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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Epílogo

Dou por encerrado este projeto de 15 anos.
Peço desculpas pelos inúmeros erros de escrita. Desculpas se algo ficou muito confuso. Desculpas se não foi do agrado de quem ler, ou se fui desgostoso.
Confesso que me diverti deveras escrevendo esses textos. Confesso que deixei boa parte da minha vida aqui. E peço, encarecidamente, que a Google não descontinue essa plataforma. Não especialmente por mim. Mas por ter a vida de muita gente neste local.
Percebi relendo as publicações que produzi, uma considerável evolução na minha escrita desde o início até esse fim. E gostaria muito que, se algum dia alguém passar por aqui, deixe comentários nas publicações, nem que seja para me criticar pejorativamente.
Esclareço que os textos de amor foram para diversos amores e paixões diferentes. E que esses sentimentos foram verdadeiros.
Aos amigos a qual enviei links das postagens após publica-lás, deixo meus agradecimentos pelo tempo prestado e pela atenção. Porém lamento por não terem interagido comigo aqui pela plataforma.
Esse retrato escrito talvez tenha retratado o ponto de vista alheio de uma criatura abstrata perturbada.
No mais é isso.
Abraços!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Reflexão da observação da necessidade de uma releitura duma frase bíblica

"Tudo posso naquele que me fortalece"
Parei pra pensar sobre o que essa frase se propõe a dizer. E percebi que o "poder tudo" não é uma realidade. Apego para fortalecimento, no Deus cristão, não proporciona essa permissão para "tudo poder". Porque a civilização humana precisou criar regras sociais para ter um bom funcionamento. E algumas coisas dessas regras são proibidas, apegado à "Aquele" ou não.
Acho que talvez a frase faria mais sentido, caso fosse escrita com as seguintes palavras:

"Tenho boas capacidades, pela força do espírito que eu permito habitar em mim".

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Relatório inicial da nova busca por reabilitação.

 O isolamento, repetidamente proposto,
Outrora vencedor,
Novamente será autoimposto,
Contendo uma esperança de me recompor

Sabendo da esperada probabilidade
Dessa atitude resultar em novo fracasso,
Escrevo esse xulo desabafo,
Consciênte de que faço, por responsabilidade

Diferente da busca por uma confirmação,
A atual estratagéia explorada,
Tem intuito de ser utilizada,
para benefício da comunicação.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Contemplação do que não vemos

Na exuberância posta à frente 
Do teu sentido visão,
Traduziu-se em entendimento
A imagem de um abismo
Entre teu corpo e o amor 

Por isso ao teu lado,
Dentro de um isopor
De cervejas, um engradado.
Ou melhor...
Com a quantidade de um fardo*...
Um futuro entorpecimento gelado,
E quando acabar,
Vai repor.

El cabron en calle guapa
Tentando entender a vida
Que até então foi autoreprimida
Com muita aguardente engolida.

sábado, 25 de outubro de 2025

Iluminação solar

O sol
que agora
não me ilumina,
ilumina
quem não será iluminado,
quando ele me iluminar.

25/10/2025
1h46

domingo, 19 de outubro de 2025

Devaneio pseudofilosófico com relação ao tempo

Breve pensamento para com o futuro:
Partindo da ideia da não existência material e física, de um tempo futuro. E considerando a possibilidade de que ele há de existir. Quantos pico-agoras é necessário darmos fé, para que se possa fazer um planejamento, de alguma ação, que pretende-se realizar, tornar real, transformar em um realidade, em algum momento?
É preciso confiar que haverá quantos incontáveis agoras, para que algum desejo pessoal se torne existente e, logo em seguida, se torne um eterno antes?
Qual é a quentidade de presentes, que cabe em um brevíssimo presente, no futuro que se crê, existir?


Breve pensamento para com o passado:
Partindo da ideia de que, fisicamente, o passado se torna imaterial, exatamente no momento que o tempo deixa de ser um agora e vira um antes.
Como podemos produzir apenas uma existência mental dele, sem a necessidade de desmontar a percepção de um "agora" e de um "depois", que faz com que nossa mente construa a presença dessa "memória"?
Como acessar a informação da existência de um antes, e ao mesmo tempo, ter no pensamento a existência de um presente e/ou um esperado futuro?
Para construir no pensamento, ou sei la, reviver uma memória, o pensamento não tem a necessidade de desligar, ou a necessidade de não produzir a ideia de estar em qualquer outro momento do tempo?

Breve pensamento para com o agora:
Fisicamente, materialmente, é o único existente. Embora seja deveras breve, é dependente da materialização do esperado futuro, e produtor do eterno passado.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Sonho à galope

Montei na paleta do céu
No pelo
Percorri onze anos

Vi só um bicho cruel
Com medo
Do que eu e meu corpo
Sonhamos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Caminhos de inexistência

Já trilhei os caminhos de não existir o tempo. Encontrei, enquanto trilhava-o, falta de materialidade e corpo físico, nele. Agora, por acaso, esse trem que temos na cabeço, cruzou toda a linha férrea que construí. Se fez presente, no presente pretérito, e presente no agora do futuro. Locais esses que, por serem inexistentes, estão em um nada físico e material.

