Com minhas palavras,
molhei teu rosto,
com líquido salgado,
que escorreu dos teu olhos.
Em consequência,
o vermelho
que brotou
nos teus punhos,
anunciou profunda dor.
Não quis te ferir
mas, não sabia
o quanto de mim
tinha dentro de ti.
Foi preciso me retirar
dessa troca desequilibrada
que existia entre nós dois.
Tua lágrima, teu sangue,
era eu te machucando.
E pro ferimento
não virar óbito,
foi melhor partir,
em dois pedaços,
uma vida para cada um.
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