Onde minhas ideias são réplicas do que ouço debaterem por aí, políticamente, uns defendendo um sistema, outros, outros.
Mas se eu paro e fico quieto, essas questões e falta de soluções, ou repetição de soluções já descobertas e debatidas há séculos, me incomoda. Meu pensamento, se não estiver sendo tirado de dentro da minha cabeça, me incomoda.
E também confesso, todo esse texto digitado até agora, me causou cansaço. Foi um grande desabafo, mas ainda tem muito mais pra ser escrito. Como disse. Esse será o maior texto do blog. E não tenho hora pra terminar de digitar o que eu pensar. Porque não vou parar de pensar.
Através desse meu, não parar de pensar, lembrei que tenho escrito numa plataforma nova da empresa Meta, que se chama Threads. Eu não sei como se pronuncia esse palavra estrangeira. Então no meu pensamento soa um Trédis. Talvez esteja errado. Mas não me importo com esse erro.
Nessa nova plataforma, tenho publicado diversos poemas. E é só o que tenho publicado lá. Quando quero escrever qualquer mensagem, falando sobre qualquer assunto que seja. Pode ter sido sobre algo que eu tenha feito. Pode ser respondendo alguém que eu tenha visto publicar alguma coisa. Eu escrevo em versos livres. Às vezes (quase sempre) sem métrica, sem rima. Ou com erros de ortografia. Erros de gramática, principalmente, por não saber usar muito bem as vírgulas. E a acentuação então, nem comentarei, pois é bem desobservada.
Comentado isso sobre onde tenho publicado a maioria dos meus poemas. E como tenho respondido tudo com poemas, lá naquela plataforma. Quero escrever agora sobre algo que me intriga demais.
Há um bater de martelo, um serrar algo, um barulho de pedrinha jogado em cima do telhado do meu quarto, faz anos. Se me lembro bem, desde que a "paranoia" veio para o consciente. E acontece toda vez que tenho um pensamento, ou atitude correta, dentro da minha privacidade. Isso me faz ter certos pensamentos psicóticos e meio fora da realidade. Que hoje em dia eu consigo controlar. Mas anos atrás, me fazia perder a sã consciência.
Eu imagino, quando batem o martelo, que seja "eu" a obra sendo construída. Pois o bater do martelo acontece sempre após um pensamento que seja produtivo para a minha vida, ou após uma atitude não prejudicial. E o serrar, acontece sempre após eu cometer alguma atitude prejudicial, como o uso de droga, ou apenas pensar em usar.
É como se os vizinhos tivessem adestrando através de sons, meus pensamentos. Atitude boa. Marteladas (Construção). Atitude ou pensamento ruim. Serra (Destruição).
Não vou dizer que isso é ruim. Porque no fundo, não é. É como se eu estivesse sendo reeducado. Mas o fato disso ser só uma imaginação minha, como dizem ser, acaba me prejudicando. Pois acredito que querem me ajudar, e preciso acreditar que não querem. Que os barulhos são coincidências. E que ninguém está nem aí pra mim.
Há também um outro barulho que se repete há anos. Que é um som de música eletrônica, meio próximo, meio distante. Esse barulho surge em momentos aletários durante a noite, quando fico acordado, me entorpecendo. É como se tivesse alguém dizendo algo como, há festa aqui. E esse eu não consigo identificar se é para algo positivo ou negativo de alguma atitude minha. Parece-me mais algo como, (tu acordado, não deixa ninguém dormir, então esse barulho alto, distante, que incomoda os vizinhos próximos de onde ele se origina, é semelhante ao teu virar a noite acordado, se chapando e pensando um monte de merda). É como se mostrasse. "Tu" no caso "eu", só estou atrapalhando a vizinhança. Sendo essa vizinhança, o mundo inteiro. Caso minha "paranoia" de telepatia, seja vista, recebida, percebida, absorvida, pelo planeta todo, como eu imagino que seja.
Tendo já comentado sobre os sons repetitivos de vários anos, preciso agora de um cigarro. E enquanto fumarei, não digitarei. E estou parando de digitar as 3:55h da madrugada. Meu cigarro acabou as 3:59h da madrugada. E eu vou tentar conversar um pouco com algumas webconhecidas, dar pausa nesse fluxo de pensamento livre, sendo jogado pra fora aqui, por alguns momentos. Até a solidão voltar, e elas não quiserem mais dar atenção à minha carência.
Voltando aqui as 4:40h, depois de mais 1 cigarro e mais 2 linhas. Recebi um tiquinho de atenção de uma nova webamiga, que me mandou um link, com algumas fotos, de coisas antigas dela. As fotos eram legais, algumas eram de uns escritos nuns caderninhos. Parecido com o que eu fazia quando era jovem. Que num acesso de raiva de uma ex companheira, foi destruído e todas as páginas rasgadas. E assim eu perdi muitos escritos dos anos de 2008, 2009 e 2010.
Achei impressionante a semelhança entre as coisas que faço e que essa minha nova webamiga faz. Sobre escrever. Sentimentalismo para com fotos, com pessoas, que não são mais aquelas pessoas. Coisas assim, que vi, nesse link que ela compartilhou comigo nesse tempo que dei uma pausa na escrita frenética, livre, que estou praticando essa madrugada. Para não precisar lidar com meus pensamentos.