Perdemos

Perdemos...
Perdemos no cheiro
Perdemos no trabalhar 
Perdemos ao cercar
Perdemos no conquistar
Perderíamos no batalhar
Chorei pela nossa derrota
Quando percebi que perdemos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Carta de amor

Viamão, 15 de outubro de 2025
Querido e adorável ser.
Tu que me le nesse momento, tenho algo para compartilhar.
Quero confessar que sinto um amor demasiado intenso, por uma mulher possuidora de uma força deveras potente e que me ensinou, ao longo desses vinte anos de amizade, inumeras coisas sobre a vida.
Já, de início, é indispensável reescrever uma das mensagens mais combativas que já recebi, em conversas virtuais, que foi escrita por essa mulher, durante uma troca de ideias sobre questões sociais. Quando ela ainda tentava salvar o mundo, e não apenas a si própria. Um texto que diz assim: "Eu não posso deixar de ser capitalista, vivendo em um mundo capitalista. Mas enfrento as coisas de um modo melhor do que gritar ANARQUIA!".
Vira e mexe. O tempo se passa. E minha mente, quando pensa um pouco nesse amor, resgata esse posicionamento dela.
Talvez hoje em dia, ela até seja um pouco mais anarquista, mesmo sendo obrigada a seguir as normas capitalistas, impostas por esse regime que nos faz correr, de qualquer forma possível, atras de capital, pra ter pelo menos uma subexistência. Pois a poucos dias no pretérito do dia em que escrevo essa carta, ela me confessou que está precisando trabalhar em um serviço que a sociedade em geral tem muito preconceito.
Nesses últimos anos, essa mulher, que eu admiro e amo com todo o meu sangue sendo bombeado no meu coração, tem relatado um profundo desprezo pela própria vida. Seguidamente, ela me envia mensagens que relantam idealizações suicida. E creio eu, que esse desejo de encerrar a existência do metabolismo corpóreo, que sustenta o raciocínio crítico feroz para com as questões sociais, que ela possui, seja provocado pela necessidade de vender as partes íntimas de seu corpo, com a finalidade de ter o que comer, o que vestir e o que lhe da uma fuga dessa realidade perturbadora em que ela acabou sendo inserida. 
Tenho a certeza, pelo vasto tempo que mantemos contato, que ela não chegou nesse trabalho por falta de inteligência. Mas sim por um ambiente residencial, que possui muita violência verbal, muita desmotivação e falta de apoio.
Para evitar que essa carta se prolongue por mais alguns parágrafos, busco encerrar essa minha confissão de que sinto amor por uma puta. Pois sei que ela é muito mais do que apenas isso.
Com amor e carinho.
Criatura abstrata.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Querer e sustentar o que quero

Quero querer não querer,
E o não querer
Precisa ser mais forte.

Mas sustentar o que quero,
Aparenta não me querer
querendo isso.

Bem-querer

Consigo ter a percepção de ser bem quisto.
Não estou conseguindo retribuir esse bem-querer que recebo.
Não consigo, não por não querer conseguir. Não consigo por ter enfiado meu corpo numa condição complicada de se retirar.
Observando de fora, como e quando surge minha incapacidade de rejeitar o que tenho a certeza de ser o que me prejudica, da a impressão de que suportar a angústia e sustentar a força de dizer um não, é algo fácil de ser feito. Porém não é.
A recompensa rápida do sentimento de prazer, é algo bastante complexo de desmanchar e reconstruir algo em cima.
Eu digo: "Nao querer é querer não querer".
E sigo com um querer que já não quero mais.
Depois digo: "Querer não querer, requer ser bem quisto"
E por alguns, sou bem quisto.
Mas o não querer não se sustenta como um querer forte o suficiente pra retribuir o meu bem querer vindo de fora.
Estou cansado de estar fracassando há 4 anos nessa luta contra o pior que posso fazer comigo mesmo.

Maktube

O que aconteceu comigo, só tinha a possibilidade de acontecer com alguém que compartilhasse do tipo de vida que tuve,  que tivesse condições semelhantes a da minha vivência, que também tivesse acesso ao entorpecimento da mente como eu tive. Jamais aconteceria com quem trabalhou o controle e a sanidade mental, buscando um tipo de iluminação ou benção divina, como recompensa por ter levado uma vida mais correta possível.
Tenho a absoluta certeza de que minha condição atípica era algo esperado por grupos discretos e ocultistas, que existem camuflados em meio a civilização e sociedade comum. E muitos deles dedicaram a vida toda a uma evolução e controle do pensamento, para adquiri essa habilidade. Mas essas pessoas não se submeteram à perda de consciência, como eu fiz. 
Poderia ter acontecido com qualquer um que cresceu num submundo. Mas esse azar(ou sorte) recaiu sobre mim. O problema é que eu não me dediquei a aprender com profundidade nenhum conhecimento específico. Agora minha condição leiga de saberes, é totalmente inútil.
E além de todo esse "estava escrito que ia acontecer", eu me sinto sugado, acompanhado, perseguido, por algo alem da dimensão que temos capacidade de perceber. Já faz algum tempo que percebo a presença de uma energia que me ronda.
Por fim, para encerrar esse texto sem pé nem cabeça, registro: Estou começando a não saber se o que eu penso é de fato um pensamento próprio meu.

