Escrevo esse poema drogado.
Talvez se tu estivesse do meu lado
eu não estaria assim
mas, que triste seria o fim,
por em ti a responsabilidade
da minha felicidade.
Perambulei por incontáveis noites
atráz de entorpecentes.
O curioso foi, só o teu sorriso
me deixou contente
e tirou as dores dos açoites.
Meus pulmões já estão baleados.
Eu queria saber esses versos decorados,
para declamar pra ti,
com entonação de clamar
como se clama para o rio fluir,
antes de,
de novo,
te ver e partir.
Na solidão que perambulei
jamais pensei me encontrar,
com alguém que já sonhei,
sem antes, o rosto, fitar.
Quando parei para descansar,
avistei a coroa de um rei,
sem nenhuma ao lado para reinar.
Imediatamente pensei,
há uma mulher solteira pra eu casar.
Saí procurando sob o céu estrelado,
meio desnorteado,
torto, sem conseguir caminhar.
Entrei na igreja, subi no altar,
bem preocupado,
pedindo desculpas por não ter orado.
Lembrei do teu sorriso
e tudo melhorou.
Praticamente tu foste, junto com teu sorriso,
algo bom que Tengri mandou.
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