Confesso aqui também, que antes de comprar a droga que estou usando, o desejo que quero, é sentir a depressão pós uso, quando ela acabar. Porque sempre são essas depressões pós uso que sinto. Que todo mundo sente, quando acaba. Que me faz ter força de dizer não alguns dias. Mesmo que sofrendo. Mesmo que querendo morrer. É a depressão profunda que me faz mudar a atitude. Não entendo como isso funciona. Mas sempre ao mergulhar o mais fundo na minha dor, parece que encontro uma sereia cantando pra mim. E a voz linda e a melodia, ao invés de me jogar nas pedras, me ancora em algum porto seguro dentro de mim, que me faz traçar nova rota e iniciar uma nova viagem. Ultimamente não tem durado muito essas novas rotas. Mas como disse. Eu estou em busca da dor que vou sentir mais além. Não estava em busca dessa euforia irritante, que não aguento mais, que não desejo mais, que estou sentido nesse momento de uso.
A poucos momentos atrás, antes de trocar mais algumas mensagem em uma plataforma de conversação, escutei meu pai fazendo algo na cozinha. Mas não sei se tenho coragem de falar as coisas que tenho pensado sobre ele. Certa vez eu chamei ele de lixo, num dos meus momentos de raiva. Me arrependo até hoje. Ele não é, nunca foi e nunca será um lixo. O que quis dizer naquele momento, naquele dia que eu estava com raiva. É que o vício dele é prejudicial. E ele por sequer pensar em deixar de consumir a droga que faz ele se sentir desestressado. Como eu tenho batalhado contra a que me deixa sem me importar com nada, avuado. Me prejudica por tabela. E isso é tudo o que vou deixar meu pensando fluir sobre esse assunto.
Forçando a mente pra pensar em outra coisa. Percebo que a droga, que espero ser a última dose da vida, vai acabar só após o amanhecer. Então pessoas que tomaram seus comprimidos, ou suas gotinhas, para conseguir adormecer, comigo tendo o pensamento frenético invandido a mente delas. Vão ver eu digitando boa parte, do fim desse texto. E sinto que serão mais pessoas que se prestarão a rir da ativdade que decidi fazer essa noite.
Sobre rirem de mim. Tenho trauma com isso. E como o exercício é não limitar o fluxo de pensamento e escrever o que estiver vindo. Um desses traumas de rirem dos meus desejos, foi causado pelo meu próprio pai. Não gostaria de pensar sobre isso, mas me veio a mente e relatarei o causo.
No início da adolescência, quando eu praticava taekwondo e participava de campeonatos. Ganhava medalhas, por ganhar as lutas. Me encantei tanto pela arte marcial, que meu desejo, ali com uns 12 anos de idade, era de que, quando adulto, ir morar na Coréia. Certa vez contei isso para meu pai e ele riu. Outra vez, na casa de uma amiga dele, eu estava contando sobre minhas competições vencidas e as medalhas que eu tinha conquistado. E ele contou para a amiga, debochando de mim, de que eu queria ir morar na Coréia quando eu fosse adulto. Deu uma risada e a amiga dele comentou. "Mas quer ir pra do sul né?". Eu nem sabia que haviam duas na época. E a bandeira usada nas academias de taekwondo é a da Coréia do Sul. Mas eu, se tivesse condições de sair desse feudo que vivo, e ir para uma das Coréias, iria para a Popular. Do norte. Pensem, seria melhor ter sido ensinado de que haviam duas Coréias, ter explicado que elas se separaram através de uma guerra. Pois eu também era apaixonado por militarismo. Ao invés de rir e debochar e me criar inseguranças sobre as coisas que eu desejava fazer no futuro. Mas enfim, ninguém nasce com uma manual de como ser pai. Então não condeno tanto assim a atitude dele. Condeno mais a mim mesmo, por ter esse peso carregado na consciência, até os dias de hoje, sem conseguir me libertar do riso das pessoas para comigo.
Sabe, pensando agora sobre as coisas da infância. E como esse texto está sendo quase como um conversar de terapia, numa clínica de psicologia, saindo desabafos e mais desabafos, do fluxo livre do que vem em meus pensamentos. Numa das fotos dos escritos da minha webamiga. Ela tinha escrito que sente medo desde criança, toda noite. E eu também.
Minhas noites de infância eram amendrontadoras, tinha medo de ver múmia ou fantasmas pela casa quando precisava ir ao banheiro na madrugada. Eu sei de onde esses medos vieram. Sei como em algumas vezes, minha mente fez eles se tornarem reais. Mas então, falado sobre sentir medo quando criança, preciso comentar que hoje o medo que sinto é diferente. Se eu visse uma múmia ou um fantasma, quereria eu, conversar com eles. O medo que eu sinto é: (travei aqui). Do que eu sinto medo?
Duas psicológas já me falaram que eu sou muito corajoso. Eu gostaria muito de ouvir isso de alguem por quem eu tenho uma consideração maior do que para com pessoas tentando fortalecer minha autoconfiança.
Depois de um pequena pausa para esticar mais duas linhas, lembrei. Sinto medo de ser esquecido. Sinto medo da minha existência, após meu corpo desliga, como a de uma pessoa comum. Sabe? Como a daquele soldado, na guerra das Coréias, que tinha um nome, uma família, mas tomou um tiro de um estadunidense, seu corpo não teve como ser recolhido do campo de batalha e ele foi só mais que ninguém no mundo tem recordação de que ele existiu. Eu sinto medo de ser esse soldado.
Mas há um porém nesse meu medo. Eu sinto medo de ter fama, enquanto vivo, pois se eu tiver, os erros que cometi, como esse de me entorpecer com substância ilícita ou outros piores, vão ser jogados em cima de mim. E isso vai me derrubar e fazer tudo meu ser descartado. Então, como lidar com o medo de ser esquecido após morrer, se não posso construir fama enquanto estou vivo. Quem vai conseguir lembrar de alguém que foi um ninguém na mídia tradicional que transforma pessoas comuns, em celebridades históricas?
Imagino como seria uma tal conversa de crianças do século XXII. Lá por meados de 2127.