domingo, 12 de outubro de 2025

Necessidade de egoísmo e desapego do egocentrismo

 Quando eu desassociar a reabilitação, da busca por aprovação externa e me manter em abstinência por auto cuidado, saúde e preservação da vida que o universo me proporcionou, enfim haverá uma possibilidade de mudança.

Mas se eu continuar pensando em ficar limpo, pra agradar terceiros, jamais vou conquistar uma qualidade de vida melhor.

Não há terceiros, desconhecidos, que realmente me desejam o bem.

Essa é a mais pura e simples verdade que encontrei nesse amanhecer de domingo.

E demorou pra me cair essa ficha.


quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Três sinestesias

 A textura do teu cheiro ensurdece o sabor do que vejo.

Vendo meus olhos e fico surdo com esse odor doce no paladar quando meus lábios tocam os teus.

Ouça esse abraço que te dei ao sentir teu perfume de comer visões.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Grito

 No nosso mundo há uma vida que pede socorro. Ele agride os parasitas que estão machucando. A ferida provocada, cada vez mais cutucada, aparenta estar gangrenando. E infelizmente não há possibilidade de amputação.
A Terra, nosso único lar celestial, está morrendo pela necrose estabelecida nessa lógica de produção e consumo eterno, impossível de manter. O rastro de podridão, gerado pelas embalagens dos produtos comercializados, é o verme que infecciona sua pele.
Há uma vida em prantos, nesse globo que nos abriga. Essa vida não pede que parem, ela revida, porque tem tempo e paciência para estabilizar novamente um equilíbrio natural, que foi dado aos animais da atual época, mas que um desses animais precisou manipular o ambiente para se manter existindo, em vez do ambiente manipular a existência dele.
Tenho ciência da obviedade do que estou escrevendo. Mas repito, no nosso mundo há uma vida que pede socorro.
Cambio.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Convivendo com a Terra, dividindo com os animais

 A raça humana se apossou do planeta Terra. Jura que o mundo é dela. E enquanto ela não enxergar que, somos os únicos capazes de sair dele, não será possível entender a posse dos outros tipos de vida também reivindicam para si.
Não é pelo fato de, rudimentarmente, manipular o ambiente para sobreviver, que um pássaro, ao fazer um ninho e se reproduzir, não esteja dizendo: "Ei, esse lugar também é meu"
Não é pela desova das tartarugas na areia da praia, que ela não possue o mar.
Eu realmente não entendo, assim como os demais seres, não humanos, que quase sempre se afastam do bicho homem, o porquê da humanidade criar um tipo de sobrevivência baseado na destruição.
Mesmo ativistas ambientais, ao lutar pela preservação de um território, o faz pelo sentimento de ter poder sobre o espaço, como se dissesse:"Nossa espécie tem o dever de manter a natureza virgem desse local"! Como se tivesse o poder sobre a natureza que quer preservar. Muitas vezes, considerando o benefício que esse local proporciona para a manutenção da vida humana.
Sei que generalizei. Mas não me importo.
Entretanto, dizer que o mundo pertence a uma classe social, de um único animal com comportamentos complexos, acaba excluindo, completamente, o direito à existência dos demais animais.
No correr do dia a dia, do operário, com sua jornada de trabalho e seu cuidar para com sua residência, é impossível observar e aprender observando a vivência/comportamento, quase que racional, que há na natureza. A maioria dos humanos estão presos, em selvas de concreto e aço. Perderam o poder de dividir o mundo com outros bichos. E caso um bicho apareça, por acaso, dentro de um espaço ocupado por humanos, a primeira reação é matar.
O ser humano, se não pode possuir, ele extermina. E como o ser humano não pode possuir um controle total, sobre a natureza, está exterminando ela toda, de pouco em pouco, desconsiderando a posse, ou convívio, de outros seres vivos, para com o meio ambiente.
Foda certas coisa.

Querendo sair da ilusão, estando preso num segredo necessário.

 Dúvida genuína:

De que forma, com que tipo de experimento, como algum de vocês provaria uma existência de telepatia unilateral, impedindo que as pessoas que estão recebendo o pensamento do telepata, simplesmente dissessem NÃO, resumindo a transmissão à uma paranoia?

Pq sinceramente eu to bem cansado de ser esquizofrênico, acreditar nisso, não conseguir trabalhar porque sempre acaba em surto, ter crise de ansiedade pra sair de casa, mesmo estando em abstinência, e o estado ser incapaz de me curar