Teus olhos...
Ah! teus olhos...
Por onde tu adquiri minha imagem.
Já os mesmo, quando te vejo,
penso estar vendo uma miragem.
Teus ouvidos...
Ah! teus ouvidos...
Por onde, quando eu falei contigo,
fez, o ar, teus tímpanos dançar.
Teu nariz...
Ah! teu nariz...
Por onde sentiste o odor,
do fedor,
do meu quarto.
Tuas mãos...
Ah! tuas mãos...
Aquela que me cumprimentou
e, que esse breve contanto, te eternizou
em mim.
Tua boca...
Ah! tua boca...
Beija-la-ei algum dia,
quando deixares de ser fria.
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