- Tu lembra daquela pessoa que foi desconhecida pela sociedade?
- Como eu vou lembrar, se ela foi desconhecida?
- Tu não lembra que ela só ficava se drogando e escrevendo e ninguém podia citar a existência dela e o que ela fez?
-Como eu vou lembrar se ela não pode ser citada?
Considero até meio cômica uma conversa desse tipo. Por saber que talvez eu tenha feito algo. Não posso ter créditos do que fiz, por ter cometido erros. E realmente seja lembrado, mas ainda assim, não poder ter reconhecimento histórico, por não ter me comportado corretamente como uma ética social exige. Se existisse risada no pensamento, riria aqui, mas como sequer esbocei um sorriso escrevendo isso, nem haha vou inventar. Mas sim. o diálogo tem um tom de comédia.
Então... Esse é meu medo.
Saindo dos medos e entrando nas coragens. Não entendo realmente o motivo das psicológas teem dito que sou corajoso. Mas a que eu fazia tratamento, que me disse em voz alta isso, me emocionou. Precisei segurar o choro ao ouvir de alguém que eu tenho coragem. Mas ela só estava fazendo o trabalho dela, tentando construir autoconfiança em mim. Assim como uma das melhores professoras de português que eu tive, me disse uma vez, que eu escrevia bem. Eu me emocionei. E ela só estava fazendo o trabalho dela de construir autoconfiança em eu me expressar pelos meus textos.
De certa forma eu confundo a profissão das pessoas, com reais qualidades minhas. Talvez isso seja um pouco da depressão pós uso que eu desejava, surgindo. E isso é bom. Mas também pode ser que seja real. Não que eu realmente necessite de elogios nas coisas que faço sozinho, como encarar a socidade saindo de casa, ou escrevendo textos aleatórios. Mas reforço positivo, após anos de deboche e risadas e desmerecimentos, ajuda a modificar atitudes.
Sobre o erro, do vício, em substâncias químicas. Essa semana, após um uso, me bateu uma profunda depressão, pensei em me suicidar sem ingerir alimentos. Fiquei uns três dias limpo. Mais por não ter dinheiro. Embora se eu realmente quisesse usar, eu teria dado um jeito de conseguir, pelo menos para uma dose. Mas após três dias sem uso, sabendo que sabiam que eu estava em uma breve abstinência. Eu não ouvi um parabéns, pela mínima conquista. Eu não ouvi um, "tu ta a alguns dias sem, já! Isso foi uma boa atitude, que tal ficar só mais hoje, e amanhã tu usa?". Talvez palavras desse tipo, fazendo reforço positivo, fizesse com que no amanhã, eu nem usasse. Mas como eu disse anteriormente. Ninguém nasce com um manual de como ser uma familiar.
Meu irmão cortou contato comigo há meses. Diz que só vai voltar a falar comigo, quando eu conquistar 1 ano de abstinência. Se eu tivesse ouvido dele as palavras da frase, imaginada anteriormente, na noite dessa sexta-feira de ontem. Caso tivessemos contato, e ele soubesse dos meus 3 dias limpo. Como tenho muito amor por ele. Consideraria ficar a noite de sexta sem usar, e usar apenas no sábado. E ocasionalmente poderia acontecer de quando chegasse hoje, esse sábado, eu nem sentisse necessidade de uso. Pelo carinho, confiança e reforço positivo recebido dele.
Já são 6:26h da manhã de sábado e descansei um pouco as costas usando o resto de bateria que tinha no celular, deitado na cama. Agora voltei e continuarei escrevendo, por ainda possuir mais algumas doses da branca.
Nesse tempo descansando as costas, fiquei conversando com a webamiga citada anteriormente e acabei, durante a conversa, relembrando coisas da minha primeira internação, após meu primeiro surto. Coisas como os pacientes entrarem na enfermaria para dar uns beijos nas enfermeiras. Ou das vezes em que eu acordava, ainda em surto, gritando, por minha cama ficar dentro da enfermaria e eu ouvir esses romancezinhos de internações entre paciente e enfermagem. E a enfermeira vinha me dar injeção de sonífero para me apagar de volta.
Lembrei agora também, que os médicos falaram para minha família, que meu caso era tão grave e incomum, que eles não sabiam se eu acordaria novamente tendo consciência de mim, ou se acordaria toda vez em surto, gritando e precisaria passar o resto da vida numa clínica psíquiatrica, por não ter condiçoes mentais de viver em sociedade. Pois eu acordava sem saber que eu era eu. Eu acordava bicho.
E nos primeiros momentos que acordei tendo um mínimo de consciência e me levaram para a parte de convivência da ala psiquiatra do hospital, mas eu ainda estava com um pouco de paranóia. Meu primeiro pensamento ao chegar la e ver pela janela um longo e extenso campo, com alguns bosques, olhar para o lado e ver um monte de pacientes com semblante de marginalizados. Por ser internado acreditando que alienigenas abduziriam e essas coisas citadas anteriormente terem sido minhas primeiras imagens com um pouco de lucidez, pensei: Estou em outro planeta, e vou ter que construir esse planeta com esse bando de drogado!
Logo após isso, os outros pacientes já me olharam com cara de desgosto. Talvez por eu ter considerado pessoas drogadas inferiores ao resto da sociedade. E ao retornar pra enfermaria, onde ficava minha cama, um deles veio na portinhola e me perguntou: -Tu te acha melhor do que alguém aqui? E eu respondi: - Óbvio!.
