Quero! Quero! Quero!
gritou ele no campo, quando
uma cadela se aproximou.
Ela estava caçando alimento
para seus filhotes.
Ela estava protegendo, também,
seus filhotes.
De cada lado uma mãe preocupada.
Quero! Quero! Quero!
gritou o pássaro ao levantar voo
arqueou as asas,
expôs os esporões
e deu um rasante
em direção a cadela.
A cadela percebeu
que ali não era um lugar seguro.
Ela correu, pulou o muro,
voltou pro meio da sociedade,
onde era insignificante e faminta,
e cuidadora.
A quero-quero
quero! quero! berrou, ele,
o passáro, que ficou
novamente tranquilo.
E essa foi mais um tarde comum
nos arredores da vila
de lugar algum.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023
Poema do Quero-Quero
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