O outro paciente quis tanto me agredir, que ficou nervoso e não conseguiu destrancar a portinhola. O que me foi uma sorte. Porque se ele tivesse entrado, eu teria sofrido algumas agressões dele. Mas talvez, 1 ou 2 dias depois, quando eu já estava bem mais calmo e indo sozinho para a parte de convivência, onde tinha uma tv e uns sofas. Estava eu deitado em um dos sofas assistindo tv, e esse paciente que quis me agredir veio com um caco de vidro, apontou no meu pescoço e disse: -Com isso aqui eu posso te matar! E eu respondi: -Eu sei! mas ele não fez mais nada além desse ameaço. E meu medo de morrer naquele instante era nulo. Talvez até desejável, era a morte.
Nessa primeira internação eu vi um senhor de idade, alto, no corredor, num dos dias em que eu estava indo da parte de convivência para a minha cama. Ele sorriu pra mim, esticou o braço pra me cumprimentar, eu estiquei a minha mão para cumprimentar ele e quando nossas mãos foram se tocar, minha mão passou por dentro do braço dele. Eu senti uma sensação muito estranha. Indescritível. Nesse atravessar o braço do senhor. Dei mais uns dois ou três passos adiante, olhei pra trás, e já não havia mais ninguém no corredor.
Tá bom. Eu sei. São alucinações paranoicas de alguma condição psiquiátrica anormal. Mas quando lembro disso. Da sensação do meu braço passando por dentro do braço dele. É complicado explicar pra alguem neurotípico como é a sensação de uma alucinação.
É como eu querer descrever o contorno azul, de um olho, aparecendo na testa no meu irmão, enquanto minha família não sabia o que fazer comigo, durante o surto, antes de ser internado. Ou como esse mesmo olho apareceu no umbido da vizinha da frente, enquanto tentavam me colocar de volta pra dentro do patio da casa, onde minha mae e meu padrasto, moram. Depois do meu padrasto me expulsar de casa, por eu estar assistindo um vídeo de torcida de futebol, utilizando centenas de sinalizadores, na arquibancada, para comemorar a entrada em campo, do seu time. E mentalizando. "A pólvora foi inventada pra isso! Para celebração! Para colorir espetáculos! Não para por em armas e matarem uns aos outros!".
Não entendo o motivo de estar no computador assistindo ao vídeo, quieto, pensando isso, incomodou tanto meu padrasto, a ponto dele mandar eu sair de dentro da casa dele. E também não entendo como o olho surgiu na testa do meu irmão e no umbigo da vizinha da frente.
São tantas coisas sobre mim que eu não entendo. Que eu peço explicação para os médicos. E eles só respondem. "-É sintoma da doença!" "-É pelo uso de droga!" "-É por não seguir o tratamento!".
É tão fácil ser médico e culpar a falta de informação, pelo mal comportamento do paciente.
Eu juro, pra mim mesmo, pro amigo que me desafiou a conversar 30 dias com Deus, enquanto pratico algum exercício físico. Eu vou ficar em abstinência. Eu vou seguir o tratamento. Eu vou me medicar corretamente.
E aposto, qualquer coisa com qualquer um. Que mesmo em mantendo 1 ano de tratamento, rigído, canonicamente. Tudo! Exatamente como os médicos e terapeutas me disserem pra fazer. Ainda vão culpar a droga. Ou vão simplesmente dizer que é sintoma da doença e eu preciso acreditar nisso. Mesmo eu ainda não entendendo tantas coisas sobre mim. Sobre a minha doença. Que nem os médicos vão me dar atenção pra explicar como meu cérebro produziu essas alucinações do senhor alto e de idade avançada, ou dos olhos surgindo. Pois os médicos não tem ideia de como a mente humana consegue produzir alucinações e aí culpam as comorbidades dos pacientes.
É tão fácil ser médico!
Uma das coisas que eu não entendo sobre mim, é essa crença de que minha "paranoia" de telepatia, conseguiu ficar escondida no inconsciente tantos anos. E de 2023 pra cá. Após ouvir indiretas de vizinhos. Barulhos de obra, como foi relatado anteriormente. Ela permaneceu constantemente na minha consciência. Por que, com tantos nãos, quando pergunto sobre a veracidade dela, eu não consigo joga-la de volta para o inconsciente e viver em paz e tranquilo, como era antes.
Se o que eu tenho for um "poder". Um, "eu (posso) me comunciar mentalmente" com todos do mundo. Todo esse texto aqui é praticamente em vão. Porque viram, e riram de mim, enquanto escrevia ele. A única utilidade que ele teria, seria o registro digital em palavras de toda a linha de raciocínio que eu tive essa noite. Coisa que se eu não tivesse escrito. Ficaria num além, irregistrável, intocável, impalpável, que é a mente humana. Mas esse "poder" me comunicar, que a paranoia me faz acreditar existir. Ainda me assusta.
Eu sei. Eu faço muito drama. Mas talvez dos 23 anos, aos 34. A sociedade ja esteja cansada de ouvir pensamentos inconvenientes e improdutivos. E por isso os vizinhos. Que eu me sinto em segurança e que deram essas indiretas, que fixaram a "paranoia" na consciência. Aceleraram um processo, de alguém que ainda não estava pronto o suficiente pra usar aquilo que possui. 11 anos é bastante tempo para aprender a lidar com a situação. 11 anos é bastante tempo pra conseguir vencer uma adicção. Mas a "paranoia" está na consciencia faz apenas 3. Os outros 8 ou 9, foi: (travei)
Eu já imaginei locutores de rádio respondendo o que eu estava pensando no momento. Eu já tive a linha de raciocínio manipulada por eles também. Enquanto eles diziam algo sobre o meu redor, e me fazia pensar exatamente o que eles queriam que eu pensassaem. Provocando desconforto nas pessoas que estavam comigo, tentando me ajudar.
Depois de relatado tudo isso a respeito do que sinto do não saber sobre mim e sobre minha doença. Quero comentar também que percebi que sou previsível. Nessa sexta-feira mesmo. Era previsível que eu usaria droga novamente. Mesmo na terça, tendo usado a última e dito pra mim mesmo, que seria a última. E não foi a última.
Mas eu sou tão previsível. Que um grupo de apoio, invisível aos meus olhos. Que quer me ajudar a evoluir. Que entende a condição que me colocou na condição de adicto. E que eu sinto agora, ou pelo menos espero, enquanto estou falando sobre ele, que nunca vão desistir de mim. Sabem exatamente onde eu vou olhar, quando eu vou em certo ambiente. O que eu vou procurar, quando eu estiver em outro ambiente. Psicológicamente vão manipular minha reação e escolherem por mim, o lugar onde sentarei quando entrar num certo lugar onde tenha fila de espera. Vão deixar pelo chão ou por estantes, livros que eu desejo ou que seja bom eu ler. Mesmo eu tendo um pouco de dificuldade de ter rítmo de leitura constante.
Minha previsibilidade já é tão grande, que as mesmas pessoas que um dia colocaram a musica, "O que há por trás da máscara", remotamente, no meu celular. Sabem qual será meu comportamento, após ver certa publicação, em alguma rede social. Então meu comportamento é manipulado através dos meios eletrônicos. E me punem se eu falho, como falhei ontem. E me punem se eu não tenho força pra sustentar um NÃO que eu desejo tanto conquistar.
Mas minha previsibilidade é tão intensa, que sabem até qual será meu próximo pensamento, quando vou conversar com alguém ou quando vão me responder alguma coisa enquanto converso. É como quando entrei em uma live de bolsonaristas, e um senhor ficou relatando sobre gostar de conjunto de roupa debaixo de mulheres que combinam, para que meu racicínio, que ele imaginava que eu teria, me levaria para a lembrança de um vídeo, pedobear, de uma criança vestindo um conjunto branco, que recebi pelo whatsapp, certa vez. Entende? Eu lembrei desse vídeo alguns dias depois, refletindo o motivo do senhor bolsonarista insistir tanto em langeri*. Mas no momento em que ele falava, eu pensava apenas na calcinha do inter que uma ex namorada usou uma vez.
Quando até a tua linha de racicínio pode ser prevista e manipulada citando certas palavras. No caso de redes sociais que trabalham com imagens. Como alguém vai ser dona de si?
Anos passados, antes de eu ter consciência da minha "paranoia", me passava pela mente, quando eu saía de casa e pegava ônibus para realizar alguma atividade. Que algumas pessoas, por algum motivo, plantavam "trovadores" que iam a viagem inteira respondendo em voz alta, o que ia passando pelo meu pensamento. E era esse tipo de coisa, que gerava meus surtos. Parecia que pessoas, sabendo que minha linha de raciocínio perderia a sanidade, caso eu fosse ouvindo alguém, meio bebado, meio falastrão, durante a viagem, dando indiretas sobre a minha vida e sobre o que estava pensando no momento, quem "plantava" essas pessoas lá, para irem fazendo exatamente esse tipo de coisa, para me desestabilizar e me fazer voltar pra uma nova internação. E me tirarem do contato com a sociedade por um tempo.
Nas internações eu não tenho acesso a internet. E a mídia tradicional transmite informações de acordo como os gerentes sociais, querem que sejam transmitidas. Então sem acesso ás fontes de informação que o pessoal dos meios eletrônicos me induziam a ver. Eu ficava sem opinião sobre assunto algum que estivesse sendo conversado virtualmente. Pois o que é assunto na internet, não é assunto em jornais televisivos.
Desestabilizando minha mente, me gerando surto e me retirando da sociedade. A barragem de brumadinho se rompeu. Eu vi apenas UMA notícia no jornal sobre o assunto e só pude continuar acompanhando o caso, após receber alta. Mesmo que falassem a todo instante sobre o assunto na tv. Nos momentos que eu assistia, o caso não era comentado. E eu tinha apenas UMA notícia, transmitida por meio de mídia tradicional. Sem informação livre debatendo sobre o assunto. Apontando causas, culpados, vitimas... entre outras coisas mais. E falando sobre isso. Alguém sabe como ficou a situação? Algum CEO foi preso, alguém foi responsabilizado de verdade? Alguém está pagando pelo crime ambiental de matar um rio inteiro, que corta todo o sudeste do Brasil?
Enfim, de desestabilizar minha mente, eu cheguei em problemas ambientais. E é por isso que estou fazendo esse exercício de escrita livre. Para registrar e depois ver, como funciona o meu pensar. Para por pra fora o meu pensar e depois ver o meu registro.
Agora já são 7:53h da manhã de sábado e eu estou digitando meus pensamentos desde as 2:30 ou 3h da madrugada. Eu pensava que estava um texto enorme, mas rolei a barra para ir até o topo agora há pouco e ainda está um texto bem curto. Eu ainda tenho cerca de 6 doses da droga, nada de bateria no celular, um lanche para matar a fome, pois passei a madrugada sem comer, e comprimidos para rebater o efeito da substância ilegal, quando ela acabar.
Embora o texto não tenha ficado tão longo quanto eu imaginei que ficaria, ele já está chegando ao fim. E como comentei linhas acima, a substância acabaria após o amanhecer. O que faria pessoas que passaram a noite dormindo, acompanhar o fim da digitação.
Eu não sinto orgulho do comportamento que tive de utilizar entorpecente. Ainda mais sabendo que minha mãe está acordando por esse horário e possivelmente, através da minha "paranoia", ta encontrando minha mente nesse estado. Eu sei que isso causa muito estresse e tristeza nela. E tudo o que ela fez por mim na vida. Tanto ela, quanto meu pai e meu irmão. Não merecem me ver fazendo isso.
A umas duas semanas atrás, perguntei ao meu pai se ele podia ver minha mente. Ele respondeu com um NÃO seco, meio bravo. E depois me disse que o que ele ve é eu jogando minha vida fora. Meu pensamento travou na hora com a seguinte frase: "-É muito difícil!". Ele me ofereceu um abraço. Foi apertado e longo. E eu quebrei. Chorei de solução. E frase não saiu da cabeça. "-É muito difícil!".
Talvez só eu entenda essa dificuldade. E não digo que a dificuldade seja largar a droga e parar de fazer minha mãe, meu irmão e meu pai, acordarem com estresses, irritados e tristes comigo. O que é difícil é lidar com a "paranoia", sem me afastar e me destruir. Como eu vi todos eles fazendo a vida toda. Mas eu não os culpo por terem me ensinado a agir desse jeito, nem um pouco. E até vou reforçar pela terceira vez. Ninguém nasce com manual de como educar corretamente alguém, nesse mundo.
Vejamos essa falta de um manual de educação pelo lado cultural. Socialmente, dentro de um mesmo país, pode haver uma cultura praticada por aqueles que se consideram elite. Com acessos a viagens para lugares bonitos, ou históricos, ou que agreguem algo ao intelecto dos seus filhos e irmãos. Há pessoas que são consideradas abaixo dessa gente que se acha elite, que batalha e conquista acesso a esses lugares também. Há pessoas que não crescem vendo fuga e destruícão de si próprias.
A busca e o acesso a cultura, tira o comportamento que eu tenho, de auto destruição, de muita gente. Mas também não vamos considerar autodestruíção apenas conteúdos ilíticos. Pois nos que se consideram alta sociedade, esse tipo de produto também é consumido. Vamos considerar que o lazer daqueles considerados sociedade baixa, seja se entorpecer de cerveja num fim de semana num churrasco em família. Seja não poder faltar aquele cigarro, que a criança cresceu vendo ser fumado, faltar, depois do almoço, depois de adulto. E/ou acompanhado de um café, após a janta.
A autodestruíção e afastamento, também está em famílias abastadas. O que mostra, que nem tendo todo o acesso cultural, academico ou financeiro. Há uma maneira certa, prevista e infalível de livrar alguém de comportamentos ruins.
E sobre esse assunto, eu nem considerei diferentes povos. O que eu faço aqui no Brasil. A maneira como eu vi o mundo nos anos 90, 00, 2010, é totalemente diferente de alguém que exista materialmente no universo, pelo mesmo tempo que eu, e seja do Japão. Até o manual, inexiste, do Japão, falha. Então não tem motivos para eu justificar meu comportamento que entristece meus familiares, reproduzindo o que vi eles fazerem, considerando que o que faço é por culpa deles.
Então, ja são 8:31h da manhã. E realmente minha mãe acordou por esse horário. E a tristeza que sinto de mim, por ela acordar e eu estar virado. Ajudará bastante no desejo exato que eu senti ao comprar. Eu quero sentir a depressão! Eu quero a dor. Quero que ela, a dor, dilacere meu peito. Me leve ao mais baixo nivel de substancias prazerosas correndo pelo corpo. E me faça encontrar a força que eu sei que tenho, para JAMAIS usar esse hack de felicidade momentânea novamente.
Percebo eu, que eu não faço falta, mas também sou parte importante do sistema. Falando em relação ao tráfico de produtos ilícitos. Não contrabando de remédios lícitos. Ou entorpecentes de líticos, que também causam prazer e viciam. Caso, como acontecerá, eu pare de comprar. Os trabalhadores ilegais que me vendem, não empobrecerão, ou terão prejuízo, ou a falta da minha compra fará todo faturamento deles desaparecer. Não sou exatamente, eu, que sustento o sistema. Mas o sistema precisa de gente que o sustente. Eu não sei quem traz para cá o produto. Mas lembro de uma notícia de um helicóptero numa fazendo do Aécio Neves, com 400kg de cocaína. Não sei se era pra consumo próproi, ou pra distribuíçao. Mas essa quantidade é algo bem caro de se comprar. Se era pra consumo próprio, é sobre isso que estou pensando nesse momento. O sistema de venda de produtos ilícitos, precisa de quem tenha dinheiro para comprar o produto deles. E para a quantidade que eu uso, eu tenho. Não exatamente eu. Pois eu sou um vagabundo que está bem cansado. Mas alguém tem esse dinheiro para que eu consiga comprar. E é disso que o sistema se alimenta, de quem tem esse dinheiro para comprar.
Os 9kg de pó encontrado no avião onde o Bolsonaro estava sendo transportado pra europa. Vale uma boa grana também. Alguém com dinheiro precisou comprar. Alguém precisou vender. Vivemos num sistema onde se vende e se compra. Quem vende precisa de quem compre e quem compra precisa ter dinheiro para comprar.
Então, eu parar, 1 cliente só, considerando 400kg num.. 9kg noutro.. não será eu que fará o sistema quebrar, mantendo minha abstinência. Mas enquanto usei, o sistema se alimentou de mim. E de varios outros de mim. E de vários que se sustentam, diferente de mim. E de alguns que já estão corrompidos e ameaçam a vida dos outros, para satifazer o desejo de ter um prazer momentâneo e fabricado artificialmente.
Bateu 9h e eu já falei o que queria falar sobre o sistema. Eu confio no sistema. Eu confio mais, numa situação de caos geral, que o sistema organizaria o povo, do que quem reprime o sistema. Porque posso apostar, que pelo menos uns três, donos de algum dos barcos que ajudou o povo de Porto Alegre, na enchente de 2024, a sair das regiões alagadas, onde estavam presos. Quando vão pescar, devem levar um negocinho comprado dos guri. Então o sistema que salvou o povo. Então nao se falemo mais sobre isso.
E agora, com sol alto, com uma madrugada toda escrevendo pensamento após pensamento, para não parar para ouvi-los, confesso que sinto o dever de fazer uma atividade importante em casa, que será lavar o banheiro, que está bem sujo, para demonstrar alguma ajuda ao meu pai, também. Apesar de todos os deboches e alguns traumas, que ele deixou em mim. Eu devo a limpeza à ele. E esse exercício de escrita de pensamento livre, me deu motivação para isso.
Falando sobre limpeza, eu também necessito fazer uma faxina pesada no meu quarto. Porque há diversas carteiras de cigarros vazias, louça suja, caixas e cartelas de remédios, garrafas de água e muita sujeira, como cabelo e pó, pelo chão. Talvez eu empolgue e faça as limpezas todas hoje mesmo. Faça elas no ódio da depressão pós uso, enquanto desejarei mais doses. E quando completa-las, sinta satisfação e a atitude mude.
Eu não sei, mas minha vizinha é mãe de santo. E ontem jogaram um rato sem cabeça na porta da minha casa. E talvez todo esse texto tenha saído dessa magia que ela fez pra mim. Porque desabafar tudo isso me aliviou demais o peito. É como se eu tivesse falado pra mim mesmo, muita coisa que eu gostaria de falar. E só eu tenho atenção suficiente pra me dar e que realmente vá se importar com a carência que sinto e que tento aliviar, sufocando os webamigos.
Eu ainda escreverei aqui por mais umas 2 ou 3h. E não sei pra mais onde meu pensamento vai seguir. Eu poderia falar sobre as séries que maratonei, após a tentativa de me matar sem me alimentar, quando comi e o corpo teve energia novamente, o que me deixou impaciente, e eu precisei me ocupar com alguma atividade. E vejam só, apenas de falar que poderia falar sobre isso, acabei já falando, e agora está expulso do meu pensamento, e registrado nesse texto, que maratonei coisas pra me ocupar.
Ou eu poderia falar sobre como minha mãe, ao acordar e me dar bom dia, me pediu desculpa por ser uma péssima mãe. E eu expliquei pra ela que estava escrevendo exatamente sobre isso, aqui nesse texto mesmo, sendo essa, mais uma coincidencia que faz eu acreditar que minha "paranoia" é uma realidade. Disse à ela sobre a minha escrita de ninguem ter uma manual. E que ela perdeu a única pessoa que ela tinha de confiança, para dar conselhos à ela, sobre minha educação, quando eu tinha 6 anos. Então ela tinha uma criança e um adolescente pra criar, sem ter ninguém pra ouvir conselhos. E foi improvisando. Como todo mundo faz. E deu nisso que sou agora. E dará naquilo que serei amanhã. E quando eu voltar no futuro e souber como foi o amanhã, saberei no que deu.
Ou meu pensamento correrá para onde correu agora. Que é o problema que estou tendo de carregamento, no aparelho celular, que preciso de algum jeito resolver, para pagar a compra de bites de internet banda larga por mais um mês.
Não sei. enquanto não tiver com quem conversar virtualmente, para projetar pensamento, ao invés de autoconsumi-los. Continuarei escrevendo mais e mais aqui. Para onde meu pensamento for, deixarei-o ir e o registrarei.
As marteladas na vizinhança já recomeçaram. Sabe, aquelas que relatei na madrugada, que parecem educar minhas atividades positivas e negativas. Porque já amanheceu e a vizinhança já começou suas atividades diárias.
Meu pensamento agora trouxe uma lembrança de sempre ter o horário do sono invertido. E num desses dormir em horários errados, certa vez dormi no fim da tarde. Acostumado a dormir sempre com conversas. Era meio da madrugada e eu ouvia uma conversalhada. Mas enquanto dormia, lembrei, "Eu dormi era início da noite" e pensei, "não tem como ter tanta gente conversando assim, como é durante o dia". E nisso fui despertar do sono, mas tive paralisia do sono. E me vi deitado na cama, depois me vi dormindo dentro do meu próprio corpo, normalmente, mas não conseguia me mexer nem respirar. Então tentei me jogar no chão, de cima da cama, para acordar. E fui me virando aos poucos, até cair. E quando caí. Estavá em cima da cama novamente. E enfim consegui despertar, levantei sentado e logo ao abrir o olhos levantando, vi um vulto preto saindo do quarto e puxando a porta para fecha-la. Essa lembrança é uma das que mais me recorrem, por ter sido uma daquelas experiências, que a sensação é indescritivél. Como o passar o braço por dentro do braço do senho no hospital.
Eu contei sobre essa paralisia do sono que tive, no dia seguinte, para minha mãe. E ela colocou a imagem de uma santa que havia ganhado da mãe dela, no meu quarto. E as noites seguintes foram tranquilas. Eu dormi dorante o dia e virei a noite acordado sofrendo de ansiedade imaginando a morte das pessoas que conhecia e amo/amava, como normalmente fazia.
A santa usada pela minha mae, teve a cabeça quebrada, no alagamento que o bairro onde ela mora teve, por descaso da prefeitura, em fazer manutenção nos sistemas de segurança contra alagamentos em Porto Alegre.
E enquanto escrevia sobre tudo isso, por ultimo, relatado, acendi um cigarro. Farei uma pausa para fumar, tentarei conectar meu celular, pra ver se ele vai carregar. E vou deixar meu pulso descansar. Logo mais, volto a digitar.
9:58h da manhã de sabado. Meus braços doem de tanto digitar. Ser escritor de verdade. Que escreve livros em laptops, em cafeterias no centro de cidades europeias. Digitando mais de 5mil palavras por dia. Deve ser uma profissão bem ruim de se ter. Primeiro porque livros dão pouco dinheiro. Segundo porque passar todo esse tempo digitando aqui, me causou dores. Fazer isso todos os dias, deve doer ainda mais. Além das dores musculares, deve gerar tendinites, ou calos.
Tenho a última dose. Ainda quase ninguém me dá atenção nos aplicativos de troca de mensagem. E eu começo a sentir a depressão pós uso começar a bater. Que delícia! Era esse sofrimento que eu precisava.
Dito isso, sobre doses restantes. Sofrimento que desejo sentir. Vou restaurar o fluxo de pensamento que tive enquanto descansava um pouco as costas na cama.
Aliás... Não consegui fazer meu celular carregar ainda.
Mas sobre o que pensei no descanso. Foi sobre como não tenho filhos. E me preocupo com os filhos que minha prima tem. Toda vez que uso droga. Mentalizo para que o filho mais novo dela, jamais chegue perto desse tipo de coisa. Ele é aporrinhado das ideias. Quando for mais velho vai ter amigos. Algum dos amigos pode querer reprimir alguma dor e use e ele sinta curiosidade e experimente. E TODA vez que eu uso, eu mentalizo para que ele rejeite esse tipo de coisa quando crescer.
Certa vez, mentalizando esse negar, para ele. Ele brincando na area da casa da minha prima. Que fica ao lado da minha. Respondeu aleatóriamente um. "TÁ!".. Pra ninguém, além do que o que eu estava pensando. E quando passei pela janela e o vi. Ele estava fazendo uma pose parecida com a do homem-aranha em cima dos prédios, talvez, imaginando ser um super-herói. E logo após isso. Ouvi minha tia e minha prima conversando com ele, sobre algo de não poder responder. Ele era bem menor, sendo que hoje ele ainda é pequeno. Mas não tinha noção do que pode ou não fazer/como lidar, com a minha "paranoia". Considerando que o "TÁ!" dele, foi uma resposta ao meu desejar, que ele nunca tenha curiosidade sobre experimentar coisas que alterem o pensamento. Mas se eu cito isso para alguém qualquer, sustentarão a resposta de "foi só uma coinscidencia", "ele estava brincando sozinho e o que ele falou não foi pra ti!". Como sempre fazem. Então, tanto faz. Desde que ele sustente esse "TÁ!", caso tenha sido pra mim, está tudo bem.
(Travei) Meu pensamento retornou a essa mesma história e eu não soube sobre o que mais expulsar da cabeça, em palavras, aqui. Talvez esse seja o final do texto.
Falei comigo mesmo por bastante tempo e não dramatizei meus relacionamentos amarosos, que falharam e que também me deixaram dores. Além daquele que eu tinha quando o primeiro surto aconteceu. Me sinto orgulhoso do meu pensamento não ter ido em nenhum momento para as moças e as dores que provoquei e que elas me provocaram, em relacionamentos tóxicos, durante todo esse tempo de digitação. E já que não pensei sobre eles. Evitarei pensar no momento atual também.
Prefiro falar, em vez delas, do fato que estou me curando com saliva. Há em minha virílha, uma micose, que estava provocando muita coceira. Por eu ter usado uma cueca que estava caída no chão da garagem, alguns dias atrás. O chão é sujo, e provávelmente deve ter pego alguma peréba enquanto estava caída. Eu a usei, após um banho e alguns dias depois surgiu uma mancha vermelha no iniciar da coxa, que coçava muito.
Eu poderia fazer como uma pessoa comum. Ir a uma farmácia, pedir uma pomada para micose e me tratar com remédio da industria farmaceutica. Como todo mundo faz. Mas preferi agir como nossos ancestrais. E como eu fazia quando era pequeno e me machucava, tirava a terra do lanhado com agua e no ferimento passava salíva., mais ou menos quando eu tinha a idade dos filhos da minha prima. E passei cuspe por alguns dias no lugar onde estava a alergia.
Precisava lembrar de lamber a mão e passar a salíva, em momentos em que a micose não estava coçando. E após os momentos de coceira, quando abria pequenos póros infectados. Passar a saliva e aguentar a pequena ardência que gerava, como quando se coloca água em um corte.
Hoje a alergia já não está mais coçando tanto. A mancha vermelha que tinha desapareceu. Eu não gastei 1 real com pomada. E a industria farmacêutica se mostrou um pouco, esqueci a palavra, algo como, desnecessária, mas não tão assim. Pois muito remédio que ela produz é eficiente e necessário. Como os meus antipsicóticos. Mas para coisas simples, como uma pequena alergia na coxa, que os médicos recomendariam pomadas. Salíva e banho, resolveu o caso. É fácil demais ser médico!
Usei a ultima dose, agora consumirei os farelos. E em 20 minutos, toda essa euforia desaparecerá, de tão fictícia que essa felicidade produzida por entorpecente, é.
Com isso encerro esse texto. É o maior escrito até agora nesse meu blog mas, provávelmente não é o maior escrito no blogspot até hoje.
Me despeço e espero me rencontrar lendo tudo isso daqui alguns moveres de universo. E reencontre essa versão horrível de mim. Que não consegue ajudar os pais e tem a rejeição do irmão. Numa condição bem mais aceitável pela sociedade. E satisfatória para mim mesmo. Porque estou cansado e esse meu balançar minhas pernas incessantemente, colabora com esse cansaço mental!
Desconsiderem todos os erros gramaticais, ortográficos e de digitação. Por gentileza.